Entidades médicas apresentam para a presidente Dilma propostas para melhorar a saúde brasileira

06/04/2013 às 13:14 | Publicado em Movimento médico | 1 Comentário
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DilmaRepresentantes da Federação Nacional dos Médicos (FENAM),do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB) e entregaram para a presidente Dilma Rousseff, na quinta-feira (4), documento com propostas para promover a interiorização da medicina, o aperfeiçoamento do processo de formação médica e a melhora dos instrumentos de financiamento, gestão e controle.

De acordo com os participantes da reunião, a presidente Dilma foi receptiva às ponderações das entidades médicas e decidida a estabelecer um canal de diálogo com os representantes da categoria. Ela já anunciou que outras reuniões deverão ser realizadas oportunamente, inclusive com a formação de Grupos de Trabalho para analisar e discutir temas de interesse.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, reforçou três pontos destacados pela Federação na ocasião. O primeiro é em relação à situação caótica que se encontram os hospitais de urgência e emergência, violando os direitos humanos dos cidadãos. O segundo ponto diz respeito ao meio ambiente de trabalho médico, onde falta-se a estrutura necessária para se oferecer uma assistência adequada. E por último, a remuneração dos médicos federais que sofreu redução dos salários.

Segundo o presidente do CFM em exercício, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, durante a conversa com a presidente Dilma, as entidades argumentaram que soluções anunciadas pelo governo, como a ‘importação’ de médicos estrangeiros e a abertura indiscriminada de faculdades de medicina, não resolverão o problema da saúde pública. “O Brasil necessita investir mais e valorizar os profissionais de saúde. Caso contrário, continuarão a faltar médicos no interior e nas periferias das grandes capitais”, afirmou o representante do CFM.

Como forma de interiorizar a assistência e universalizar o acesso aos serviços, as entidades propõem a criação de uma carreira de Estado para os médicos. Se implementada a ideia assegurará ao profissional remuneração compatível com a formação e a responsabilidade e condições de trabalho (infraestrutura física, equipamentos, rede de apoio e equipe multidisciplinar), entre outros pontos.

Para garantir o funcionamento adequado do SUS as entidades também pleitearam aumento real da participação do Estado no financiamento da Saúde, com a destinação de um mínimo de 10% da Receita Bruta da União para o setor.

As entidades médicas solicitaram ainda à presidente Dilma o apoio à tramitação e votação do PLS nº 174/2011, que institui a Lei de Responsabilidade Sanitária (LRS) no Brasil, que fixa metas e estabelece a possibilidade de punição de gestores que não as cumpram. Também foi feita a proposta de criação de uma escola especializada na formação e na qualificação de gestores em saúde pública, para atuação nos municípios, estados e União.

Além da presidente, do vice-presidente do CFM, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales, estiveram presentes o secretário-geral do CFM, Henrique Batista, o presidente e o conselheiro do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo e Henrique Carlos Gonçalves, respectivamente; o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão; o 1º tesoureiro e o 1º vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz Bonamigo Filho e Jorge Carlos Machado Curi e a presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), Jadete Barbosa Lampert.

Confira AQUI as sugestões dos médicos brasileiros à Presidente Dilma Rouseff.

Fonte: FENAM                

Modestas Propostas

18/09/2010 às 0:05 | Publicado em Política, Saúde | Deixe um comentário
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Artigo de Ligia Bahia publicado em O Globo

Vai uma enorme distância entre a prioridade dos problemas de saúde para os brasileiros, registrada pela recente pesquisa do Ibope (41% dos entrevistados), e as propostas para solucioná-los dos dois candidatos à presidência apontados como favoritos. A proporção de insatisfação com a atenção à saúde dos brasileiros é crescente (aumentou em relação àquela registrada em 2009) e difere de tendências internacionais. Nos países europeus as preocupações com saúde ocupam o quinto lugar, e nos EUA, apesar da reforma Obama, o segundo.

Dilma e Serra certamente conhecem bem esses números; sabem que o escore elevado inclui pessoas vinculadas a planos privados no coro dos descontentes. Afinal de contas, os resultados não lhes poderiam ser estranhos. Suas experiências pessoais de atendimento e andanças políticas os deixam frente a frente com discriminações e privilégios que ainda marcam nosso sistema de saúde.

Confirmada a hipótese sobre a capacidade dos candidatos e de suas competentes equipes de campanha, resta examinar os motivos e as circunstâncias subjacentes à opção da troca voluntária do debate de políticas de saúde para todos pelas promessas de bondades condicionais para determinados doentes. O aumento de 10% dos recursos para a aquisição de medicamentos para diabetes e hipertensão, os mutirões para cirurgias de catarata, varizes e próstata e a disputa sobre o número de prédios e ambulâncias a serem construídos e adquiridos são proposições minúsculas. As analogias com a modesta proposta que intitula a obra de Jonathan Swift são quase automáticas. Em 1729, a irônica resolução da miséria seria viabilizada pelo comércio de carne de crianças. Agora, a soma de todos os casos a serem atendidos conjuntamente por Dilma e Serra deixaria de fora a maioria da população. CONTINUA.

Fonte: Blog Dois Pontos: Travessão

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