Sugestões dos médicos à Presidente Dilma Rouseff

06/04/2013 às 18:17 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
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OFÍCIO CFM Nº 2966 /2013                                       Brasília-DF, 4 de abril de 2013.

A Sua Excelência a Senhora
Dilma Rousseff
Presidenta da República
Presidência da República – Palácio do Planalto, 3º Andar
Brasília – DF
CEP: 70150-900

Excelentíssima Senhora Presidenta da República,

O compromisso dos médicos com o país dialoga com Vosso engajamento histórico na defesa da democracia, do interesse público, da prática da boa medicina, da oferta de serviços de saúde de qualidade e da defesa do aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Por meio de suas entidades representativas, os 400 mil médicos brasileiros têm manifestado seu firme e incondicional apoio às tentativas de universalizar o acesso da população à Saúde, direito previsto na Constituição de 1988.
Demonstração deste esforço contínuo aparece na participação ativa dos médicos nos debates sobre o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), na busca pela qualificação da formação médica e pela melhor distribuição dos médicos pelo território nacional.
Assim, ressaltamos mais uma vez nossa preocupação com a oferta de condições efetivas para o exercício da Medicina em benefício da sociedade, o que implica no desenvolvimento de proposta concreta que viabilize a presença de médicos em todas as áreas
consideradas de difícil provimento, inclusive nas periferias de grandes centros urbanos, e o aperfeiçoamento do ensino médico brasileiro.
Ressaltamos a disposição dos médicos brasileiros, por meio de suas entidades representativas, de contribuir e participar deste processo, cujos desdobramentos poderão ter efeitos duradouros e assegurar a extensão das conquistas anunciadas na esfera econômica ao campo das políticas sociais.

SUGESTÕES DOS MÉDICOS BRASILEIROS

Os itens a seguir sintetizam o entendimento dos médicos sobre soluções possíveis para assegurar a interiorização da Medicina e do Médico; a qualificação da formação de futuros profissionais (em todas as suas etapas); e o aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento, gestão e controle. Nosso objetivo é contribuir para a melhora do acesso à assistência em saúde com qualidade.
Essas contribuições resultam: de debates que têm sido empreendidos em todas as esferas do movimento médico; da experiência acumulada pelos profissionais e lideranças médicas que atuam diretamente nas unidades assistenciais; do intercâmbio de informações a respeito do funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) efetuadas pelos médicos junto aos pacientes e gestores públicos; e das conclusões dos dois volumes do estudo Demografia Médica, recentemente lançados.

As sugestões estão agrupadas em três grandes blocos:

1) Interiorização da medicina e trabalho médico

a) A criação de uma carreira de Estado – sob responsabilidade da União – para os médicos que atuarão na rede pública (SUS) nos locais de difícil acesso e provimento com o objetivo de estimular a migração e a fixação dos médicos. Tal proposta deve se ater a aspectos como:
– a instalação de infraestruturas física e de equipamentos adequadas nos municípios como forma de garantir a oferta de assistência em saúde dentro de padrões de qualidade, que possibilitem a materialização dos princípios do SUS;
– a formação de uma rede eficaz e eficiente de referência e contra referência, fundamental para a realização de diagnósticos e a prescrição de tratamentos;
– a definição de um programa de educação continuada (presencial e à distância), permitindo aos profissionais ingressados na carreira a atualização de conhecimentos, o que oferecerá ao usuário do SUS acesso a profissionais qualificados;
– a elaboração de um plano de progressão e promoção funcional para os ingressos, nos moldes dos empregados atualmente pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, o que seria fator de estímulo à adesão em médio e longo prazos;
– a oferta de remuneração compatível com a formação, a responsabilidade e o compromisso exigidos dos profissionais.
b) A implantação de Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) para todos os médicos que atuam na rede pública;
c) A fixação de valor mínimo de remuneração para o médico em atividade no SUS, tendo como parâmetro o piso nacional da categoria;
d) O fortalecimento do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) como forma de acesso de médicos estrangeiros e de brasileiros portadores de diplomas de Medicina obtidos no exterior ao mercado brasileiro, garantindo, assim, ao
país um instrumento justo, idôneo e transparente para mensuração do conhecimento e da competência desses profissionais.

2) Aperfeiçoamento do processo de formação médica

a) A qualificação do ensino médico a partir da observação dos seguintes aspectos:
– a oferta de grade curricular adequada, com a inclusão de disciplinas que valorizem a formação técnica, clínica e deontológica, além de fortalecimento do compromisso social dos futuros médicos com o modelo assistencial brasileiro;
– a presença de corpo docente exclusivo, preparado para o desafio do ensino médico e comprometido com a formação dos futuros profissionais;
– a existência de hospital-escola e campo de atuação na área de atenção básica (ambos exclusivos), que são instrumentos fundamentais para a formação prática dos médicos;
– a realização de avaliações pelo Ministério da Educação para aferir a excelência do ensino e dos egressos das escolas, com o fechamento daquelas unidades (ou de parte de suas vagas) caso não atendam aos critérios exigidos;
– a não abertura de novas escolas e nem ampliação no número de vagas nas já existentes.
b) – A garantia pelo Ministério da Educação da oferta de vagas em programas de residência médica (com infraestrutura e preceptoria adequadas) de forma a atender o total de egressos/ano das escolas médicas e a demanda identificada a partir de diagnósticos das necessidades regionais e nacionais.

3) Aperfeiçoamento dos instrumentos de financiamento, gestão e controle

a) O aumento real da participação do Estado no financiamento da Saúde, com a destinação de um mínimo de 10% da Receita Bruta da União para o setor.
b) O apoio à tramitação e votação do PLS nº 174/2011, que institui a Lei de Responsabilidade Sanitária (LRS) no Brasil, oferecendo aos gestores e à sociedade mecanismos para assegurar a transparência na execução e fiscalização das políticas públicas de saúde, inclusive com a fixação de metas e a possibilidade de punição de gestores que não as cumpram;
c) A criação de uma escola especializada na formação e na qualificação de gestores em Saúde Pública (para atuação no âmbito do SUS em suas três esferas) que os tornem aptos a:
– exercer o efetivo gerenciamento do uso dos recursos disponíveis, evitando desperdícios, o mau uso do recurso público e a possibilidade de fraudes ou casos de corrupção;
– compreender a estreita relação entre os indicadores epidemiológicos e a necessidade de planejamento para enfrentar a demanda existente;
– gerenciar cenários de crise, assegurando a tranquilidade necessária ao seu enfrentamento e oferecendo à sociedade respostas efetivas para os problemas registrados;

Em nome dos médicos brasileiros, por meio de suas entidades representativas, ressaltamos o interesse da classe em contribuir para o aperfeiçoamento da assistência no País, tornando efetivas as diretrizes do SUS.

Carlos Vital Correia Lima, Presidente em exercício Conselho Federal de Medicina; Geraldo Ferreira Filho, Presidente da Federação Nacional dos Médicos e Jorge Carlos Machado Curi Presidente em Exercício Associação Médica Brasileira

Entidades médicas apresentam para a presidente Dilma propostas para melhorar a saúde brasileira

06/04/2013 às 13:14 | Publicado em Movimento médico | 1 Comentário
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DilmaRepresentantes da Federação Nacional dos Médicos (FENAM),do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB) e entregaram para a presidente Dilma Rousseff, na quinta-feira (4), documento com propostas para promover a interiorização da medicina, o aperfeiçoamento do processo de formação médica e a melhora dos instrumentos de financiamento, gestão e controle.

De acordo com os participantes da reunião, a presidente Dilma foi receptiva às ponderações das entidades médicas e decidida a estabelecer um canal de diálogo com os representantes da categoria. Ela já anunciou que outras reuniões deverão ser realizadas oportunamente, inclusive com a formação de Grupos de Trabalho para analisar e discutir temas de interesse.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, reforçou três pontos destacados pela Federação na ocasião. O primeiro é em relação à situação caótica que se encontram os hospitais de urgência e emergência, violando os direitos humanos dos cidadãos. O segundo ponto diz respeito ao meio ambiente de trabalho médico, onde falta-se a estrutura necessária para se oferecer uma assistência adequada. E por último, a remuneração dos médicos federais que sofreu redução dos salários.

Segundo o presidente do CFM em exercício, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, durante a conversa com a presidente Dilma, as entidades argumentaram que soluções anunciadas pelo governo, como a ‘importação’ de médicos estrangeiros e a abertura indiscriminada de faculdades de medicina, não resolverão o problema da saúde pública. “O Brasil necessita investir mais e valorizar os profissionais de saúde. Caso contrário, continuarão a faltar médicos no interior e nas periferias das grandes capitais”, afirmou o representante do CFM.

Como forma de interiorizar a assistência e universalizar o acesso aos serviços, as entidades propõem a criação de uma carreira de Estado para os médicos. Se implementada a ideia assegurará ao profissional remuneração compatível com a formação e a responsabilidade e condições de trabalho (infraestrutura física, equipamentos, rede de apoio e equipe multidisciplinar), entre outros pontos.

Para garantir o funcionamento adequado do SUS as entidades também pleitearam aumento real da participação do Estado no financiamento da Saúde, com a destinação de um mínimo de 10% da Receita Bruta da União para o setor.

As entidades médicas solicitaram ainda à presidente Dilma o apoio à tramitação e votação do PLS nº 174/2011, que institui a Lei de Responsabilidade Sanitária (LRS) no Brasil, que fixa metas e estabelece a possibilidade de punição de gestores que não as cumpram. Também foi feita a proposta de criação de uma escola especializada na formação e na qualificação de gestores em saúde pública, para atuação nos municípios, estados e União.

Além da presidente, do vice-presidente do CFM, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales, estiveram presentes o secretário-geral do CFM, Henrique Batista, o presidente e o conselheiro do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo e Henrique Carlos Gonçalves, respectivamente; o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão; o 1º tesoureiro e o 1º vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz Bonamigo Filho e Jorge Carlos Machado Curi e a presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), Jadete Barbosa Lampert.

Confira AQUI as sugestões dos médicos brasileiros à Presidente Dilma Rouseff.

Fonte: FENAM                

CIRH recebe visita da presidente do CNS

29/01/2013 às 21:03 | Publicado em Movimento médico, Saúde, Waldir Cardoso | Deixe um comentário
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BethParticipei hoje da reunião da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) representando a FENAM. Fizemos um balanço das atividades da Comissão desde sua reativação em 2003 e o significado político e estratégico do trabalho na defesa de formação de qualidade para médicos, cirurgiões-dentistas e psicólogos. Lamentavelmente, a abertura de cursos das demais 11 profissões não são submetidos ao crivo do Conselho Nacional de Saúde (CNS). O resultado disto é, por exemplo, que temos mais de 1.000 faculdades de enfermagem no Brasil. Balanço da secretaria da CIRH dá conta que 757 processos foram analisados nos últimos 9 anos.

Recebemos a visita da presidente do CNS, Socorro de Souza, que veio para “ouvir a Comissão nas suas expectativas para a gestão”. Aproveitou para falar das prioridades que está colocando em discussão para os seus 3 anos de gestão a frente do CNS. Insistiu que deseja fazer uma gestão em que todos os conselheiros sejam protagonistas e repele a centralização. Afirma que percebe ser necessário repensar a dinâmica de funcionamento do CNS para torna-lo mais ágil e que possa responder as demandas da sociedade. Ponto central em sua fala é a necessidade imperiosa de levar o CNS para a sociedade ampliando canais de comunicação e abrindo o Conselho Nacional de Saúde para a cidadania. O objetivo é colocar o CNS como referência na luta por um SUS efetivo e de qualidade. Ampliar e aprofundar o relacionamento com os Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde é outra estratégia que pretende apresentar para discussão no Planejamento de atividades do CES que já começa na reunião do pleno amanhã e quinta. A presença da presidente foi interpretada como um primeiro diferencial na gestão da primeira usuária que preside a instituição. Todos os integrantes da CIRH presentes manifestaram sua satisfação e desejo de colaborar para o sucesso do mandato que se inicia.

Fechamos a reunião definindo o calendário de reunião da Comissão para o ano de 2013 e a pauta de discussão e deliberação para a reunião de fevereiro. Vamos analisar e deliberar sobre 16 pareceres de cursos das três categorias profissionais e realizar o planejamento de atividades para o ano em curso.

Aproveito para registrar o aniversário, hoje, da Professora Universitária e Enfermeira Elisabeth Teixeira, integrante da CIRH onde representa a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn). Paraense, professora da UEPa, autora de consagrado livro sobre metodologia científica (meu livro de cabeceira no assunto), a mestra recebeu os  parabéns e cumprimentos de todos. Registramos o momento e ilustro esta matéria com a foto. Parabéns Beth!

                                                                                   

Presidente da FENAM faz balanço da Assembleia da Confemel na Costa Rica

23/11/2010 às 18:04 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
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O Presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, ao retornar de San Jose da Costa Rica, onde participou da XIII Assembleia Geral da Confederação Médica Latinoamericana e do Caribe (Confemel), declarou que “para a FENAM, é de fundamental importância participar de fóruns, tanto em nível nacional como internacional, que envolvem o interesse da saúde nos seus diferentes âmbitos”. Carvalhaes acrescentou que “a Confemel é uma instituição de natureza política, através da qual cada país mostra a sua experiência, vivências e problemas, para que sejam discutidos e se possa avançar no sentido de se aprender para refletir sobre eventuais faltas e encontrar soluções em conjunto”.

No seu entendimento, foi muito importante a discussão sobre a formação do médico na América Latina durante o evento, o que tornou possível compreender que, guardadas as peculiaridades de cada país, os médicos estão sendo formados com qualificação e orientação inferiores no continente, de um modo geral.

Cid Carvalhaes também avaliou que as condições do trabalho médico estão cada vez mais difíceis quanto à capacitação técnica. Além disso, segundo ele, remuneração médica está, de modo geral, cada vez mais aviltada.

Acompanhando o presidente Cid Carvalhaes, esteve presente o segundo vice-presidente da FENAM, Eduardo Santana, que fez um balanço geral focalizando o grau de positividade que permeou o encontro. “A avaliação foi positiva. Foram dois objetivos: a assembleia se propôs a discutir as condições de trabalhos médicos da América Latina e o processo de formação dos médicos da América Latina. Acredito que nós tenhamos atingido esses intentos, uma vez que os dois espaços foram muito bem ocupados, cheios de informações vindas da grande maioria dos países presentes, e isso foi de suma importância”, acentuou Eduardo Santana.

Durante o encontro, houve também avanço no processo eleitoral da entidade e foi possível reconfigurar a relação política da Confemel com a Associação Médica Mundial, conforme informou Eduardo Santana. “Essa parte foi concluída com a eleição da nova diretoria da Confemel, que agora passa a ser comandada pela Venezuela, com a presidência a cargo do Dr. Douglas Leon, cabendo ao Brasil ocupar três cargos, que são a segunda vice-presidência da Confemel, a primeira vogal da diretoria e a presidência do conselho fiscal”, explicou.

Segundo ele, em relação ao Brasil, todas as entidades estiveram presentes, e como a próxima assembleia da AMM será em 2011 na América Latina, mais especificamente na América do Sul, em Montevidéo, Uruguai, nela também haverá a oportunidade de discussão da pauta específica, e ainda terá um fato importante, que será a posse do novo presidente da Associação Médica Mundial, o brasileiro José Luiz Gomes do Amaral.

No documento final, elaborado durante o encontro, foi possível gerar, com algumas recomendações de cada grupo, o que qualifica a representatividade das entidades de cada nação participante, que voltaram aos seus países de origem com a missão de implementar, junto à sociedade, junto à própria categoria e junto aos seus governos, os itens inclusos no documento. Leia a declaração AQUI.

Fonte: FENAM

 

Presidente do CFM é eleito para diretoria da CONFEMEL, na Costa Rica

19/11/2010 às 0:05 | Publicado em Movimento médico | 1 Comentário
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O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d”Avila, foi eleito nesta quarta-feira, dia 17, para integrar a diretoria da Confederação Médica Latinoamericana e do Caribe (Confemel). Ele ocupará a vice-presidência da entidade. A escolha aconteceu durante a XIII Assembleia Geral do grupo, que terminou nesta tarde em San Jose, capital da Costa Rica.

Os representantes dos 17 países-membros da Confederação, que se reuniram desde o dia 14 de novembro, para debater temas de interesse para a comunidade médica da região elegeram como presidente Douglas Natera, que já comanda a Federação dos Médicos da Venezuela.

A pauta da Assembleia inclui discussões sobre trabalho médico e sistema de saúde na América Latina e no Caribe, políticas de medicamentos e presente e futuro dos cursos de Medicina e do exercício da profissão. As conclusões da XIII Assembleia Geral da Confemel serão divulgadas na forma de uma carta.

Fonte: CFM

 

Ministro da Previdência Social recebe presidente da FENAM em audiência

30/08/2010 às 21:47 | Publicado em Movimento médico, Saúde | Deixe um comentário
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Foto: Denise Teixeira

Em audiência realizada nesta segunda-feira, 30/08, com o presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, na Superintendência Regional do INSS de São Paulo, o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse que o ministério aceitou receber a representação da Associação Nacional de Médicos Peritos da Previdência para negociar a greve, mas vai cumprir a determinação judicial de contratar médicos terceirizados para realizar as cerca de 400 mil perícias em atraso por conta da paralisação da categoria. Gabas afirmou que já a partir desta terça-feira o INSS poderá convocar, através de suas gerências, médicos que preencham os requisitos necessários. Com isso, o ministro acredita que em 30 dias, no máximo, a agenda das perícias deverá voltar ao normal.

“Se houvesse a disposição dos médicos peritos em terminar a greve e colocar as perícias em dia, a contratação temporária poderia nem existir. Se isso começasse agora, nós levaríamos menos tempo pra colocar as perícias em dia do que fazendo a contratação”, disse o ministro, acrescentando que, no entanto, não há essa disposição. “Nós conversamos com o Cid (Carvalhaes) e a ANMP não compareceu à reunião. Por isso, foi marcada uma reunião para hoje em Brasília, através de um contato telefônico com o presidente da ANMP (Luiz Carlos de Teive Argolo), e mais uma vez o governo vai receber a entidade pra ver se consegue chegar a um acordo e a nossa condição básica para que haja esse acordo é que os médicos coloquem as perícias em dia, ou seja, que trabalhem em sistemas de plantão para que possamos realizar as perícias que não foram feitas até hoje”, afirmou o ministro.

Sobre a terceirização dos serviços de perícia médica, Cid Carvalhaes acrescentou que apesar de haver uma decisão judicial e do governo em contratar médicos peritos temporários, a FENAM é contra qualquer forma de terceirização, incluindo esta. “É um problema que o ministro tem, mas ele não vai contar com o apoio da FENAM em sustentar terceirizações e privatizações de qualquer natureza”, assegurou o presidente da Federação Nacional dos Médicos. CONTINUA.

Fonte: Portal da FENAM

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO PRESIDENTE DA FENAM

20/08/2010 às 11:51 | Publicado em Movimento médico, Saúde | Deixe um comentário
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Ratifico o acompanhamento de todas as manifestações na nossa página eletrônica sobre a perícia médica do INSS e agradeço àqueles, movidos por espírito democrático e esclarecedor, que oferecem suas contribuições ao debate.

Todas as críticas e sugestões são sempre bem vindas, mesmo as de forte conteúdo maldoso e assentadas em desinformações afoitas.
Quero esclarecer que jamais tive qualquer envolvimento em atos de desmandos, quer administrativos nos vários postos por mim ocupados, quer de caráter pessoal. Informo, também, que nenhuma das minhas filhas é assessora ou foi de qualquer candidato a qualquer cargo eletivo, especialmente à Presidência da República.

Referências pessoais injustas, inverídicas, de natureza meramente especulativa, refletem posturas torpes, alimentando apenas e tão somente pretensos conflitos de interesses de pessoas compromissadas com o individualismo, o egoísmo e a desagregação.

Exerço, com orgulho e satisfação, a presidência da FENAM, uma das funções da sua diretoria colegiada, portanto, democrática e compartilhada com os demais diretores. Assim entendo a verdadeira representação de instituições e entidades, abstraindo o indesejável culto a individualidade ou a vaidades desmesuradas.
Audiência com o Senhor Ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, e com o Senhor Presidente do INSS, Valdir Moysés Simão, foi de caráter institucional, concedida à FENAM, que se fez presente por intermédio de três dos seus diretores.

Recebemos proposta do governo, por intermédio do Senhor Ministro, que será encaminhada aos médicos peritos, através dos sindicatos filiados à FENAM, para apreciação e deliberação dos colegas peritos do INSS, instância soberana de decisão.

Jamais tivemos posição de proteção, discriminação ou exclusão de quem quer que seja, assim, todos os interessados e envolvidos serão plenamente acolhidos nas assembléias.

Faz-se necessário um mínimo de paciência e um fio de tolerância para recebimento da proposta originária do governo, alvo de análise, avaliação e decisão dos médicos peritos do INSS, por lhes ser de cristalino direto.

Brasília-DF, 19 de agosto de 2010.
Cid Célio Jayme Carvalhaes
Presidente

Cid Carvalhaes é eleito presidente da FENAM

20/06/2010 às 22:15 | Publicado em Movimento médico, Waldir Cardoso | 2 Comentários
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Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, é o novo presidente da Federação Nacional dos Médicos. Ele foi eleito neste sábado, 19/06, durante o X Congresso da FENAM, evento realizado em São Paulo. Cid concorreu em chapa única, denominada Unidade e Luta, e foi eleito por ampla maioria pelos 102 delegados que votaram representando os sindicatos médicos existentes no país.

A nova diretoria, composta pela presidência, duas vice-presidências, 11 secretarias, oito diretorias, além do Conselho Fiscal e seis regionais, comandará a entidade no biênio 2010/2012, priorizando, segundo afirmou o presidente eleito, lutas como a implantação da carreira de Estado para os médicos, a valorização do trabalho médico no Sistema Único de Saúde, o Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV), a qualidade do ensino médico e aprovação do projeto de lei que estabelece em 7 mil reais o salário mínimo profissional para a categoria.

Conheça a nova diretoria completa.

Fonte FENAM

Foto: Denise Teixeira

SIMEPE tem novo presidente

08/04/2010 às 0:05 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
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“O Simepe tem novo presidente. Eleito em chapa única “Participação e Luta”, no último dia 25/03, o médico pediatra Silvio Rodrigues, formado pela Universidade de Pernambuco (UPE), em 1992,no Recife. Possui residência médica em Pediatria no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), com títulos de especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria/Associação Médica Brasileira e de especialista em Medicina Intensiva com Habilitação em Medicina Intensiva Pediátrica/Associação de Medicina Intensiva Brasileira/Sociedade Brasileira de Pediatria.

Silvio é médico diarista da UTI Pediátrica do IMIP e coordenador da UTI de Oncologia Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira-IMIP e médico plantonista da UTI Pediátrica do HR, além de pertencer a equipe de pediátrica da unidade da criança/Memorial São José.

Participou do movimento estudantil entre 1986 a 1992 ao lado  de André Longo, Mozart Sales, Carlos Eduardo Padilha, Otávio Valença, Paula Machado, Fernando Cabral, Jailson Correia e Mecciene Mendes construindo histórias de lutas em defesa da UPE e dos estudantes de medicina. É preciso destacar que neste período ocorreu a unificação da Fesp e transformação na Universidade de Pernambuco (UPE), além das primeiras eleições diretas para reitor, diretores de faculdades e diretores dos hospitais universitários.

Ao longo de 10 anos vem lutando no movimento sindical médico, exercendo cargos na diretoria do Simepe como diretor de relações interinstitucionais, secretário-geral e vice-presidente. “Pautamos nossa luta  determinação, compromisso, responsabilidade e, sobretudo, respeito aos médicos,  às entidades médicas, bem como à população que necessita de atendimento de saúde digno”, enfatizou.

Entre as principais propostas da nova gestão: fortalecimento do movimento médico nos municípios, lutando pela desprecarização dos vínculos, através de  uma carreira municipal  estatutária, pela manutenção da luta e defesa da gestão pública nos hospitais estaduais.

Fonte: Chico Carlos & Natália Gadelha (Assessoria de Imprensa do Simepe)

Desejo ao colega e amigo sucesso a frente do combativo Sindicato doa Médicos de Penambuco.

Waldir Cardoso

AMB: CARTA AO PRESIDENTE LULA – INCONTINÊNCIA VERBAL

31/03/2010 às 16:36 | Publicado em Movimento médico, Política | 7 Comentários
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em mais um de seus rompantes habituais de incontinência verbal, diz ter encontrado os culpados pelo caótico sistema de saúde nacional: os médicos. Segundo reportagem veiculada em 26 de março, em diversos jornais brasileiros, o presidente reclamou “que os médicos não aceitam ou cobram caro para trabalhar no interior e periferias e que é muito fácil ser médico na avenida Paulista”.
Lula também criticou o Conselho Federal de Medicina, pedindo reconhecimento aos diplomas dos médicos formados em Cuba. Ainda em tom jocoso, criticou o médico responsável pela amputação do seu dedo mínimo da mão esquerda. Sua ira voltou-se também aos contrários à cobrança de novo tributo para aumentar os recursos ao setor de saúde.
O que o presidente finge não saber é que o médico sozinho no interior ou em periferias é incapaz de promover saúde. Ele precisa de apoio para exercer a sua profissão, como laboratórios, equipamentos para exames, hospitais, enfim tudo o que não é prioridade ou é claramente insuficiente em seu Governo.
Lula também finge não saber que ninguém é contra o médico cubano: exige-se apenas que ele, como qualquer outro, se submeta ao exame de avaliação exigido para formados no exterior.
Quanto à CPMF, governar impondo novos impostos ao já fatigado povo brasileiro, Sr. Lula, é tão vulgar quanto dizer que é “fácil ser médico na avenida”.
Sr. Lula, a Associação Médica Brasileira, em nome dos mais de 350 mil médicos brasileiros, sente-se ultrajada com suas declarações, visto inverídicas, por considerar que elas não condizem com cargo que V. Sa ocupa e por atingir a dignidade e honradez daqueles que, diariamente em hospitais ou consultórios, muitas vezes em condições precárias, lutam por manter a saúde do povo brasileiro.
Presidente Lula, o Sr. deve um pedido de desculpas à classe médica brasileira.

José Luiz Gomes do Amaral
Presidente da Associação Médica Brasileira

Fonte:  SnifDoctor

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