Cidade de Altamira a beira do colapso

07/04/2013 às 18:09 | Publicado em Movimento médico, sindmepa, Waldir Cardoso | 3 Comentários
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AltamiraEsta semana estive no município de Altamira, sudoeste do Pará, dando continuidade aos trabalhos de interiorização do SINDMEPA aprovado no Planejamento Estratégico. Fui recebido pelo nosso delegado sindical no município Eduardo Bezerra dos Anjos. Destaco alguns pontos da visita.

         Visitamos o hospital municipal São Rafael que, com a mudança de governo municipal, esta sob a direção da administradora Cátia Luciano. É o pronto socorro da cidade. A Norte Energia doou vários equipamentos para o hospital e está repassando cerca de R$ 200.000,00 para o custeio da unidade, todos os meses. Com a verba e os equipamentos a direção colocou em funcionamento mais uma sala de cirurgia, contratou mais médicos ampliando os atendimentos de Emergência. Dos médicos ficam na sala de emergência e cirurgias traumato-ortopédicas passaram a ser realizadas no hospital. Há boa colaboração entre as equipes médicas e o Hospital Regional facilitando a transferência de pacientes após estabilização, quando há necessidade. Em termos de remuneração há defasagem nos valores pagos, particularmente, aos quatro anestesistas contratados. Estes ainda sofrem com a sobrecarga de trabalho. Contratados para atuar nas cirurgias de emergência estão também dando cobertura nas intervenções eletivas. O hospital não estava superlotado. Nem a emergência abarrotada. O auditório do hospital está foi desativado na administração anterior para ser transformado em UPA (?) liberando a estrutura da Unidade do Mutirão para a Norte construir um hospital. A mudança não foi efetivada e o uso do auditório, perdido. Os médicos tem um contrato assinado, mas não tem carteira de trabalho regularizada. Não tem férias ou outros benefícios sociais. DSC04271

         Estivemos na UPA do mutirão localizada em bairro afastado, servido por ruas sinuosas, não asfaltadas e de difícil acesso por carro. A estrutura é grande. Largos corredores com pouca iluminação, paredes com infiltração e poucos equipamentos e servidores. Aspecto de abandono. Apesar disso o único médico de plantão nos informou que faz uma média de 50 atendimentos por turno. Não tem ambulância própria. Havia apenas dois pacientes em observação. O aparelho de RX está funcionando e o pequeno laboratório faz exames básicos. A Unidade está, claramente, subutilizada.

         No mesmo prédio funciona o Instituto Médico Legal de Altamira. Apesar de antigo, é uma construção sólida, com salas amplas e largos corredores. Existem apenas quatro médicos legistas atendendo na unidade. Apenas uma sala está em funcionamento para a administração, guarda de materiais apreendidos e exames de corpo de delito. Quando um exame tem que ser feito os servidores administrativos saem da sala para que os médicos tenham privacidade no seu trabalho. Existe, em toda a unidade, apenas um computador em funcionamento e que é, naturalmente, compartilhado por todos. Há uma sala reservada apenas para exames sexológicos. Sala de necropsia com apenas uma mesa de exames, mal iluminada e com poucos equipamentos de trabalho. Não vi raio X. Não há laboratório para a criminalística.

                  Na Assembleia Geral realizada no auditório da Delegacia do Conselho Regional de Medicina compareceram 10 médicos. Um número razoável, considerando que a cidade tem 79 médicos registrados no CRM. Foram discutidos os impactos da usina na atenção à saúde do município, condições de trabalho e a luta pela Carreira. Esclareci dúvidas sobre a Carreira Estadual de base municipal e sobre o direito de greve. Discorri sobre a importância do fortalecimento do Sindicato, as vantagens de ser associado e os serviços da entidade. Um colega perguntou o porquê de municípios se recusarem a contratar médicos como pessoa jurídica. Expliquei a ilegalidade desta forma de contratação e os prejuízos em termos de direitos sociais. Médico denunciou que a nova administração do município de Brasil Novo não pagou os proventos correspondentes ao mês de dezembro a quatro médicos do Saúde da Família. Pedi que enviassem cópia dos documentos para tomarmos providências. Um colega informou que o Consórcio Belo Monte precisa contratar de 10 médicos (1 médico do Trabalho e 10 Clínicos).

DSC04273Também visitei o Hospital Regional Público da Transamazônica e fomos recebidos pelo Secretário Municipal de Saúde, Waldecir Maia. Fomos duas vezes ao Ministério Público, mas não encontramos promotores na cidade.

Altamira foi invadida por mais de 15.000 trabalhadores para a construção da Usina de Belo Monte. Mais 15.000 trabalhadores são esperados para Belo Monte e 7.000 de uma mineradora canadense que vai explorar jazida de ouro descoberta, recentemente. O custo de vida subiu de forma estratosférica. Da alimentação aos alugueis. A cidade, antes pacata, está coalhada de carros e motos. Há epidemia de trauma por acidentes. Nenhuma infraestrutura urbana foi providenciada. O sistema de saúde opera no limite de sua capacidade. As duas unidades hospitalares prometidas pelo governo federal continuam sendo promessas. Ao Secretário Municipal de Saúde, em nome do SINDMEPA, coloquei nossa entidade a disposição na luta por mais recursos para a cidade e para a região. Entendo que a situação é preocupante. A construção de Belo Monte será importante fonte de energia para o desenvolvimento do país. Mas está a produzir efeitos devastadores, não só para as tribos indígenas, mas também para toda a população altamirense.

Entidades médicas apresentam para a presidente Dilma propostas para melhorar a saúde brasileira

06/04/2013 às 13:14 | Publicado em Movimento médico | 1 Comentário
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DilmaRepresentantes da Federação Nacional dos Médicos (FENAM),do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB) e entregaram para a presidente Dilma Rousseff, na quinta-feira (4), documento com propostas para promover a interiorização da medicina, o aperfeiçoamento do processo de formação médica e a melhora dos instrumentos de financiamento, gestão e controle.

De acordo com os participantes da reunião, a presidente Dilma foi receptiva às ponderações das entidades médicas e decidida a estabelecer um canal de diálogo com os representantes da categoria. Ela já anunciou que outras reuniões deverão ser realizadas oportunamente, inclusive com a formação de Grupos de Trabalho para analisar e discutir temas de interesse.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, reforçou três pontos destacados pela Federação na ocasião. O primeiro é em relação à situação caótica que se encontram os hospitais de urgência e emergência, violando os direitos humanos dos cidadãos. O segundo ponto diz respeito ao meio ambiente de trabalho médico, onde falta-se a estrutura necessária para se oferecer uma assistência adequada. E por último, a remuneração dos médicos federais que sofreu redução dos salários.

Segundo o presidente do CFM em exercício, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, durante a conversa com a presidente Dilma, as entidades argumentaram que soluções anunciadas pelo governo, como a ‘importação’ de médicos estrangeiros e a abertura indiscriminada de faculdades de medicina, não resolverão o problema da saúde pública. “O Brasil necessita investir mais e valorizar os profissionais de saúde. Caso contrário, continuarão a faltar médicos no interior e nas periferias das grandes capitais”, afirmou o representante do CFM.

Como forma de interiorizar a assistência e universalizar o acesso aos serviços, as entidades propõem a criação de uma carreira de Estado para os médicos. Se implementada a ideia assegurará ao profissional remuneração compatível com a formação e a responsabilidade e condições de trabalho (infraestrutura física, equipamentos, rede de apoio e equipe multidisciplinar), entre outros pontos.

Para garantir o funcionamento adequado do SUS as entidades também pleitearam aumento real da participação do Estado no financiamento da Saúde, com a destinação de um mínimo de 10% da Receita Bruta da União para o setor.

As entidades médicas solicitaram ainda à presidente Dilma o apoio à tramitação e votação do PLS nº 174/2011, que institui a Lei de Responsabilidade Sanitária (LRS) no Brasil, que fixa metas e estabelece a possibilidade de punição de gestores que não as cumpram. Também foi feita a proposta de criação de uma escola especializada na formação e na qualificação de gestores em saúde pública, para atuação nos municípios, estados e União.

Além da presidente, do vice-presidente do CFM, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales, estiveram presentes o secretário-geral do CFM, Henrique Batista, o presidente e o conselheiro do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo e Henrique Carlos Gonçalves, respectivamente; o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão; o 1º tesoureiro e o 1º vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz Bonamigo Filho e Jorge Carlos Machado Curi e a presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), Jadete Barbosa Lampert.

Confira AQUI as sugestões dos médicos brasileiros à Presidente Dilma Rouseff.

Fonte: FENAM                

Anna Turan, a pioneira da medicina no Pará e na Amazônia

08/03/2013 às 0:06 | Publicado em Cultura, Waldir Cardoso | 6 Comentários
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AnnaQuando a Família Real Portuguesa chegou ao Brasil , chegaram também algumas faculdades. Rio de Janeiro e Bahia foram as sedes daquela de Medicina, onde as mulheres não tinham acesso.

Nascida em Igarapé Miri, no engenho da família, em 28 de abril de 1862, Anna Machado era filha de Antônio Lopes Machado e Andreza Turan, Anna era a mais velha de três irmãos, Maria e Antônio. Foi a primeira paraense a estudar Medicina e o fez nos EE.UU.  Tomou o lugar de seu irmão nas vontades de seu pai, senhor de engenho e proprietário de muitos escravos, que queria um médico na família.  Anna decidiu que ela seria médica, visto que o irmão não estava disposto a estudar medicina. E assim, em 1882, parte para Nova Iorque, para a mesma faculdade em que as outras brasileiras haviam estudado, acompanhada de seu pai e de sua irmã, Maria, que lá permaneceu, estudando piano no conservatório.

Após cinco anos de estudo, Anna formou-se em 19 de abril de 1887, em uma turma composta por dez mulheres. Por seu brilhante desempenho na faculdade, sendo a primeira aluna da turma, Anna receberia uma medalha de honra ao mérito, de ouro, aposta ao diploma. Ao retornar ao Brasil, Anna teria que revalidar seu diploma na Bahia ou no Rio de Janeiro, mas antes passaria em sua terra natal, para as comemorações ao lado da família.

A festa de recepção, uma grande festa organizada por seu pai, seria interrompida para que ela fosse atender uma de suas escravas que, em trabalho de parto, necessitava de seus conhecimentos. Então, Anna partiu para Salvador, a fim de ter seu diploma revalidado pela Faculdade de Medicina da Bahia, a qual, em 10 de dezembro daquele ano de 1887 veria formada a sua primeira médica: Rita Lobato Velho Lopes.

O contato entre elas seria registrado nas homenagens prestadas por Rita em sua tese de doutoramento, em que a “Dra. Anna Tourão Machado” é incluída entre as “minhas simpáticas colegas”, juntamente a três outras médicas e uma provável estudante. Ressalte-se que Anna foi a primeira mulher a fazer o exame de habilitação na Faculdade de Medicina da Bahia, para a revalidação do diploma, conforme a nova legislação, sendo a revalidação concedida em 28 de janeiro de 1892, conforme consta no Livro de Registro de Diplomas (1890/1897, p. 31-32) da referida Faculdade .

A revalidação do diploma implicaria em mais dois anos de estudos para Anna Turan Machado. Durante sua estada na Bahia a jovem médica conheceu Emilio Ambrósio Marinho Falcão, estudante pernambucano, com quem viria a casar. Entretanto, a morte de seu pai interrompeu a temporada de estudos, fazendo com que Anna voltasse para Igarapé Miri, para cuidar das coisas da família.

Anna 2Ao retomar os estudos, na Bahia, três anos depois, Anna estava casada com Emilio A. Marinho Falcão, já formado cirurgião dentista, e grávida da primeira das cinco filhas que teria. Emilio estudava medicina na Faculdade de Medicina da Bahia quando a conheceu. Apaixonaram-se e ele, para poder casar mais rápido, trocou o curso para odontologia. Para revalidar seu diploma, além de complementar os estudos, Anna defenderia a tese “A Ovariotomia e suas indicações”.

Em 1891, Anna passaria uns meses em Quixadá, no Ceará com o marido. Ali também deixaria sua marca, relembrada com carinho e reconhecimento pelo vigário da cidade, por conta da dedicação para com os pobres habitantes do local: …”Anjo de bondade que veio derramar o balsamo de consolação entre a pobreza desvalida que absorta vos contemplava como sua mais desvelada protectora…”

Ao retornar para Belém, em 1892, a região vivia os áureos tempos da borracha, mas vivia também dias atribulados em sua política. E Anna, intitulando-se “especialista em moléstias das senhoras” e “aceitando chamados a qualquer hora do dia ou da noite” abre consultório à Rua 13 de maio, 59, juntamente com seu marido, que ali também tem seu 13 “gabinete de cirurgia e prothese dentaria”.

Seu marido se envolve em politica, mas acabou sofrendo ameaças, assim, descontente com os rumos da política, arrendou o seringal “Aquidabam”, no Acre, uma vasta extensão às margens do rio Acre, e partiu para lá em 1908, deixando a família em Belém.  Anna ficou sem notícias de Emilio por quase um ano, até que ele regressou a Belém, em 1909. A decisão foi irem todos para o seringal no Acre.

Agora, em plena floresta, tudo dependeria de sua habilidade no combate às doenças, como a malária endêmica que assolava a região, e o surto de gripe espanhola, que chegaria até aquele longínquo rincão, provavelmente carreada pelas levas migratórias dos nordestinos que iam trabalhar nos seringais.  Ali Anna fabricaria os remédios obtidos da natureza. Ali seria a médica, a enfermeira, a parteira, tudo. Só não a paciente, porque conseguiria passar incólume às doenças.

Em 1921, com todas as filhas casadas com advogados ou comerciantes, Anna e o marido se mudariam para Xapuri, a cidade mais próxima e, ainda assim, distante do seringal seis horas de barco, e onde a médica continuaria a exercer sua profissão. Naquela cidade, Emilio construiria uma casa, que seria chamada de “Valcamber” (sigla alusiva às iniciais dos nomes das pessoas da família). A casa existe até hoje e é tombada.Anna 3

Em 1925, a médica e seu marido partem para São Paulo, onde ja se encontravam as filhas casadas, radicando-se em Santos, tendo ali a Dr.ª Anna, já com 63 anos, realizado seu último trabalho como médica: assistência a um parto.

Por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932, Anna, doaria para a causa sua aliança e a medalha de ouro aposta em seu diploma. Esta medalha, mais que um simples símbolo, era parte de sua vida.

A Dr.ª Anna Turan Machado Falcão faleceu em 1940, aos 77 anos de idade, em São Paulo. No Acre, uma escola perpetua o nome desta pioneira da medicina brasileira. Neste Dia das Mulheres reverenciamos sua memória.

Fonte: Laboratório de Democracia Urbana e SCIELO

O texto foi copiado do artigo da Revista Scielo de autoria dos meus amigos Aristoteles Guilliod de Miranda e José Maria de Castro Abreu Junior. Os dois, médicos e historiadores da medicina paraense, são autores de um belíssimo livro sobre a Faculdade de Medicina do Pará.

Entretanto, a garimpagem e publicação original do texto é iniciativa da minha queridíssima amiga e militante política Dulce Rocque. À Dulce dou os créditos e com a reprodução do texto a reverencio como exemplo de mulher e cidadã. Em Dulce homenageio todas as médicas e mulheres brasileiras pelo transcurso do Dia Internacional da Mulher.

Programa Saúde Alerta é dedicado ao Hemopa

06/03/2013 às 0:33 | Publicado em Saúde, sindmepa | Deixe um comentário
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Saúde AlertaDesde meados de 2012 o Sindicato dos Médicos do Pará (SINDMEPA) mantém um programa em TV aberta denominado “Saúde Alerta”. O programa é uma estratégia de fortalecimento da imagem institucional da entidade e da categoria. É voltado para o público em geral e aborda temas de interesse público.

Já tivemos programas sobre medicamentos genéricos, Doenças Sexualmente Transmissíveis, suplementos alimentares, dietas, violência, drogas, doenças cardíacas, saúde da criança, saúde da mulher, Emergência (SAMU), crise na saúde suplementar e muitos outros.

O programa vai ao ar na TV RBA (afiliada da BAND), canal 13, todos os sábados às 10h00. Na semana passada o programa foi dedicado ao Hemocentro do Pará (HEMOPA). Mostramos como funciona e a importância da doação de sangue para salvar vidas. O programa tem 10 minutos e pode ser assistido   AQUI.Sindmepa 2

A Diretoria Colegiada do Sindicatos dos Médicos do Pará está orgulhosa da iniciativa. É uma demonstração de compromisso dos médicos com a saúde pública e uma ousadia em termos institucionais. Pessoalmente, não conheço outra entidade médica que tenha um programa regular em TV aberta (tomara que exista). Nossa experiência recomenda que outras organizações médicas sigam este caminho. Os médicos tem compromisso social e lutam para que a população tenha atendimento médico de qualidade. Usar a TV aberta para manifestar isso é uma atitude importante para firmar positivamente a imagem da categoria junto à sociedade.

Assista outros programas do Saúde Alerta que estão hospedados no VIMEO.

                                                                                                         

Governo começa a ouvir as entidades médicas

01/03/2013 às 17:17 | Publicado em Movimento médico, Saúde, Waldir Cardoso | 3 Comentários
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DSC04261Ontem, quinta-feira, 28.02, o pleno da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) reuniu, em Brasília, e recebeu a Dr.ª Monica Sampaio, Diretora do Departamento de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde que veio com o objetivo de apresentar a avaliação e iniciativas do Ministério da Saúde (MS) para prover e reter médicos em regiões de difícil provimento.

Dr.ª Monica nos brindou com a exposição denominada de “O SUS e a Formação em Saúde” onde expôs aspectos da formação dos médicos e sua inserção no SUS. O entendimento do MS é que a formação do médico ocorre predominantemente no ambiente de trabalho e no setor público; que o estado paga pela formação (graduação e residências), mas não ordena ou regula pelas necessidades de especialistas no sistema; que os processos de avaliação (do aparelho formador) não discriminam o que é importante para o sistema de saúde; que as associações de especialistas (leia-se AMB) fazem o papel do estado, definem especialidades e quantos entram para treinamento; constata que os estados e municípios são os principais empregadores.

Para o governo a realidade atual da formação de médicos no Brasil é caracterizada pela especialização precoce na graduação e pós-graduação. A médica critica os projetos de abertura de cursos (graduação e pós-graduação) por serem espontâneos e que o paradigma destes é o da unidade e não do sistema. Admite que o padrão existente é de concentração de vagas e desigualdade na distribuição e que há completa desconexão entre as necessidades do sistema e o ofertado pelas instituições formadoras.

Dr.ª Monica repete o bordão dos gestores de que “faltam médicos no Brasil”. Aponta o número de médicos existentes na Inglaterra (2,7 médicos/ 1.000 hab) como a meta do governo federal sem explicar de onde foi tirado que este percentual é o ideal para o nosso país. Demonstra em gráfico que em 2012 foram abertos mais postos de trabalho médicos que egressos das 192 faculdades de medicina existentes para sustentar sua tese de que o mercado de trabalho médico está extremamente aquecido.

Por fim apresenta as estratégias que o governo Dilma está executando para induzir o provimento e fixação de médicos nos vazios assistenciais: PROVAB;  Regulação de vagas de cursos de medicina em áreas de necessidade (com as portarias do MEC); Ampliação de vagas para residência médica em locais que dispõem de rede de serviços próximas a áreas de difícil provimento (serão mais 4.000 vagas até 2014); Implantação do Telessaúde (para garantir aos médicos uma segunda opinião); FIES (abatimento das prestações para médicos que forem para determinadas áreas); Valorização dos trabalhadores através da Avaliação de desempenho do PMAQ (?) e Carreira no SUS (estímulo financeiro para Estados que tenham interesse em realizar estudos de viabilidade da carreira Médica para a atenção básica).

Em minha manifestação perguntei, de forma elegante, qual o critério usado para definir a meta de 2,7 médicos/1.000 habitantes, semelhante à Inglaterra (e não obtive resposta). Baseado nos estudos do Conselho Federal de Medicina, afirmei que não há parâmetro técnico que defina o número necessário de médicos num país e que isto depende, inclusive, do modelo de atenção adotado (cobrei a falta de prioridade pela atenção primária a fim de reduzir a necessidade de médicos); critiquei a falta de vínculos formais dos médicos como foi mostrado na pesquisa “Demografia Médica no Brasil” e que precarização e falta de direitos sociais é uma realidade cruel para os médicos, particularmente, no Norte como é o caso do Pará; afirmei que nossos números sobre o crescimento do número de médicos no país até 2020 é bem diferente do apresentado e propus o cotejamento técnico dos números em um debate; propus que o Conselho Federal de Medicina tenha a oportunidade de apresentar a pesquisa Demografia Médica na CIRH e no Pleno do CNS.

Parece-me que a pesquisa “Demografia Médica no Brasil” executada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) sacudiu o governo. A apressada discussão do tema na última reunião do Conselho Nacional de Saúde, a presença do Dr. Mozart Sales no CFM e a exposição da Dr.ª Monica Sales são os elementos que apresento para fundamentar minha percepção. Estou percebendo que os próceres governistas, sem abrir mão de suas convicções (“faltam médicos”), começam a reconhecer o trabalho, a expertise e a elaboração teórica das entidades médicas para a solução da grave desigualdade geográfica na distribuição de médicos no país. Diminuem as veladas acusações de corporativismo e parece florescer um ambiente de parceria, respeito e cooperação. Oxalá assim seja. Só o tempo dirá. A população brasileira que tem o direito constitucional à saúde não aguenta mais conviver com a chaga dos vazios assistenciais existentes no Brasil.

 

A quantas anda a Agenda Mínima da Saúde no Pará

24/02/2013 às 15:15 | Publicado em Saúde, Uncategorized, Waldir Cardoso | Deixe um comentário
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PactoNa semana passada publiquei post cobrando informações sobre o andamento da implementação da Agenda Mínima da Saúde no Pará definida pelo governo do estado em 2011, impressa e distribuída. O Secretário de Saúde, Dr. Helio Franco, encaminhou  algumas informações que divido com vocês.

Relata que o estado teve imensos problemas financeiros e orçamentários tanto em 2011 como em 2012. Exemplifica a quebra da CELPA e diminuição significativa do FPE (redução do IPI ) e aumento das demandas judiciais. Tudo isso somado à falência dos serviços de saúde de responsabilidade do município de Belém, nos últimos 8 anos, que aumentou a sobrecarga de média e alta complexidade. Lembra que do crédito de 900.000.000 (novecentos milhões) para média e alta complexidade a Programação Pactuada e Integrada (PPI) destinará, em 2013, para o estado (Sespa) só 200.000.000 (duzentos milhões). E setecentos milhões para os 144 municípios.

Quanto aos itens da Agenda Mínima, informou o Dr. Helio:

1) Os dois hospitais regionais propostos serão construídos em Itaituba e Castanhal. Além destes o governo acrescentou mais dois. Um será o Hospital de Integração de Capanema e o novo Abelardo Santos, em Icoaraci, batizado de Abelardão, com 200 leitos. Todos já estão com recursos assegurados. O Secretário esqueceu que o governo comprou e instalou o Hospital Jean Bitar para dar retaguarda à Santa Casa, na Neonatologia, e para o Ofir Loyola, em Clínica Médica e Cirurgia Geral. Ressalto que a contrução do novo Abelardo Santos substitui com folga um dos itens da Agenda que era “Reforma, novos equipamentos e adequação do Hospital Abelardo Santos”;

2) Os hospitais municipais que estão, no momento, em processo de requalificação são os dos municípios de  Afuá, Bagre, Garrafão do Norte, Abaetetuba, Barcarena, Salvaterra, São Felix do Xingu. Sete dos 20 propostos;

3) O novo Hospital da Santa Casa será concluído mês que vem (março). Informa que houve necessidade de alterar o projeto original assim como de arcar com mais recursos financeiros para terminar a obra e equipá-lo;

4) O Oncológico Infantil é um projeto de 2003 e que teve o seu projeto refeito. Lembra que a construção ficou parada durante o Governo da Ana Julia mas não faz referencia a previsão de conclusão;

5) O centro de Hemodiálise Dr. Monteiro Leite foi implantado e além disso foram ampliados os Centros de Hemodiálise de Santarém, Altamira e Redenção. Além disso foram instalados Centros de Hemodiálise em Bragança (cujas maquinas estavam encaixotadas desde 2006) e o Centro de Hemodiálise Infantil da Santa Casa;

6) As obras de ampliação do Hospital Ofir Loyola estão em andamento assim como a instalação de novos equipamentos. Aproveita para notificar que o governo instalou e colocou em funcionamento os leitos da CTI coronariana do Hospital de Clínicas Gaspar Viana;

7) Com relação à atenção básica informou que o incentivo financeiro (Pabinho) não produziu os efeitos esperados e que a SESPA está implementando um processo de “planificação” que visa produzir eficiência e efetividade. Recomenda que eu examine os dados das endemias no ano de 2011 para verificar as melhorias dos indicadores dos seguintes agravos: Malária, hanseniase, tracomatose, leishmaniose, chagas, dengue, hantavirose, leptospirose e tuberculose. Afirma que todos melhoram fruto do intenso trabalho da SESPA junto aos municípios.

Em sua manifestação o Dr. Helio Franco não fez referência a três itens que constam na agenda mínima: Implantação de 10 UPAs; Três novos Centros para Dependentes Químicos e a Interiorização do Hemopa.

Não resta dúvida que o investimento do governo em média e alta complexidade é substancial. E esta é a principal responsabilidade dos estados e temos que reconhecer que diante das dificuldades financeiras que o Pará enfrenta não é pouco o que já foi feito. Faço a sugestão que a SESPA produza um relatório circunstanciado da implementação da Agenda Mínima da Saúde, a partir do Relatório Anual de Gestão que é apresentado ao Conselho Estadual de Saúde. Só que com linguagem e formatação mais simples para que a população entenda. Pode ser feito em PDF e distribuído por meio eletrônico. Impresso em um folder poderia ser entregue como prestação de contas para Conselhos Municipais de Saúde, para entidades da Sociedade Civil Organizada e para órgãos do próprio governo. A íntegra da manifestação do Dr. Helio pode ser lida AQUI, nos comentários abaixo da matéria original.

Belém sedia Encontro Nacional de Conselhos de Medicina

22/02/2013 às 10:52 | Publicado em Movimento médico, Waldir Cardoso | Deixe um comentário
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EncontroNo período de 06 a 08 de março Belém vai sediar o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina. Estes eventos têm por objetivo reunir Conselheiros dos 27 Conselhos de Medicina e os Conselheiros Federais para debater temas da política médica de interesse da categoria, da sociedade e da medicina.

Dentre os temas em discussão destaco a palestra do Bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal José Manuel Silva intitulada “Racionamento versus racionalização da assistência médica em Portugal”. Dr. José Manuel vai abordar as mudanças no sistema de saúde que estão sendo implementadas naquele país ibérico. Dentre as mudanças está a cobrança de taxas para acesso a atendimentos médicos.

DeboraOutro tema importantíssimo e que será abordado em uma mesa redonda denominada “Aborto e desigualdade social”. Coordenada pelo Presidente do Conselho Federal de Medicina Dr. Roberto D´Avila, terá a presença de Dr.ª Debora Diniz, antropóloga, professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília, pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, membro da diretoria da International Association of Bioethics, do Council on Health Research for Development e da International Women´s Health Coallition. Conheça o extenso curriculum da Dr.ª Debora Diniz AQUI. Não será a primeira vez que a Dr.ª Debora Diniz irá participar de um evento em Belém. Em 1997, a pesquisadora esteve na cidade para participar do Seminário sobre Bioética promovido pela Câmara Municipal de Belém, iniciativa de meu mandato de vereador e Presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente daquela casa. É pesquisadora respeitada e uma referência em Bioética no nosso país. Sua volta à Belém, abordando o mesmo assunto, trará reflexões atualizadas sobre o tema.

No debate da mesa Diretor Clínico x Diretor Técnico o evento vai enfrentar um tema candente para os conselhos de medicina e médicos que é a representação e forma de escolha dos representantes do corpo clínico em hospitais públicos e privados. Há grande resistência dos gestores em aceitar a autonomia dos médicos em escolher seus representantes. Das discussões espero que saia o consenso sobre as medidas administrativas e políticas a serem tomadas para garantir este direito da categoria. A programação completa do I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2013 poderá ser acessada AQUI.

Belém se prepara para receber os colegas médicos de braços abertos. Queremos que desfrutem da nossa hospitalidade, das nossas belezas e se deliciem com nossas iguarias. Nossa pretensão é tão somente seduzi-los para que voltem com mais tempo. Sejam muito bem vindos!

Fonte: CFM                                             

Belém do Pará, cidade que encanta todos que a visitam

20/02/2013 às 22:29 | Publicado em Cultura, Waldir Cardoso | Deixe um comentário
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Belém do Pará é uma cidade encantadora que surpreende até os mais viajados. Cidade histórica, guarda muitas preciosidades dos tempos áureos da borracha. A nominamos com vários epítetos. Do presunçoso “Metrópole da Amazônia” ao mais verdadeiro “Cidade das Mangueiras”. Muitas de suas ruas centrais são ladeadas por frondosas e centenárias mangueiras que fornecem mangas fresquinhas para o café da manhã dos caminhantes madrugadores e “beijam” carros estacionados em sua sombra. Parte da cidade foi projetada pelo Intendente Antonio Lemos no início do século XX. Seu território é composto por uma parte continental e outra insular com 42 ilhas, poucas habitadas. Povo acolhedor, culinária marcante, mantém sua característica chuva vespertina. Ganhou vários pontos turísticos nos últimos 15 anos. Fiz uma seleção do que há de melhor e mais característico. Você verá que vai precisar de muitos dias para mergulhar na capital paraense. Se não vencer tudo em sua primeira viagem, volte. Continuaremos de braços abertos à espera-los.

Centro1)    Centro Histórico (saia cedo para dar conta de tudo):

a)     Mercado do Ver-o-Peso: Feira livre com comidas típicas, artesanato, ervas medicinais, mandingas, frutas, verduras, legumes; Mercado de Peixe e Mercado de Carne (recentemente restaurado) com arquitetura em ferro.

b)    Praça do relógio, Praça D. Pedro II e Praça Frei Caetano Brandão;

c)     Museu de Arte Sacra, na Igreja de Santo Alexandre;

d)    Catedral da Sé (Barroca, de onde sai o Círio de Nazaré);

e)     Forte do Presépio;

f)     Casa das Onze Janelas (Restaurante, Bar, Galeria);

g)     Ruelas da Cidade Velha;

h)     Praça e Igreja do Carmo;

i)       Palacete Pinho.

Mangal2)    Mangal das Garças

Lindíssimo local com borboletário, viveiro de pássaros, restaurante, mirante, farol e museu. Às margens do Rio Guamá, o parque fica localizado no entorno do Centro Histórico de Belém, em uma área de aproximadamente 40.000 m², contígua ao Arsenal de Marinha. Ponte até a beira do rio sobre o aningal. Museu de barcos típicos, Restaurante Manjar das Garças (recomendadíssimo);

3)    Estação das Docas (ao lado do Ver o Peso)

Com uma área de 32 mil metros quadrados em 500 metros de orla fluvial de Belém, a Estação das Docas é um grande complexo de lazer. Ideal  para passear e contemplar a Baía do Guajará, tomar deliciosos sorvetes de frutas regionais, assim como assistir a shows folclóricos e se deliciar com os pratos típicos da culinária paraense. Também abriga , museu, feira de artesanatos, lojas e muito mais: Restaurantes, Cervejaria Amazon Beer, Sorveteria, Artesanato, Artigos femininos, Exposição de peças históricas do porto, Passeios de barco, Teatro e Cinema, musica ambiente, área de exposições temporárias. Tudo isto nos quatro galpões de ferro inglês do antigo porto da capital.

Polo4)    Polo Joalheiro “São José Liberto”

O Antigo presidio é um local de venda de artesanato típico, joias regionais e tem um Museu de Gemas que possui um acervo de aproximadamente 4 mil peças entre cerâmica arqueológica e gemas minerais. Visitação do prédio histórico. Área de exposições e shows.

5)    Teatro da Paz

É um dos mais conceituados e belos teatros do Brasil. Inaugurado em 1874, possui sala de espetáculos com 1.100 lugares, obedecendo o critério teatral italiano. E, sendo conhecido por ter a melhor acústica das casas do gênero, é palco das mais conceituadas apresentações. No mês de setembro acontece o Festival de Óperas.

 praia do farol beach Belém Belem city Pará para Brazil Brasil centre estacao estacão das docas church fort of Belem poverty poor Ver-o-peso Vero Peso market herbs nazare praça praca da republica republika guns harbour harbor6)     Praça da República

Quem anda pelo verde gramado da Praça da República hoje, não é capaz de imaginar que o local já funcionou como cemitério destinado aos escravos e à população sem recursos. Apenas mais tarde, quando foi construído o monumento alusivo à Proclamação da República, passou a se chamar Praça da República. Contém o Parque João Coelho, a Praça da Sereia, Teatro Waldemar Henrique e o Theatro da Paz

 7)    Praça Batista Campos

Um recanto de beleza e tranquilidade, a Praça Batista Campos é famosa por seus coretos, lagos, árvores e pássaros que dão ao local, um toque de romantismo e bucolismo, característicos da cidade de Belém. Foi inaugurada, em 1904, para homenagear o Cônego Batista Campos. É constituída por pavilhões e caramanchões importados da Alemanha, parapeitos e pontes. Atualmente, é muito utilizada pela comunidade para prática de esportes e lazer.

OBS: As atrações 8, 9, 10 e 11 podem ser visitadas a pé, preferencialmente, pela manhã. Todas ficam na continuação da Avenida Nazaré.  A Av. Nazaré inicia na Praça da República e termina no Centro Arquitetônico de Nazaré. A Av. Magalhães Barata termina no Mercado de São Brás.

Nazaré8)    Basílica de N. Sr.ª de Nazaré

Localizada no Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN) é a igreja onde chega o Círio de Nazaré.  Foi erguida em 1852 no mesmo lugar em que foi achada a imagem da Santa pelo Caboclo Plácido, às margens do Igarapé Murucutu, que atualmente não existe mais. O atual templo, de suntuosos caráter neoclássico e eclético, segue o modelo da Basílica de São Paulo, em Roma. Começou a ser construído em 1909, com a colocação de sua pedra fundamental em 24 de Outubro daquele ano pelo então arcebispo de Belém Dom Santino Maria Coutinho. Na ocasião, o poeta maranhense Euclides Faria apresentou ao público o hino “Vós sois o lírio mimoso”, que se tornou o hino oficial em louvor à Virgem de Nazaré, por lei considerada como “Rainha da Amazônia”, e que os carrilhões da Basílica tocam todos os dias, ainda hoje, às 6h, 12h e 18h. A Basílica de Nazaré é a única basílica da Amazônia Brasileira. Sua história, seu simbolismo e sua importância religiosa exercem uma profunda influência no imaginário religioso paraense. Elevada no dia 31 de maio de 2006 à categoria de Santuário Mariano Arquidiocesano, passou a denominar-se Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.

Bem próximo está o Colégio Gentil Bittencourt, também de estilo neoclássico.

 9)   Museu paraense Emilio Goeldi

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi está situado no centro urbano de Belém, com uma área de 5,2 hectares. Foi fundado em 1895, sendo o mais antigo do Brasil no seu gênero. Além de abrigar uma significativa mostra da fauna e flora amazônicas, o Parque concentra as atividades educativas do Museu Goeldi, tal como um laboratório para aulas práticas. Recebe anualmente cerca de 200 mil visitantes. Veja as espécies animais, vegetais e os monumentos localizados no Parque.

 Parque10)  Parque da Residência

Localizado na Av. Magalhães Barata, o Parque da Residência era a moradia oficial dos governadores do estado. Hoje o espaço foi transformado em um complexo de cultura e lazer.Congrega um belíssimo jardim com passeio público, a Estação Gasômetro, uma estrutura em ferro com mais de 130 anos que depois de restaurada foi transformada em espaço cênico; anfiteatro; orquidário; lojas de produtos regionais e artesanato; restaurante; bar-café e um antigo vagão da estrada de ferro Belém-Bragança onde funciona uma sorveteria

11)  Mercado de São Brás

Construído na primeira década do século XX, em estilo art nouveau e neoclássico. O mercado de São Brás foi inaugurado no dia 21 de maio de 1911. A obra original é do engenheiro Filinto Santoro, também responsável por outras construções  de destaque em Belém como o Colégio Gentil Bittencourt.
Foi construído em função da grande movimentação comercial gerada pela ferrovia Belém/Bragança. Como o ponto final do trem era em São Brás, com muitas pessoas embarcando e desembarcando ali, a área se tornou atrativa para a comercialização de produtos. Um dos prédios históricos mais importantes da cidade, em estilo art noveau e neoclássico. Em suas dependências, funcionam lojas de artesanato paraense.

 Bosque12)  Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves

Área de preservação ambiental localizada no bairro do Marco, Zona Leste da cidade. O espaço, inaugurado em 1883, abriga mais de 80 mil espécies de flora e fauna e recebe, em média, 20 mil visitantes por mês.Terminado durante o governo do Intendente Antonio Lemos, tornou-se símbolo do embelezamento da capital da Borracha na época, conservando até hoje estruturas originais do período em que foi erguido, como obras como o monumento aos INtendentes Municipais, a estátua aos legendários guardiões da floresta Mapinguari e Curupira, o quiosque chinês, o chalé de ferro, a Gruta de Pedra-Sabão e o portão monumental da entrada principal. O Bosque Rodrigues Alves ganhou status de Jardim Botânico em julho de 2002, com base na resolução 266 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Com a certificação, o Bosque entra na lista dos jardins brasileiros que integram a Botanic Gardens Conservation International (BGCI), rede mundial com 1.846 jardins em 148 países e mais de 4 milhões de coleções de plantas vivas. A conquista do título também facilita a captação de recursos nacionais e internacionais para o desenvolvimento de projetos científicos e de educação ambiental.  Leia mais AQUI. Também AQUI.

 13)  Vila de Icoaraci – Artesanato em cerâmica marajoara. Peixarias.

Orla do Cruzeiro – Parada mais que necessária em Icoaraci. Nela você encontra ao longo do calçadão diversos restaurantes especializados em frutos do mar, barraquinhas de comidas típicas, água de coco, feira de artesanato e a praia do cruzeiro. Vale a pena caminhar pela orla no final da tarde e apreciar o por do sol.

Bairro do Paracuri – É nesse bairro que se encontram a maioria das olarias que produzem arte cerâmica. São dezenas de loja, onde além de comprar peças você pode ver de perto o processo de produção. Leia mais AQUI

14)  Ilha de Mosqueiro

Mosqueiro é uma ilha fluvial localizada na costa oriental do rio Pará, no braço sul do rio Amazonas, em frente à baía do Guajará. Possui uma área de aproximadamente 212 km² e está localizada a 70 km de distância do centro de Belém.  Possui 17 km de praias de água doce com movimento de maré e ondas altas. O nome “Mosqueiro” é originário da antiga prática do “moqueio” do peixe pelos indígenas tupinambás que habitavam a ilha. A Vila, no centro, é local tranquilo e aconchegante. Cada praia tem um encanto diferente. Experimente a praia do Paraíso onde fica o Hotel Paraiso. Ou a praia do Farol, ou do Chapéu Virado, ou… escolha.

Veja uma bela descrição das belezas do Mosqueiro AQUI.

 Cotijuba15)  Ilha de Cotijuba

Está localizada às margens da Baía do Marajó, próximo à cidade de Belém, o que torna o seu acesso fácil e rápido. Possui uma área de cerca de 60 km quadrados e uma costa com 15 km de praias praticamente inexploradas e livres da poluição ambiental. É considerada um paraíso por oferecer a seus visitantes, lindas praias de água doce e o contato direto com a natureza da região amazônica, além de ser um local perfeito para quem quer se aventurar por entre trilhas e florestas. Para chegar até a Ilha de Cotijuba é preciso atravessar a Baía de Guajará de barco. Há um navio mantido pela Companhia de Transportes de Belém (CTBel) e várias pequenas embarcações ofertadas pela Cooperativa de Barqueiros da Ilha de Cotijuba (Cooperbic) que realizam esse trajeto. Os barcos partem diariamente do Trapiche de Icoaraci, em Belém, e a viagem dura, em média, 45 minutos. Há ainda uma terceira opção de acesso à Ilha em um navio que parte da Praça do Pescador, localizada no Complexo Ver-o-peso.

 Combu Ilha16) Ilha do Cumbu

A ilha do Combu está a uma distância de 1,5 km ao sul da cidade de Belém (10 minutos de barco). Suas características estão inseridas dentro do panorama paisagístico-ambiental e humano amazônico, onde tempo e espaço se diferenciam dos lugares providos de equipamentos urbanos de alto impacto, como automóvel, construções de alvenaria, rede de comércio, indústria e serviços. è lugar onde o homem é  depositário das relações dos saberes da fauna, flora e da cultura para a manutenção e reprodução das condições gregárias da comunidade.  Está situada à margem esquerda do rio Guamá, tendo à sua frente (do outro lado do rio) o Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA). Sua população pode ser denominada como parte integrante da chamada comunidade ribeirinha. A ilha compreende uma área calculada de aproximadamente 15 quilômetros quadrados. O ecossistema sofre influência direta das marés dos rios. Durante o período de dezembro a abril, há constantes inundações, daí a caracterização do solo de várzea. A beleza e bucolismo da ilha do Combu acabam atraindo tanto os turistas como a classe acadêmica. O interesse pela ilha chegou até aos poderes públicos através de várias iniciativas municipais e estaduais, como a transformação da ilha em Área de Proteção Ambiental (APA). O restaurante Saldosa Maloca (com “L” mesmo) funciona ilha e é uma das referências gastronômicas da cidade. Vá lá. Peça para a Neneca caprichar. Não Perca. Conheça mais o restaurante AQUI. E AQUI.

 17)  Planetário Sebastião Sodré da Gama

O planetário do Pará é uma opção de lazer cultural e de estímulo ao conhecimento prático e científico, onde é possível se obter dados específicos, com equipamentos apropriados para estudos,  análises e pesquisas sobre Astronomia. Inaugurado em 1998, é o primeiro de toda Região Norte, e considerado um dos mais modernos do país, com equipamentos vindos diretamente da Alemanha. Reproduz em sua cúpula 88 constelações, 7.000 estrelas, planetas, cometas, etc.

Círio18) Círio de Nazaré

Círio de Nazaré, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é a maior manifestação religiosa Católica do Brasil e maior evento religioso do mundo, reunindo cerca de seis milhões de pessoas em todos os cultos e procissões. Em Portugal é celebrada no dia 8 de Setembro na vila de Nazaré e é celebrada, desde 1793, em Belém, anualmente, no segundo domingo de outubro.

Outras regiões devido a migração de paraenses acabaram criando a procissões para estarem mais próximos de Belém, mesmo que pelo ato de Fé. O Termo “Círio” tem origem na palavra latina “Cereus”, que significa vela grande. No Brasil, no início era uma romaria vespertina, e até mesmo noturna, daí o uso de velas. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada de manhã. Instituído em 1793, até 1882 saía do Palácio do Governo. Neste ano o bispo Dom Macedo Costa, em acordo com o Presidente da Província, Dr. Justino Carneiro, instituiu que a partida do Círio seria da Catedral da Sé, em Belém.

Alguns estudiosos estão considerando o Círio de Nazaré em Belém do Pará, como sendo a maior manifestação religiosa do Planeta. Consegue congregar dois milhões de pessoas em uma só manhã. Leia mais AQUI.                                   

Gastronomia paraense é singular e destaque no Brasil

20/02/2013 às 20:34 | Publicado em Cultura, Waldir Cardoso | 1 Comentário
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CulináriaConsiderada uma das culinárias mais brasileiras do País, a gastronomia do Pará tem  a cultura indígena como sua maior influência, mas também carrega consigo traços portugueses e africanos. Os elementos encontrados na região da Amazônica formam a base de seus pratos, com o acréscimo do camarão, caranguejo, pato e dos peixes, todos temperados com folhas e frutas nativas. Destacam-se: açaí, bacaba, cupuaçu, castanha-do-pará, bacuri, pupunha, tucumã, muruci, piquiá e taperebá –, pimentas de cheiro e ervas. Os mais tradicionais são cozidos em panelas de barro ou assados em moquéns e embebidos de tucupi, caldo amarelo extraído da mandioca. Aliás, a raiz é uma das bases da culinária paraense, e sua farinha não pode faltar nos pratos locais. Apresento o que considero os destaques da nossa cozinha. Os pratos principais, peixes,, pratos menos conhecidos e  frutas. A maioria podem ser encontrados  nos restaurantes. Alguns são de época ou só feitos em casa.

Pato no tucupi

Constituído de pato, tucupi e jambu. O tucupi é um caldo amarelo extraído da mandioca e por isso precisa ser cozido durante uma semana. O pato, depois de assado, é cortado em pedaços e fervido no tucupi, onde fica de molho por algum tempo. O jambu é fervido em água com sal, escorrido e posto sobre o pato. É servido com arroz branco, farinha de mandioca e pimenta de cheiro.

Maniçoba

Do tupi Maní, deusa da mandioca. Usa-se tipicamente uma panela de barro ou de porcelana. O prato demora pelo menos uma semana para ser feito, pois a folha da maniva ( a planta da mandioca), depois de moída, deve ser cozida durante, pelo menos, quatro dias com a intenção de eliminar o ácido cianídrico que contém. Depois disso é acrescentado o charque, toucinho, bucho, mocotó, orelha, pé e costelas salgadas de porco, chouriço, linguiça e paio, praticamente os mesmos ingredientes de uma feijoada completa. É servido com arroz branco, farinha d’água e pimenta de cheiro a gosto.

Caruru

Feito com quiabo, camarões secos e inteiros, tempero verde (alfavaca e chicória), farinha seca bem fina e azeite de dendê. Após fervidos o quiabo, o tempero verde e os camarões na água, acrescenta-se a farinha e faze-se um pirão. Estando pronto o pirão, adicionam-se os quiabos bem escorridos, o camarão já refogado com todos os temperos e, por último, o azeite de dendê.

 Vatapá

O vatapá paraense não leva peixe, nem amendoim, nem castanha-de-caju. Ao caldo da cozedura das cabeças e das cascas de camarão salgado perfumado com alfavaca, chicória, alhos e cheiro verde, adiciona-se farinha de trigo e/ou de arroz, obtendo-se um mingau. Acrescenta-se o leite de coco puro, camarões já fervidos e azeite de dendê em pequena quantidade.

Tacacá

É uma comida regional muito diferente, preparada com o tucupi (caldo da mandioca, previamente fervido com alho e chicória), goma (mingau feito com uma massa fina e branca, resultado da lavagem da mandioca ralada) e jambu (planta considerada afrodisíaca). O tacacá é servido em cuias, acompanhado ou não com molho de pimenta-de-cheiro, e é encontrado geralmente nas esquinas de Belém, em barracas das famosas “tacacazeiras”. É um prato originário dos índios.

Arroz paraense

Preparado com caldo de tucupi, jambu, camarão seco, pimenta de cheiro, chicória regional, coentro.

Peixes

Caldeirada de Filhote, Pirarucu de casaca, Tucunaré na manteiga, Tambaqui assado, Costeleta de Tambaqui, Dourada frita, Peixe no Tucupi, Moqueca de arraia, Peixe no escabeche, Tamuatá no Tucupi, Peixe assado na folha da bananeira. Outros peixes: Pescada branca, Pirarucu, Pescada amarela, Surubim, Acari, Gurijuba, Xareu, Curimatã, Piramutaba, Traira, Tainha… Vejam no Mercado de Peixe do Ver-o-Peso.

Outros

Bolinho de Piracui, Casquinho de Caranguejo, Caranguejo ao Toc-Toc, Casquinho de Muçuã, Sopa de caranguejo, Sopa de Aviú, Cramusquim (macarrão com molho de camarão e creme de leite), Pimenta de cheiro, Manicuera, Frito do Vaqueiro, Filé marajoara, Queijo do Marajó, Mingau de açai, Sururu (tipo de ostra), Tapioquinha, Mingau de banana, Paca guisada, Tartaruga no casco, Jabuti assado, Pirarucu defumado.

 Chibé

Vocábulo tupi, composto de Che – eu, meu – e Ibe ou Tibe- caldo. É considerada a mais paraense de todas as comidas. Uma bebida com um gosto levemente acidulado. Leva farinha de mandioca e água.

Mujica

É um prato de espécie cremoso que pode ser feita de farinha de peixe conhecida como piracuí, massa de siri ou caranguejo.

Doces

As sobremesas paraenses são ricas em frutas, principalmente vindas da Amazônia, licores e sorvetes (Não deixe de fazer uma excursão à uma sorveteria). Os principais frutos que marcam a culinária regional são: açaí (experimente na cuia), cupuaçu, pupunha, Castanha do Pará, guaraná e a manga. Há também outras frutas regionais de sabor peculiar, tais como bacuri, taperebá, jaca, muruci, sapotilha, uxi, entre outras. Abaixo uma seleção das mais conhecidas.

Frutas IIFrutas típicas do Pará

Abiu – Fruta com polpa branca ou amarelada, doce ou insípida, tende a deixar os lábios levemente pegajosos por ser mucilaginosa. É consumida in natura. O abieiro frutifica em julho e dezembro.

Açaí – Presente na mesa dos paraenses do café da manhã ao jantar hoje é forte representante da economia local. Servido com farinha de mandioca ou farinha de tapioca na cuia de açaí. Também utilizado no almoço como prato principal, acompanhado de peixe, camarão ou charque fritos. É encontrado em duas colorações: o açaí roxo e o açaí branco, cuja polpa fornece um suco de cor creme claro. Do açaizeiro ainda é produzido o palmito de açaí, extraído da base da copa, bastante utilizado na culinária regional, em pratos finos. Açai branco: variedade do açaí de sabor semelhante.

Ajuru: Faz a alegria da população praiana e é comercializado pelos nativos que os oferecem aos freqüentadores eventuais acondicionados em pequenos paneiros.

Araçá: tenra, ácida, sabor marcante, usada em sucos, sorvetes e cremes.

Bacaba: suco da palmeira do mesmo nome produz um liquido amarelado, de sabor forte e gorduroso. Consumido com farinha de mandioca.

Bacuri: Genuinamente paraense. É apreciadíssimo por todos quer em estado natural, quer sob a forma de sorvetes, sucos, compotas e sobremesas as mais variadas, além de coquetéis, sejam estes apenas de frutas, sejam utilizando-se bebidas alcoólicas. Restaurantes especializados em comida típica do Pará têm utilizado o Bacuri na composição de deliciosos pratos salgados, em forma de molhos ou purês.

Biribá: Consumida em estado natural e aproveitada para fazer sucos e sorvetes. Floresce de julho a setembro. Mas, pode ser encontrado no decorrer do ano nas feiras populares.

Buriti: Muito útil para o ribeirinho que dele tudo aproveita para a sua alimentação e outras necessidades cotidianas como bebida natural ou fermentada; doces dos frutos; óleos e féculas; sabão e material para as casas.

Castanha-do-Pará: Um dos mais expressivos produtos da nossa economia extrativista, com significativo índice no mercado de exportação. A castanheira-do-pará é excelente alternativa para reflorestamento de áreas degradadas de pastagens ou de cultivos anuais, tanto para a produção de frutos como para a extração de madeira. Vale ressaltar que a Castanha-do-Pará tem alto teor de Ferro, sendo importante coadjuvante no tratamento de Anemia Ferropriva

Cupuaçu: O suco está presente na mesa do paraense e em qualquer lanchonete, restaurante e casas especializadas. Também é muito consumido, como sobremesa, em forma de sorvete ou creme.

Cupuaí: Muito apreciado para a feitura de refrescos. Encontra-se, bastante, nas feiras belenenses de fevereiro a maio.

Cutite : Rica em polpa, esta assemelha-se quer na consistência, quer na cor à gema do ovo cozido.Frutifica, em geral, abundantemente, a ponto de, às vezes, pelo excesso de carga, os galhos mais fracos não lhe resistindo ao peso, vêm abaixo. A incidência de cutitizeiros em estado selvagem, na Amazônia, levou a crer que, deles, originaram-se as formas cultivadas encontradas desde o nordeste brasileiro ao Mato Grosso, norte da América do Sul e Central estendendo-se até a Guatemala. Normalmente é consumida em estado natural.

Farinha de tapioca: Consumida com açaí, como mingau ou dissolvida em leite quente com açúcar. Produzida a partir da tapioca resultante da decantação do Tucupi.

Graviola: É cultivada em quintais e em grandes plantações. Consumida em estado natural ou sob a forma de sorvetes, cremes, coquetéis e as folhas sob forma de chá.

Inajá: É abundante no Pará. Consome-se os frutos ao natural ou para adoçar mingaus, que são engrossados com farinha de mandioca ou com goma.

Ingá-cipó: Consumido em estado natural, desconhecendo-se outra maneira de apreciá-lo.

Jaca: Consumida ao natural ou em forma de sorvete e compota. Seu talo central pode ser temperado e assado como se fosse carne bovina.

Jambo: Da mesma árvore retiram-se frutos adocicados e outros muito travosos. São sempre consumidos ao natural. Também consumidos em forma de geléia. Jambo Rosa: variedade mais delicada e menos doce. Consumida ao natural.

Jenipapo: Abundante na região. Muito utilizado para fazer licor.

Manga: encontrada em toda a região e nas ruas do centro de Belém.

Piquiá: Apreciado mais pela população de baixa renda que o consome cozido, roendo a polpa direto do caroço, acompanhado de farinha de mandioca ou acrescentando-o, livre das cascas, no feijão, na carne cozida ou no arroz. Também usado no café preto.

Pupunha: Fruto de uma palmeira, é cozida com pitadas de sal é vendida em qualquer esquina da cidade. Entretanto, já há algum tempo, pessoas interessadas em tornar mais abrangentes e mais enriquecedoras as possibilidades de uso da pupunha tentam, artesanalmente ou não, a fabricação de licores, sorvetes, doces em calda ou pastosos com ótimos resultados. Rica em nutrientes,faz parte também da economia local. Vem sendo utilizada nos restaurantes típicos como acompanhamento de carnes, caramelizada ou como purê.

Sapotilha: Tem a casca fina, frágil, áspera ao tato e cor pardo-amarelada. Quando madura sua polpa é carnudam suculenta, creme amarelada de sabor agradável, sem acidez. A sapotilha é rica em açúcar e sua polpa pode ser utilizada na confecção de doces, sorvetes, refrescos ou consumida fresca.

 Taperebá: Apreciadíssimo sob a forma de sorvetes, sucos, picolés e doceria em geral, o ponto alto do taperebá é a famosa “batida” encontrada dos botecos às mais sofisticadas recepções.

Tucumã: Contém um suprimento vitamínico excepcional. Fonte de pro-vitamina A, B1 e vitamina C. A população, mormente a interiorana e a ribeirinha que, seguramente, o consomem amiúde, está mais do que beneficiada.

Uxi : Uma das minhas preferidas. Consumida quer naturalmente que acompanhada de farinha de mandioca, com certeza é complemento muito importante na alimentação cabocla e entre a classe de baixa renda, na capital e cidades maiores. Utilizada também em forma de sorvete.

Comes e bebes

Não pretendia apresentar locais para comer além daqueles que já apresentei acima. Quem comer no Manjar das Garças, no Saldosa Maloca, nos restaurantes da Esação das Docas ou nas peixarias de Icoaraci estará bem servido.  Entretanto resolvi dividir com vocês o meu boteco preferido. Faz parte dos segredos da cidade. O Bira´s Bar é pequeno, simples e aconchegante. Vão lá os simples e despojados. Para apresenta-lo fui buscar a referência da Comer e Beber em BELÉM, da revista Veja. É o melhor peixe frito da cidade. Vem crocante por fora e suculento por dentro. Imperdível.

Bira´s Bar

A dobradinha peixe frito e cerveja gelada garante a fama do lugar. As irmãs Terezinha e Nazaré Nascimento se dividem entre o atendimento e o preparo das comidas. Servidos em postas, a dourada chega em porções guarnecidas de vinagrete, farofa e pimenta-de-cheiro (R$ 17,00 cada uma). Também para petiscar, a unha de caranguejo (R$ 3,50 a unidade) e o bolinho de bacalhau (R$ 3,00 a unidade) fazem boa companhia às cervejas Skol e Antarctica, vendidas em garrafas de 600 mililitros por R$ 4,00 cada uma.

Onde fica: Travessa 14 de Março, 1032 – entre a Rua Antônio Barreto e a Rua Domingos Marreiros. Horário: 18h30/0h (sáb. 13h30/3h; fecha dom) Fonte: Veja Comes e Bebes Belém

Fonte: Várias  e mais a vivência                                      

Agenda mínima da saúde no Pará

17/02/2013 às 9:42 | Publicado em Cidadania, Política, Saúde | 7 Comentários
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PactoEm 2011, o governador Simão Jatene editou e lançou na chamada “Agenda Mínima” denominada na capa do documento “Pacto pelo Pará”. Iniciativa extremamente positiva e corajosa que ele já havia implementado no seu primeiro governo. Trata-se de publicizar no início do governo quais as iniciativas e obras que o gestor eleito considera o  mínimo a fazer durante seu mandato. Para além das promessas de campanha o governador apresenta à sociedade e assume o compromisso de realizar.

À cidadania cabe a tarefa de acompanhar e cobrar estes compromissos assumidos. Neste sentido vou publicar quais as obras prioritárias, na área da saúde, que o Governo Jatene assumiu no referido documento e os respectivos valores a serem empregados, considerando que só restam dois anos de mandato.

PACTO PELO PARÁ

AGENDA MÍNIMA

SAÚDE

2011 – 2014

1) Construção de dois hospitais regionais (R$ 120.000.000,00)

2) Implantação de 10 UPAs nas mais diversas regiões (R$ 30.000.000,00)

3) Reestruturação e requalificação de 20 hospitais municipais (R$ 90.000.000,00)

4) Implantação de 3 novos Centros Especiais para Dependentes Químicos (R$ 15.000.000,00)

5) Conclusão e equipamentos para o novo Hospital da Santa Casa (R$ 100.000.000,00)

6) Conclusão e equipamento do Hospital Oncológico (R$ 50.000.000,00)

7) Implantação do Centro de Hemodiálise (R$ 10.000.000,00)

8) Interiorização do Hemopa ( R$ 12.000.000,00)

9) Ampliação e novos equipamentos para o Hospital Ofir Loyola (R$ 40.000.000,00)

10) Reforma, equipamentos e adequação do Hospital Abelardo Santos (R$ 20.000.000,00)

Total  a ser investido: R$ 487.000.000,00

SAÚDEO documento diz que o governo vai “investir pesado na saúde”. O valor representa pouco mais de 10% dos R$ 4.550.000.000,00 que o governo pretende investir em todas as áreas na gestão. Mais que isso, o que me chamou atenção foi o investimento zero em apoio às ações de atenção primária. Reconheço que o governo estadual tem como responsabilidade prioritária a atenção de média e, particularmente, a alta complexidade. Mas nada destinar de recursos em apoio aos municípios para que estes invistam em ações de atenção primária não me parece razoável. Denota que o governo vai “investir pesado” apenas para tratar doenças.

Isto é um claro retrocesso em relação ao governo anterior capitaneado pela ex-governadora Ana Julia Carepa, do PT. Sensível ao apelos da sociedade civil organizada, a governadora instituiu um apoio financeiro mensal aos municípios – fundo a fundo – para ações de atenção primária mediante o atingimento de metas definidas de forma pactuada. É o que nós chamávamos de “pabinho”. Corruptela do PAB – Piso da Atenção Básica – repassado pelo governo federal aos municípios. O governo Jatene suspendeu o repasse do pabinho sem maiores explicações perdendo a oportunidade de discutir e induzir ações de atenção primária.

A quantas anda a implementação da agenda mínima da saúde? É o que este post pretende provocar. Vamos buscar a resposta juntos! Olhando de fora me parece que o Centro de Hemodiálise, funcionando na rua dos Mundurucus, foi a única das 10 iniciativas que já foi concluída. E as outras?

O “Pacto pelo Pará” está publicado, na íntegra, no Blog da Professora Edilza Fontes e pode ser acessado AQUI.

  Fonte: Blog da Professora Edilza Fontes                       

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