Aprovada pelo CFM Medicina de Emergência como Especialidade Médica

20/04/2013 às 12:39 | Publicado em Waldir Cardoso | 1 Comentário
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plenaria_emergenciaEsta semana participei da Plenária Ordinária do Conselho Federal de Medicina. Um dos temas discutidos foi a Urgência e Emergência como especialidade médica.

O Plenário, por unanimidade, aprovou a proposta da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do próprio CFM para que seja criada a especialidade de Medicina de Emergência.

 O assunto é antigo. Há mais de dez anos o movimento médico debate a matéria do ponto de vista técnico e político. Noâmbito dos Conselhos de Medicina é assunto constante nos Fóruns Estaduais, Regionais e Nacional organizados pelas Câmaras Técnicas dos Conselhos Regionais e Federal, Plenos Nacionais e Encontros Nacionais de Conselhos de Medicina.

 Recebemos no plenário os membros da Câmara Técnica de Urgência e Emergência Jefferson Piva, Luis Alexandre Borges, Marcio Rodrigues e Nadine Clausell que trouxeram sua experiência e acúmulo de discussão sobre o assunto.

 O grupo propôs a criação da Especialidade Medicina de Emergência e Residências Médicas em Medicina de Emergência, com entrada direta. A Terapia intensiva foi usada como parâmetro para contradizer que os Emergencistas poderiam tirar mercado de trabalho ou ocupar espaço de competência de outras especialidades.

 A Tragédia de Santa Maria também foi apresentada como exemplo da necessidade de qualificar a formação em Emergência e reconhecer a Medicina de Emergência como especialidade médica. O nome Medicina de Emergência é defendido por ser um nome já consagrado internacionalmente.

 Após o final das exposições e esclarecimentos o grupo expositores retirou-se e o assunto foi colocado em discussão entre os Conselheiros Federais. Após os debates a criação da especialidade de Medicina de Emergência foi aprovada por unanimidade. Leia mais AQUI

O próximo passo é discutir a proposta no âmbito da Associação Médica Brasileira e, posteriormente, na Comissão Nacional de Residência Médica. Só pelo consenso destas três instâncias é que a Medicina de Emergência tornar-se-á a 54ª especialidade médica brasileira.

Anna Turan, a pioneira da medicina no Pará e na Amazônia

08/03/2013 às 0:06 | Publicado em Cultura, Waldir Cardoso | 6 Comentários
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AnnaQuando a Família Real Portuguesa chegou ao Brasil , chegaram também algumas faculdades. Rio de Janeiro e Bahia foram as sedes daquela de Medicina, onde as mulheres não tinham acesso.

Nascida em Igarapé Miri, no engenho da família, em 28 de abril de 1862, Anna Machado era filha de Antônio Lopes Machado e Andreza Turan, Anna era a mais velha de três irmãos, Maria e Antônio. Foi a primeira paraense a estudar Medicina e o fez nos EE.UU.  Tomou o lugar de seu irmão nas vontades de seu pai, senhor de engenho e proprietário de muitos escravos, que queria um médico na família.  Anna decidiu que ela seria médica, visto que o irmão não estava disposto a estudar medicina. E assim, em 1882, parte para Nova Iorque, para a mesma faculdade em que as outras brasileiras haviam estudado, acompanhada de seu pai e de sua irmã, Maria, que lá permaneceu, estudando piano no conservatório.

Após cinco anos de estudo, Anna formou-se em 19 de abril de 1887, em uma turma composta por dez mulheres. Por seu brilhante desempenho na faculdade, sendo a primeira aluna da turma, Anna receberia uma medalha de honra ao mérito, de ouro, aposta ao diploma. Ao retornar ao Brasil, Anna teria que revalidar seu diploma na Bahia ou no Rio de Janeiro, mas antes passaria em sua terra natal, para as comemorações ao lado da família.

A festa de recepção, uma grande festa organizada por seu pai, seria interrompida para que ela fosse atender uma de suas escravas que, em trabalho de parto, necessitava de seus conhecimentos. Então, Anna partiu para Salvador, a fim de ter seu diploma revalidado pela Faculdade de Medicina da Bahia, a qual, em 10 de dezembro daquele ano de 1887 veria formada a sua primeira médica: Rita Lobato Velho Lopes.

O contato entre elas seria registrado nas homenagens prestadas por Rita em sua tese de doutoramento, em que a “Dra. Anna Tourão Machado” é incluída entre as “minhas simpáticas colegas”, juntamente a três outras médicas e uma provável estudante. Ressalte-se que Anna foi a primeira mulher a fazer o exame de habilitação na Faculdade de Medicina da Bahia, para a revalidação do diploma, conforme a nova legislação, sendo a revalidação concedida em 28 de janeiro de 1892, conforme consta no Livro de Registro de Diplomas (1890/1897, p. 31-32) da referida Faculdade .

A revalidação do diploma implicaria em mais dois anos de estudos para Anna Turan Machado. Durante sua estada na Bahia a jovem médica conheceu Emilio Ambrósio Marinho Falcão, estudante pernambucano, com quem viria a casar. Entretanto, a morte de seu pai interrompeu a temporada de estudos, fazendo com que Anna voltasse para Igarapé Miri, para cuidar das coisas da família.

Anna 2Ao retomar os estudos, na Bahia, três anos depois, Anna estava casada com Emilio A. Marinho Falcão, já formado cirurgião dentista, e grávida da primeira das cinco filhas que teria. Emilio estudava medicina na Faculdade de Medicina da Bahia quando a conheceu. Apaixonaram-se e ele, para poder casar mais rápido, trocou o curso para odontologia. Para revalidar seu diploma, além de complementar os estudos, Anna defenderia a tese “A Ovariotomia e suas indicações”.

Em 1891, Anna passaria uns meses em Quixadá, no Ceará com o marido. Ali também deixaria sua marca, relembrada com carinho e reconhecimento pelo vigário da cidade, por conta da dedicação para com os pobres habitantes do local: …”Anjo de bondade que veio derramar o balsamo de consolação entre a pobreza desvalida que absorta vos contemplava como sua mais desvelada protectora…”

Ao retornar para Belém, em 1892, a região vivia os áureos tempos da borracha, mas vivia também dias atribulados em sua política. E Anna, intitulando-se “especialista em moléstias das senhoras” e “aceitando chamados a qualquer hora do dia ou da noite” abre consultório à Rua 13 de maio, 59, juntamente com seu marido, que ali também tem seu 13 “gabinete de cirurgia e prothese dentaria”.

Seu marido se envolve em politica, mas acabou sofrendo ameaças, assim, descontente com os rumos da política, arrendou o seringal “Aquidabam”, no Acre, uma vasta extensão às margens do rio Acre, e partiu para lá em 1908, deixando a família em Belém.  Anna ficou sem notícias de Emilio por quase um ano, até que ele regressou a Belém, em 1909. A decisão foi irem todos para o seringal no Acre.

Agora, em plena floresta, tudo dependeria de sua habilidade no combate às doenças, como a malária endêmica que assolava a região, e o surto de gripe espanhola, que chegaria até aquele longínquo rincão, provavelmente carreada pelas levas migratórias dos nordestinos que iam trabalhar nos seringais.  Ali Anna fabricaria os remédios obtidos da natureza. Ali seria a médica, a enfermeira, a parteira, tudo. Só não a paciente, porque conseguiria passar incólume às doenças.

Em 1921, com todas as filhas casadas com advogados ou comerciantes, Anna e o marido se mudariam para Xapuri, a cidade mais próxima e, ainda assim, distante do seringal seis horas de barco, e onde a médica continuaria a exercer sua profissão. Naquela cidade, Emilio construiria uma casa, que seria chamada de “Valcamber” (sigla alusiva às iniciais dos nomes das pessoas da família). A casa existe até hoje e é tombada.Anna 3

Em 1925, a médica e seu marido partem para São Paulo, onde ja se encontravam as filhas casadas, radicando-se em Santos, tendo ali a Dr.ª Anna, já com 63 anos, realizado seu último trabalho como médica: assistência a um parto.

Por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932, Anna, doaria para a causa sua aliança e a medalha de ouro aposta em seu diploma. Esta medalha, mais que um simples símbolo, era parte de sua vida.

A Dr.ª Anna Turan Machado Falcão faleceu em 1940, aos 77 anos de idade, em São Paulo. No Acre, uma escola perpetua o nome desta pioneira da medicina brasileira. Neste Dia das Mulheres reverenciamos sua memória.

Fonte: Laboratório de Democracia Urbana e SCIELO

O texto foi copiado do artigo da Revista Scielo de autoria dos meus amigos Aristoteles Guilliod de Miranda e José Maria de Castro Abreu Junior. Os dois, médicos e historiadores da medicina paraense, são autores de um belíssimo livro sobre a Faculdade de Medicina do Pará.

Entretanto, a garimpagem e publicação original do texto é iniciativa da minha queridíssima amiga e militante política Dulce Rocque. À Dulce dou os créditos e com a reprodução do texto a reverencio como exemplo de mulher e cidadã. Em Dulce homenageio todas as médicas e mulheres brasileiras pelo transcurso do Dia Internacional da Mulher.

CFM atualiza resolução sobre especialidades e cria nova área de atuação

16/01/2013 às 0:10 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
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REsoluçãoO Conselho Federal de Medicina  (CFM), por meio da Resolução 2005/12, atualizou a Resolução 1.973,  que estabelece critérios  para o reconhecimento  de especialidades e áreas  de atuação na medicina,  e a forma de concessão e  registros de títulos.

Um novo relatório da Comissão Mista de Especialidades (CME), referendado na sessão plenária de novembro, manteve a lista das 53 especialidades médicas vigentes no texto anterior. A nova redação, no entanto, trouxe mudanças para o reconhecimento de programas de residência médica, tempos de formação e regras sobre o  funcionamento da CME.  Como novidade, foi incluída a Toxicologia Médica na relação das áreas de atuação reconhecidas no país.

A CME tem a finalidade de deliberar sobre  o reconhecimento de especialidades médicas e as  áreas de atuação. Também propõe as inclusões  ou exclusões.

Veja os destaques da Resolução 2005/12

 

ADAPTAÇÃO DOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA 

• Foi estabelecido o prazo de dois anos para adaptação dos programas de residência médica às mudanças  determinadas pela resolução. Antes, a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) somente autorizava os programas de residência médica nas especialidades e áreas de atuação listadas na diretriz.

ALTERADOS TEMPOS DE FORMAÇÃO 

• Alguns tempos de formação também sofreram mudanças. A especialidade Cancerologia/Cancerologia  Clínica teve sua formação alterada de dois para três anos.

• Também tiveram o tempo de formação aumentado de um para dois anos as seguintes áreas de atuação:  Cardiologia Pediátrica, Endocrinologia Pediátrica, Gastroenterologia Pediátrica, Nutrição Parenteral e Enteral  Pediátrica, Nutrologia Pediátrica, Pneumologia Pediátrica e Reumatologia Pediátrica.

NOVA ÁREA DE ATUAÇÃO 

• A área de atuação Toxicologia Médica foi incluída, com interface nas especialidades de Clínica Médica, Medicina Intensiva, Pediatria e Pneumologia.

INTERFACES MAIS AMPLAS 

• A área de atuação Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista foi estendida também para médicos  especialistas em Pediatria com certificado de área de atuação em Cardiologia Pediátrica.

• A área de atuação em Dor foi estendida também para especialistas em Clínica Médica.

REGRAS SOBRE O FUNCIONAMENTO DA CME 

• A nova redação da resolução especificou o trâmite para os pedidos – externos à CME – de criação ou extensão  de especialidade ou área de atuação. Estes deverão ser originários da associação brasileira da respectiva área,  instruídos com a devida justificativa e com apreciação prévia da diretoria da Associação Médica Brasileira (AMB).

• Outra nova conduta prevista, durante a apreciação das propostas, é a possibilidade de convocação das  respectivas associações de especialidade para comparecimento em reunião da CME, para exposição oral e  sustentação documental, se necessário.

• A CME emitirá, por meio de relatores e revisores designados, pareceres conclusivos a serem apreciados em  reunião plenária da Comissão.

Fonte: Portal do CFM                       

Presidente do CFM é eleito para diretoria da CONFEMEL, na Costa Rica

19/11/2010 às 0:05 | Publicado em Movimento médico | 1 Comentário
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O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d”Avila, foi eleito nesta quarta-feira, dia 17, para integrar a diretoria da Confederação Médica Latinoamericana e do Caribe (Confemel). Ele ocupará a vice-presidência da entidade. A escolha aconteceu durante a XIII Assembleia Geral do grupo, que terminou nesta tarde em San Jose, capital da Costa Rica.

Os representantes dos 17 países-membros da Confederação, que se reuniram desde o dia 14 de novembro, para debater temas de interesse para a comunidade médica da região elegeram como presidente Douglas Natera, que já comanda a Federação dos Médicos da Venezuela.

A pauta da Assembleia inclui discussões sobre trabalho médico e sistema de saúde na América Latina e no Caribe, políticas de medicamentos e presente e futuro dos cursos de Medicina e do exercício da profissão. As conclusões da XIII Assembleia Geral da Confemel serão divulgadas na forma de uma carta.

Fonte: CFM

 

CFM e AMB lançam Programa de Atualização Baseado em Diretrizes

18/11/2010 às 8:57 | Publicado em Movimento médico | 4 Comentários
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A Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceira com a Artmed Panamericana Editora, por meio do SEMCAD (Sistema de Educação Médica Continuada a Distância), lançam o PRODIRETRIZES, Programa de Atualização Baseado em Diretrizes.

De acordo com os revisores do Programa Diretrizes Nathalia C. Andrada e Ricardo Simões, todas as diretrizes foram processadas pedagogicamente, de acordo com a dinâmica dos programas do SEMCAD, criando um texto atraente, com vários lembretes das partes mais relevantes e um caso clínico real para ser discutido sobre o assunto, com a intenção de reforçar a aplicabilidade do texto.

Segundo Nathalia, a seleção de cada Ciclo busca a diversificação das áreas da medicina. Outro grande diferencial, conforme ressalta Dr. Ricardo, está no foco das diretrizes que está voltado para o paciente, com suas características individuais, inclusive contemplando as minorias.

Como funciona o PRODIRETRIZES

O ingresso no primeiro Ciclo do PRODIRETRIZES pode ocorrer em qualquer momento ao longo de 12 meses e de qualquer lugar do país, pois os módulos são entregues em casa. A Associação Médica Brasileira (AMB) outorgará certificado de 80 horas/aula aos aprovados na avaliação final de cada ciclo do Programa de Atualização Baseado em Diretrizes da AMB para contabilizar pontos para a carreira profissional.

Os inscritos no PRODIRETRIZES têm acesso ao e-learning, um ambiente virtual de aprendizagem. Nele é possível encontrar o Clipping Medicina, com informações especializadas em cada área de atuação: entrevistas com especialistas, matérias e notícias científicas e eventos relevantes, e o Dynamed, um dos três bancos de dados da área médica mais completos do mundo, com acesso irrestrito a mais de 3 mil tópicos clinicamente organizados. E, mais uma vantagem, é o desconto de 15% na compra de livros do catálogo do Grupo A, que inclui Artmed e Artes Médicas.

Programas do PRODIRETRIZES existentes:

• Programa de Atualização em Neonatologia (PRORN)

• Programa de Atualização em Medicina Intensiva (PROAMI)

• Programa de Atualização em Clínica Médica (PROCLIM)

• Programa de Atualização em Medicina de Urgência (PROURG EN)

• Programa de Atualização em Ginecologia e Obstetrícia (PROAG O)

• Programa de Atualização em Cirurgia (PROACI)

• Programa de Atualização em Otorrinolaringologia (PRO-ORL )

• Programa de Atualização em Traumatologia e Ortopedia (PROAT O)

• Programa de Atualização em Cardiologia (PROCARDIOL)

• Programa de Atualização em Medicina de Família e Comunidade (PROMEF)

• Programa de Atualização em Terapia Intensiva Pediátrica (PROTIPED)

• Programa de Atualização em Endocrinologia e Metabologia (PROENDÓCRINO)

O PRODIRETRIZES tem a coordenação do diretor científico da AMB,Edmund Chada Baracat e do coordenadordo Programa Diretrizes, Wanderley Marques Bernardo e a direção acadêmica de Nathalia C. Andrada e Ricardo Simões.

VEJA COMO ADQUIRIR O PRODIRETRIZES

Fonte: AMB

AMB avalia avalia nova resolução do CFM sobre órteses e próteses

11/11/2010 às 0:05 | Publicado em Movimento médico, Saúde | Deixe um comentário
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Um dos itens da pauta da reunião da Câmara Técnica de Implantes desta sexta-feira, dia 5 de novembro, foi a discussão sobre a Resolução CFM nº 1956/10, que disciplina a prescrição de materiais implantáveis, órteses e próteses e determina arbitragem de especialista quando houver conflito.

O documento foi lido e, em vista de diferentes opiniões sobre alguns pontos, foi encaminhado que cada Sociedade de Especialidade se manifeste por escrito indicando quais itens do documento poderiam afetar a prática médica. As Sociedades terão até dia 10 de dezembro para fazer o encaminhamento à AMB.

A seguir, foi relatado o que foi tratado durante reunião realizada em 27 de outubro com representantes do Ministério da Saúde.

O principal destaque é que, devido ao momento político de transição de governo, o trabalho conjunto entre a CTI e o departamento de média e alta complexidade do SUS não pode ser definido. Além disso, as representantes do Ministério pediram à Câmara Técnica que faça a descrição técnica (tipos, tamanho, circunstâncias de utilização, materiais utilizados para fabricação) de todas as órteses e próteses já listadas.

O último ponto tratado na reunião da CTI foi a apresentação feita por Wilson Pereira e José Carlos Pachon, ambos de Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, sobre os benefícios da associação de desfibrilador e resincronizador cardíaco.

Eles defenderam por meio de estudos científicos que o uso de um aparelho com as duas funções reverte consideravelmente os casos de possível morte súbita. Sendo assim, comunicaram que pretendem pedir à ANS a inclusão no rol de procedimentos.

A próxima reunião da Câmara Técnica de Implantes será no dia 10 de dezembro, quando serão definidas as metas do grupo para 2011.

Fonte: AMB

Mobilização Nacional pela Valorização da Assistência Médica

25/10/2010 às 0:05 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
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No mês em que se comemora o Dia do Médico, a categoria que reúne 350 mil profissionais tem uma pergunta a fazer aos gestores, tomadores de decisão e à sociedade em geral. Afinal, qual o futuro da saúde brasileira? A questão encerra angústia dos que, ao longo dos anos, assistem à crise que atinge o Sistema Único de Saúde (SUS) e que se estende às atividades na Saúde Suplementar. A preocupação dos médicos com relação aos inúmeros problemas que afetam o exercício da Medicina e a qualidade da assistência em saúde no país levou à organização de um ato contra esse quadro no dia 26 de outubro, em Brasília.

A Mobilização Nacional pela Valorização da Assistência é organizada pela Federação Nacional dos Médicos, Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. A meta é sensibilizar os gestores públicos, os parlamentares e a sociedade em geral sobre a necessidade de respostas efetivas para questões que comprometem a vida e o bem estar de milhões de brasileiros. Durante o ato, será divulgada à sociedade documento síntese com as reivindicações da categoria. Autoridades da área da saúde, deputados e senadores também receberão cópias.

As questões elencadas pelo movimento médico não querem calar e preocupam, pois, deixam a população sem perspectiva de futuro no campo da saúde. Eis algumas indagações que merecem reflexões e respostas imediatas, segundo as entidades médicas: afinal, o que esperamos em 10, 20, 30 anos: sofrer com orçamentos insuficientes e restritivos?; ver os vazios assistenciais no interior, particularmente no Norte e Nordeste, e as áreas de difícil provimento nas metrópoles ainda sem médicos e outros profissionais da saúde; ver o predomínio da mercantilização na saúde, como hoje é orquestrada pelos planos e operadoras?”

Sinais de crise – A percepção da crise no setor atinge a toda população. De acordo com pesquisa do Datafolha, divulgada em setembro, a saúde aparece, em 2010, como o pior problema do país. O Estado com maior número de menções à saúde como o principal problema é o Distrito Federal, com 54% das respostas. Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (37%) e Minas Gerais (32%). Apenas Rio de Janeiro e Pernambuco elegeram a segurança o pior problema (36% e 29%, respectivamente).

O levantamento segue tendências de anos anteriores. Em 2008, ela foi a campeão, com 25% das citações. Em 2009, apareceu na segunda posição, atrás do desemprego. Os percentuais foram de 21% e 23%, respectivamente. Na época, avaliou-se que a mudança decorreu dos temores causados pela crise financeira internacional.

Planos e operadoras – Mas as dificuldades não se limitam ao setor público. Outro estudo realizado pelo mesmo instituto de pesquisa identifica problemas na saúde suplementar. A pesquisa, divulgada pela Associação Paulista de Medicina (APM), mostrou que planos de saúde ameaçam o exercício da Medicina. Ataques à autonomia dos médicos, interferência indevida na relação com os pacientes, pressões para redução de internações, de exames e outros procedimentos são problemas comuns detectados no estado de São Paulo.

Os dados informam que mais de 90% dos médicos denunciam interferência dos planos de saúde em sua autonomia profissional.  Três em cada 10 médicos afirmam que a glosa de procedimentos ou medidas terapêuticas afetam constantemente a autonomia médica. De forma geral, a situação leva a avaliação negativa do setor pelos profissionais que dão nota 4,7 aos planos ou seguros saúde, numa escala de zero a 10.

Outro dado negativo foram as perdas dos que estão vinculados aos planos. De acordo com o levantamento realizado recentemente pela APM, o valor pago pela consulta fica em torno de R$ 4 (deduzidos todos os custos do consultório). A defasagem das tabelas de procedimentos que tem gerado insatisfação entre os profissionais. Nos últimos 11 anos, as operadoras de saúde elevaram em 136,65% os valores das suas mensalidades, enquanto os médicos receberam, em média, somente 60% de reajuste nos honorários. No mesmo período, a inflação acumulada foi de 105%.

Sistema Único de Saúde – No âmbito do Sistema Único de Saúde, os médicos estão em alerta quanto à falta de recursos, ao desaparelhamento da rede hospitalar e à ausência de políticas adequadas para a área de recursos humanos. Em 1988, o SUS foi criado, mas com o passar dos anos o modelo – considerado ainda hoje referência internacional – não evoluiu com a mesma velocidade que as transformações sociais, culturais e epidemiológicas que atingiram o Brasil nestas últimas décadas.

Impossível fechar os olhos ao subfinanciamento crônico da saúde no país. Os recursos – nas três esferas de gestão (federal, estadual e municipal) – são poucos frente aos problemas que se acumulam. O crescimento da população e seu envelhecimento, bem como a mudança do perfil epidemiológico, os avanços científicos e tecnológicos e das próprias relações sociais exibem fatura que aumenta a cada dia.

Um dos pontos chave é a garantia de financiamento adequado, já que o SUS se vulnera com recursos humanos precarizados e estrutura deficiente, deixando a população à mercê de uma assistência pouco resolutiva. Parte da solução pode vir da regulamentação da Emenda Constitucional 29, proposta que se arrasta há uma década pelo Congresso Nacional. Sem sua devida implementação, o ônus recai sobre cada brasileiro que fica privado de uma fonte estável e progressiva de recursos para manter o sistema atual e investir em novas frentes.

Estudos comprovam que este problema causa problemas sérios. A demora em resolver esse impasse tornou o Brasil a sede do sistema universal de acesso à saúde com menor financiamento público. Em 1995, de todo o dinheiro que se gastava com saúde no Brasil, 62% era público (da União, dos Estados e dos municípios) e 38% era privado. Já em 2009, a proporção do gasto público havia minguado para 47% e o privado já era responsável por 53%. O contraste é grande ao compararmos nossa situação com a de países europeus, que destinam, em média, 8% de sua riqueza nacional à saúde. No caso do Brasil, essa vinculação fica em torno de 4%.

As conseqüências são danosas e impactantes na oferta de assistência desejável à saúde do povo brasileiro.  O caos se materializa nas emergências, sempre lotadas, tornando o que deveria ser um atendimento emergencial na porta de entrada dos problemas de saúde que dependeriam de cuidados no campo da atenção básica ou da alta complexidade.

 

PROGRAMAÇÃO DA MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA VALORIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA 

 

10h Concentração no Ministério da Saúde e entrega do documento dos médicos
10h30 Caminhada ao Congresso Nacional
11h Concentração no Congresso Nacional e entrega do documento dos médicos
11h30 Saída para a sede da Associação Medica de Brasília
12h Reunião geral com as direções e presidentes das Entidades Nacionais 

Avaliação política e de estratégias

16h Encerramento.

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES

Mais recursos para a SUS – pela imediata regulamentação da Emenda 29. Atualmente, o Brasil é o país de sistema universal de acesso à Saúde com menor financiamento público.

Mais regulação na saúde suplementar – pela atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na relação entre os médicos e os planos de saúde.

Mais condições de trabalho e remuneração – pela adoção do PCCV e da CBHPM; pelo reajuste dos valores da Tabela SUS; pelo fim da precarização e da terceirização do trabalho médico; pela criação da Carreira de Estado dos médicos no SUS.

Mais qualidade na assistência – pela adequada regulação do sistema para garantir a integralidade das ações de saúde com a hierarquização do atendimento e por melhores condições para o trabalho médico e dos demais profissionais de saúde.

Mais eficiência na gestão – pela qualificação e profissionalização da gestão pública dos serviços de saúde.

Mais qualidade na formação médica – pela limitação na abertura de novas escolas médicas no Brasil e pela exigência de ensino de qualidade naquelas em funcionamento.

Mais respeito às entidades representativas – pela valorização da representação dos médicos no cenário político, que devem ser ouvidas pelos gestores e parlamentares no momento de tomar decisões que afetam a saúde da população e o trabalho dos profissionais médicos.

Fonte: ASCOM FENAM

José Luiz presidirá Associação Médica Mundial em 2012

18/10/2010 às 16:29 | Publicado em Movimento médico | 1 Comentário
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José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB, foi eleito por aclamação para presidir a Associação Médica Mundial (WMA) em 2012. A eleição ocorreu em 16 de outubro, durante a Assembleia Geral da WMA, realizada em Vancouver, Canadá. É a terceira vez que um brasileiro assume o cargo máximo na entidade. O cirurgião catarinense Antônio Moniz de Aragão presidiu a WMA em 1961 e o dermatologista paulista Pedro Kassab em 1976.

Amaral representa o Brasil como integrante do Conselho da WMA desde 2005 e, há três anos, preside o Comitê de Assuntos Médicos Sociais (SMAC). Ele foi responsável por trazer ao Brasil relevantes discussões sobre pesquisas clínicas, como a revisão da Declaração de Helsinki (agosto de 2008), o uso de placebo em pesquisa médica associada ao tratamento (janeiro de 2010), e o Seminário Internacional de Resiliência Médica (agosto de 2010).

Com a realização da Conferência Doutores do Ambiente, em novembro de 2009, ajudou a disseminar a Declaração de Delhi sobre saúde e mudança climática. Dana Hanson, presidente da WMA na época, compareceu ao evento realizando a palestra de abertura. Yoram Blachar, presidente da WMA em 2008, também visitou o Brasil neste ano, na abertura da versão brasileira do Curso de Formação de Lideranças Médicas, adaptação de uma iniciativa da WMA.

Ainda no âmbito internacional, atualmente Amaral preside também a Comunidade Médica de Língua Portuguesa (CMLP), cargo assumido em março deste ano, durante o IV Congresso da CMLP, realizado na cidade de Maputo, em Moçambique. Representando o Brasil na Confederação Médica Latino-Americana e do Caribe (Confemel) e no Fórum Iberoamericano de Entidades Médicas, Amaral tem trabalhado pela integração das instituições de representação médica nesse contexto.

O recém-eleito presidente da WMA é especialista em Anestesiologia e Medicina Intensiva. É professor titular da disciplina de Anestesiologia, Dor e Medicina Intensiva da Universidade Federal de São Paulo. Desde 1994, é responsável, no Hospital São Paulo (Unifesp), pelos Centros de Ensino e Treinamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira e da Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Gomes do Amaral foi reeleito presidente da Associação Médica Brasileira para a gestão 2008-2011 e apresenta destacado trabalho em defesa da qualidade da assistência e da dignidade profissional do médico; dos projetos de lei para regulamentar o exercício da profissão e para implementar Plano de Carreira, Cargos e Salários;  e ainda na consolidação do sistema de hierarquização de procedimentos médicos. Ele também presidiu da Associação Paulista de Medicina no período 1999-2005.

Fonte: APM

MEC põe em discussão novo marco regulatório da Residência Médica

07/10/2010 às 17:09 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
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O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, participou na quarta-feira (6/10) de reunião com a secretária de Educação Superior do Ministério da Educação, Maria Paula Bucci, para debater o marco regulatório da residência médica. Uma minuta de um decreto apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) prevê mudanças na prática das avaliações nos processos de renovação, fiscalização, autorização e abertura de novos programas de residência, além de alterar a atual composição da Comissão Nacional de Residência Médica, responsável por essas avaliações. A minuta do decreto também descaracteriza o controle da residência médica, realizado exclusivamente por médicos, e inclui novos membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) na comissão.

Representantes da FENAM, bem como do Conselho Federal de Medicina, manifestaram, durante a reunião, a preocupação das entidades médicas em relação ao assunto e vão apresentar sugestões para que a qualidade do ensino médico do país não seja prejudicada com a adoção de novas regras. Cid Carvalhaes informou que representantes do Ministério da Educação se mostraram receptivos às preocupações e sugestões das entidades médicas.

O encontro também contou com a presença da Secretária Executiva da Comissão Nacional de Residência Médica, Maria do Patrocínio, do vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, e de diretores da Associação Brasileira de Ensino Médico e de hospitais de residência.

Fonte: FENAM

CONFEMEL apoia Dr. José Amaral para a presidência da AMM

24/09/2010 às 0:06 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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La Confederación Médica Latinoamericana y del Caribe (CONFEMEL) tiene la satisfacción de apoyar la candidatura del Dr. José Luiz Gomes do Amaral a la presidencia de la Asociación Médica Mundial (AMM). Como representante del Brasil, el Dr. Gomes do Amaral integra el Consejo de la AMM desde 2005 y, desde hace tres años, es el presidente del Comité de Asuntos Médicos Sociales (SMAC).
El Dr. Gomes do Amaral fue reelegido presidente de la Asociación Médica Brasileña para la gestión 2008-2011 y es presidente de la Comunidad Médica de Lengua Portuguesa. Fue también presidente de la Asociación Paulista de Medicina en el período 1999-2005. Viene trabajando activamente en la Confederación Médica Latinoamericana y del Caribe (CONFEMEL) y tambien en el Fórum Iberoamericano de las Entidades Médicas, buscando la integración entre los médicos latinoamericanos y de la Península Ibérica. CONTINUA: CONFEMEL apoia Luis Amaral SET 2010.

fONTE: confemel

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