25 de abril: Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

08/04/2013 às 20:45 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
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Em 25 de abril, os médicos de todo o País participarão do Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde. Trata-se de mais uma etapa na estratégia de luta contra os abusos antiéticos praticados pelos empresários que têm penalizado profissionais e pacientes.

A manifestação é referendada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam), assim como por suas filiadas e federadas. Portanto, todas as entidades médicas do Brasil são corresponsáveis pelo sucesso do protesto, fator que aumenta nossa responsabilidade e exige empenho máximo de cada um.

Da pauta de reivindicações já encaminhada às operadoras e divulgada às autoridades e à sociedade constam:

1-         Reajuste das consultas, a partir de critérios a serem definidos em cada Estado, tendo como referência a CBHPM em vigor (2012);

2-         Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM em vigor (2012);

3-         “Por uma nova contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais”;

4-         Rehierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM;

5-         Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

Os cinco itens exprimem o histórico de lutas das entidades médicas por melhorias no setor. Além do reajuste adequado dos valores das consultas e procedimentos, intenta-se adotar um contrato universal entre operadoras e prestadores, de acordo com as proposições que apresentamos à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No que diz respeito à rehierarquização, entendemos ser necessário dar início a estudos para implementação de nova Hierarquização dos Procedimentos médicos constantes da CBHPM, sob a supervisão  das entidades médicas e controle da AMB.

Para que o 25 de abril seja bem sucedido, as Comissões Estaduais (compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades) marcarão assembleias da categoria para definir encaminhamentos sobre o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde, com especial atenção à divulgação do ato de convocação e dos atos aprovados.

O formato do protesto em cada Estado será definido nestas reuniões organizadas pelas entidades médicas locais, que ficaram encarregadas de organizar as atividades previstas para garantir a adesão da categoria ao Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde.

Entre as possibilidades de mobilização estão a realização de atos públicos, audiência públicas, plenárias de médicos e coletivas de imprensa tendo como foco os problemas na saúde suplementar e as reivindicações dos profissionais.

Todos os encaminhamentos serão divulgados pelos veículos de comunicação institucionais (jornais, revistas, sites, portais, newsletter, redes sociais e outros) e por meio da imprensa em geral.

Lembramos que o sucesso da mobilização no dia 25 de abril é fundamental para fortalecer a luta em prol das reinvindicações dos médicos e da melhora do atendimento.

 Associação Médica Brasileira        Conselho Federal de Medicina      Federação Nacional dos Médicos

 

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25 de abril é o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

05/03/2013 às 17:01 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
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comsuEm reunião convocada pela Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU), mais de 100 representantes de entidades médicas – dentre associações, conselhos, sindicatos e sociedades de especialidades – aprovaram o dia 25 de abril como o Dia Nacional de Alerta aos planos de saúde.

Nesta data, a critério das entidades médicas locais, serão realizados atos públicos, como audiências nas Câmaras Legislativas, com a presença do Judiciário estadual, órgãos de defesa do consumidor, Ordem dos Advogados do Brasil e outras representações. Também ocorrerão, conforme deliberação em assembleia estadual, manifestações de rua e, se necessária, suspensão do atendimento de consultas e procedimentos eletivos, mantendo sempre a assistência nos casos de urgência e emergência. 

Desde 2010, o movimento se consolida, ganha visibilidade na mídia, desperta a atenção de parlamentares e tem apoio da opinião pública. Já é grande a adesão e movimentação dos médicos, desde a deliberação da manifestação, em plenária ampliada da COMSU, que aconteceu na sede da APM, no dia 1º de março. O encontro (foto) contou com a presença de lideranças médicas de todo o país.

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES

1) Reajuste das consultas, a partir de critérios a serem defi nidos em cada Estado;

2) Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM em vigor (2012);

3) Por uma nova contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais;

4) Rehierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM;

5) Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

Leia mais informações do movimento médico na Saúde Suplementar no Boletim nº 20 da COMSU.

 

CIRH avalia portaria do MEC que regula abertura de escolas médicas

28/02/2013 às 22:32 | Publicado em Movimento médico, Saúde | 3 Comentários
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DSC04262Participei nos dias 27 e 28.02 da reunião da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) realizada no plenário do Conselho Nacional de Saúde. A pauta principal desta reunião foi a análise e discussão das portarias 02 e 03/2013 assinadas pelo Ministro da Educação. Nos debruçamos principalmente sobre a portaria 03/2013 estabelece os procedimentos e o padrão decisório para os pedidos de autorização dos cursos de graduação em medicina ofertados pelas IES integrantes do Sistema Federal de Ensino. Os esclarecimentos foram prestados pela Dr.ª Andrea de Faria Barros Andrade, Diretora de Regulação da Educação Superior do Ministério da Educação.

A portaria vai regular a análise das 57 solicitações de abertura de cursos de medicina atualmente existentes no MEC. Os pedidos de abertura serão analisados pela SERES – Secretaria de Regulação e Supervisão de Educação Superior segundo os procedimentos e padrão decisório estabelecidos na Norma. Antes da autorização ou rejeição pelo MEC todos os cursos devem ter sido avaliados pelo INEP (in loco) e pelo Conselho Nacional de Saúde, nesta ordem.

Os processos serão instruídos mediante a apresentação de Demonstrativo técnico que fundamente a relevância social da implantação do curso; Memorial descritivo do curso com dados técnicos como número de vagas, descritivo das instalações titulação e experiência do corpo docente; Disponibilidade de Hospital de Ensino próprio ou conveniado com número de leitos disponíveis por aluno (pelo menos cinco por aluno) e que não esteja saturado pela utilização de outros cursos de medicina (grau de comprometimento); Existência de Núcleo Docente Estruturante, adequadamente titulado e com experiência de, pelo menos, cinco anos.

Com estes documentos comprobatórios será analisada a admissibilidade do curso na qual o pedido de autorização observará, necessariamente, a estrutura de equipamentos públicos e programas de saúde existentes e disponíveis no município de oferta do curso.

Neste momento o protocolo de recebimento de propostas de avaliação de novos cursos ou novas vagas em cursos de medicina já existentes está fechado. O Ministério da Educação vai inverter a lógica de abertura de cursos de medicina. Ao invés de receber propostas por demanda espontânea, quer escolher os cursos a serem abertos mediante critérios baseados no interesse público. Para tanto está elaborando um edital de chamamento público onde pretende estabelecer com clareza os critérios e a forma de pontuação com que serão avaliados. O objetivo é induzir a abertura de novas escolas ou vagas em regiões onde o número de vagas por habitante seja baixo como acontece na maioria dos estados da região Norte e Nordeste. O Edital está em elaboração, mas não tem prazo para ser concluído e lançado.

Entendo que a portaria é um avanço ao estabelecer critérios mais claros para a abertura e ampliação de vagas em cursos de medicina.  Põe um freio no verdadeiro “balcão de negócios” em que se transformou a abertura de escolas médicas no país.  Só em 2012 8 novos cursos foram autorizados pelo MEC, com critérios duvidosos. Por outro lado ainda é insuficiente para coibir a abertura  em municípios que já tem mais de um curso  e induzir os empresários da educação em investir em municípios e regiões onde estes cursos não estão disponíveis para a população.                                  

CFM realiza sessão plenária de fevereiro e recebe Dr. Mozart Sales

25/02/2013 às 0:06 | Publicado em Movimento médico, Waldir Cardoso | Deixe um comentário
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MozartParticipei, enquanto representante dos médicos do Pará no Conselho Federal de Medicina (CFM), da sessão plenária ordinária do mês de fevereiro, daquele colegiado, realizada nos dias 20,21 e 22 p.p. Além dos habituais julgamentos de Câmaras e de Pleno, nesta plenária recebemos a visita do Secretário de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SEGETS), do Ministério da Saúde, Dr. Mozart Sales e seu Secretário adjunto Dr. Fernando Meneses, que vieram debater com o plenário do CFM o resultado da segunda etapa da pesquisa Demografia Médica no Brasil realizada pelo Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Também participou do debate o acadêmico de medicina Vinícius Ciarlariello, novo presidente da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM).

Dr. Mozart Sales apresentou uma serie de informações e posicionamentos do Ministério da Saúde que tem relação com a categoria médica. Elogiou a iniciativa do CFM/CREMESP pela pesquisa Demografia Médica no Brasil; Defendeu que o Estado tenha papel importante na Regulação da profissão médica (formação, número de vagas, especialização, abertura de escolas, etc) para justificar as recentes portarias do MEC regulando a abertura de escolas médicas. Disse que com estas portarias o governo teve a coragem de fechar o “balcão de negócios” da abertura de escolas médicas no Brasil; Afirmou que existem 57 pedidos de abertura de escolas médicas em tramitação no MEC e que serão avaliadas de acordo com as novas regras; ratificou que o Ministério da Saúde está discutindo com o MEC a adoção do ENAD progressivo (teste de progresso) para a medicina com testes no 2º, 4º e 6º ano; Afirmou que o governo quer discutir a formação de especialistas definindo um número e tipo de especialidades que são estratégicas para o SUS. Informa que no ano de 2013 o governo vai criar mais 1690 novas bolsas de Residência Médica e o objetivo é ter 4.000 novas bolsas de Residência Médica até 2014.

Sobre a Carreira Médica entende que os pequenos municípios não tem condições de oferecer e fixar com carreira. Descartam uma Carreira Federal, porem estão incentivando os Estados a adotar Carreiras Estaduais de base municipal através de Fundações Públicas com contrato CLT, mobilidade, gratificações específicas. Irão destinar R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) para três estados (Pernambuco, Bahia e Distrito Federal) elaborarem estudos para a criação e viabilidade das carreiras médicas estaduais; insistiu que o Ministério da Saúde não abandonou, totalmente, a ideia da Carreira Federal para regiões isoladas, áreas indígenas, fronteiras. Estão discutindo a possibilidade da implementação com o Ministério da Fazenda e do Planejamento

Aproveitou para fazer referência ao Portal Saúde Baseada em Evidências e reconhecer que a ideia do portal foi do CFM. O Portal visa fornecer acesso rápido ao conhecimento científico por meio de publicações atuais e sistematicamente revisadas. As informações, providas de evidências científicas, são utilizadas para apoiar a prática clínica. Este ano pretendem gastar R$ 18.000.000,00 com o portal para viabilizar a tradução on line de parte dos artigos. Afirmou que este ano darão acesso ao Portal à todas as bibliotecas de cursos de medicina no país.

PlenárioAfirmou que o governo não vai fazer a política do “transbordamento do copo” para a categoria médica. Querem planificar, regular e chegar ao número e qualificação ideal de médicos para o país e para o SUS. Reconhece que há necessidade de mais investimentos em qualificação e valorização dos recursos humanos do SUS e que, para tanto, este ano a SEGETS teve um aumento de recursos de mais de 150% alcançando valores de mais de 1 bilhão de reais para gerir.

Especificamente quanto aos resultados da pesquisa Demografia Médica no Brasil reconheceu a qualidade do trabalho afirmando a necessidade de esclarecer pontos específicos que estão em desacordo com dados e pesquisas do Ministério da Saúde.

Ao final dos debates, ficou acertado um encontro das equipes técnicas do Ministério e do CFM/CREMESP para esclarecimentos metodológicos e para recolher sugestões para as etapas seguintes da pesquisa.

Em minha manifestação saudei a presença da DENEM na figura de seu novo presidente augurando que trabalhemos conjuntamente pela melhoria do formação dos médicos brasileiros. Para o Dr. Mozart Sales, lamentei que o MS esteja postergando a discussão e implementação da Carreira Especial (para médicos, odontólogos e enfermeiros) discutida no final do governo Lula e sugeri que a Dr.ª Maria Helena Machado seja ouvida pela SEGETS. Questionei que na elaboração de propostas de Planos de Carreira pelos estados não haja nenhum representante da região Norte, onde há extrema dificuldade de fixar médicos. Pugnei que o Pará seja incluído, imediatamente, no financiamento (garantido, em aparte, pelo Dr. Mozart). Sugeri que o Ministério da Saúde e as entidades médicas unam esforços para qualificar, ainda mais, a pesquisa da Demografia Médica no Brasil.

Leia o relatório completo da Plenária de fevereiro AQUI.                        

No Pará, portadores de hidrocefalia amargam falta de leito para cirurgia

12/02/2013 às 0:57 | Publicado em sindmepa | Deixe um comentário
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Crianças portadoras de hidrocefalia (doença que se caracteriza pelo aumento do líquido conhecido como líquor no interior da cabeça) atendidas pelo sistema público de saúde, convivem com um drama a mais no Pará: a falta de leitos nos hospitais referenciados para cirurgia. Para discutir o problema, o diretor do Sindmepa, Wilson Machado, participou de uma reunião com a chefe da coordenação estadual de saúde da criança, Ana Cristina Alvarez Guzo.

A coordenadora destacou que um dos problemas que emperra o atendimento e a realização de cirurgias em crianças com hidrocefalia na Santa Casa de Misericórdia, um dos hospitais referenciados para a especialidade, é o fato do hospital não ser credenciado junto ao Ministério da Saúde para atender este tipo de paciente.

Outro problema é a falta de eficácia da regulação, o sistema de distribuição de leitos na rede hospitalar. “A regulação não funciona, ficando cada hospital livre para fazer sua própria agenda. Então, cada um dá prioridade para os seus próprios pacientes”, explicou Ana Cristina Guzo.

A falta de uma equipe exclusiva para atendimento dos pacientes com hidrocefalia, como anestesista, já que a casa só dispõe de três profissionais nessa especialidade, e a falta de equipamentos adequados também contribui para agravar o problema dos portadores de hidrocefalia.

Só na Santa Casa de Misericórdia, mais de 80 pacientes estão na lista de espera para fazer a cirurgia. O alerta para o drama das crianças a espera de leito para cirurgia foi dado pelo auxiliar administrativo André Maciel, que denunciou ao Sindmepa estar há quatro anos na fila de espera para a realização de uma cirurgia no filho de 4 anos que nasceu com o problema.

Fonte: SINDMEPA                                        

CFM propõe ação de combate ao Escalpelamento

05/02/2013 às 20:26 | Publicado em Movimento médico, Waldir Cardoso | 2 Comentários
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EscalpeParticipei ontem de importante reunião da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Conselho Federal de Medicina (CFM). Esta Comissão é presidida pelo Dr. Henrique Batista, Secretário Geral do CFM, e Coordenada pelo médico Ricardo Paiva, ícone da luta pelos direitos sociais no movimento médico.

Com o objetivo de diminuir os casos de escalpelamentos na região Norte do país, a CAS organiza uma campanha publicitária sobre o assunto. Deste novo encontro participaram representantes da Secretaria de Estado da Saúde do Pará, da Marinha Brasileira, do Ministério da Educação, e da Associação de Vítimas de Escalpelamento.

O objetivo é orientar a população ribeirinha a se transportar com segurança. A proposta é trabalhar de forma articulada a fim de prevenir acidentes desta origem, que fez centenas de vítimas, nos últimos anos, nos estados do Pará e Amapá. Só no Pará foram 391 vítimas desde 1979.

 O esclapelamento é causado pelo eixo que transfere a força do motor à hélice e que passa pelo meio dessas embarcações. Como em muitas delas a engrenagem não é coberta por nenhum tipo de proteção, o escalpelamento acontece quando os cabelos da passageira se enroscam no eixo, que continua a girar, arrancando o couro cabeludo.

 A proposta do CFM é mostrar a importância das mulheres prenderem o cabelo nessas viagens. A campanha também incentivará os barqueiros a cobrirem o eixo motor, ação gratuita e realizada pela Marinha. Entretanto por medo de represarias os donos dos barcos acabam fugindo da fiscalização.

O setor de Comunicação do CFM apresentou a proposta de mídia para a campanha. A atriz paraense Dira Paes aceitou ser a “madrinha” da campanha e vai gravar sua participação, gratuitamente, logo após o final das gravações da novela que, neste momento, lhe toma todo o tempo disponível. Foi apresentado modelo de cartaz que serão distribuídos nos estados do Pará e Amapá.

Presentes, a Sra. Socorro Silva, Coordenadora de Mobilização Social e a enfermeira Dione Cunha, Diretora Pública de Atenção Integral à Saúde, representantes da Secretaria Estadual de Saúde do Pará, apresentaram o Programa de Prevenção de Escalpelamento por acidente de motor da Secretaria de Saúde do Pará e informações sobre o histórico de trabalho da SESPA no enfrentamento do problema. Apresentaram a portaria de 2008 que criou a Comissão Estadual de Erradicação dos acidentes com escalpelamento no Estado do Pará e os avanços obtidos até o momento com o trabalho. O estado do Pará tem 391 casos catalogados e atendidos desde 1979.

Por fim foi proposto, e aprovado, que a campanha será desencadeada tão logo o vídeo e áudio sejam gravado com a atriz Dira Paes e o material impresso esteja pronto. Todo o financiamento será responsabilidade do Conselho Federal de Medicina. Aprovamos também solicitar audiência com o Ministro da Saúde e articular a realização de audiência pública na Câmara dos Deputados.

A iniciativa é uma demonstração cabal do compromisso do CFM e dos médicos com a saúde pública, particularmente, daqueles que mais precisam.

Fonte: CFM                                    

No Senado, PEC 34/11 cria carreira de médico de Estado

02/02/2013 às 11:03 | Publicado em Movimento médico, Política | Deixe um comentário
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VitalA criação de carreiras de Estado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser um caminho para melhorar o atendimento à população nos serviços públicos de saúde. Quem aposta nessa possibilidade é Vital do Rêgo (PMDB-PB), que apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC 34/11) criando a carreira de médico de Estado. A matéria está pronta para ser votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Os médicos de Estado serão selecionados por meio de concurso público e deverão exercer as atividades exclusivamente no SUS. A estabilidade será conquistada após três anos de efetivo exercício e as promoções na carreira obedecerão a critérios de antiguidade e merecimento.

O cargo exigirá que o profissional resida no município ou na região metropolitana da respectiva lotação. Quanto à remuneração, será feita por subsídio, fixado em lei e escalonado, em nível federal, estadual e municipal, conforme as respectivas categorias da estrutura orgânica da medicina do Estado.

A diferença de remuneração entre cada uma dessas ­categorias não poderá ser superior a 10% ou inferior a 5%, proibindo-se que o subsídio mensal exceda a 95% da remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Uma regra de transição foi incluída na PEC 34/11 para permitir aos atuais médicos servidores da União, dos estados e dos municípios ingressarem na nova carreira. Quem não fizer essa opção ficará lotado numa carreira em extinção no SUS.

A fiscalização da atuação desses profissionais será ­realizada pelos conselhos de medicina, assegurando-se aos médicos de Estado estáveis critérios e garantias especiais para a perda do cargo. Quem tiver desempenho considerado insuficiente somente perderá o cargo após passar por um processo administrativo em que lhe seja assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Leia mais: Lei vai levar profissionais para o interior do país.

Fonte: Agência Senado                                           

Conselho Federal de Medicina defende o parecer 39/2012 sobre disponibilidade obstétrica

31/01/2013 às 0:01 | Publicado em Movimento médico, Saúde | Deixe um comentário
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CFMO Conselho Federal de Medicina (CFM) reiterou na quinta-feira (24) da semana passada posição expressa em seu Parecer 39/2012, que define critérios para a chamada disponibilidade obstétrica. Em nota divulgada à sociedade, o CFM afirma que o documento não autoriza ou orienta o médico a fazer cobrança de taxa extra para acompanhar a realização de parto. Segundo a entidade, a orientação dada tem sofrido distorções por parte de alguns gestores e operadoras de planos de saúde.

“Inclusive, entende-se que a nota divulgada à sociedade pela ANS, em 16 de janeiro, não se contrapõe ao parecer do CFM 39/2012, solicitando apenas alguns esclarecimentos que serão providenciados e remetidos em breve”. Segundo o Conselho,  os médicos não querem penalizar ou criar problemas para as gestantes. O que se buscou com o parecer foi criar mecanismos que viabilizam o bom atendimento, com foco no equilíbrio das relações entre as operadoras e os médicos e a garantia de cobertura pelas empresas às gestantes.

Na nota, o CFM explica que o parecer define que o honorário do parto do médico não pode ser custeado parte pelo plano de saúde e parte pela paciente. O pagamento deve ter origem em apenas uma fonte. “Se isso ocorre, não há dupla cobrança ou pagamento extra, este acordo não é antiético”, esclarece.

O documento informa ainda que se a mulher tiver interesse em que este obstetra a acompanhe em todas as etapas da gestação (inclusive no parto), ambos poderão firmar acordo fixando valor para que a disponibilidade obstétrica aconteça fora do plano de saúde. O pagamento gerará recibo que poderá ser usado em pedido de ressarcimento junto às operadoras ou ao imposto de renda.

A mulher que não optar por esse acompanhamento presencial poderá fazer todo o seu pré-natal com um médico e fazer o parto com profissional disponibilizado em hospital de referência indicado pelo plano de saúde. Esta possibilidade já estará coberta pelo valor pago por ela mensalmente.

Finalmente, o CFM defende a ampliação do debate ao redor do tema, com a participação dos diversos segmentos envolvidos para assegurar o cumprimento de todos os aspectos legais e a definição de valores justos pela disponibilidade obstétrica do médico (a ser paga pelas operadoras).

Neste aspecto, a nota aponta o desequilíbrio no setor. Levantamento realizado pela Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp) revela que as operadoras de plano de saúde pagam ao médico, em média, R$ 353,00 pela realização de um parto. De 44 planos, 20 pagam de R$ 160,00 a R$ 300,00 pelo procedimento; outros 21, de R$ 304,00 a R$ 480,00; dois de R$ 528,00 a R$ 660,00; e apenas um o valor de R$ 1.181,40.

Fonte: CFM

Vamos errar de novo?

07/09/2010 às 0:05 | Publicado em Política | Deixe um comentário
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por FERREIRA GULLAR, artigo publicado na Folha de SP em 05-09-2010

FAZ MUITOS ANOS já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.
Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria.

Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.

Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado “essa gente de Ipanema” de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação -como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar- ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.

Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura -o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.

Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve. CONTINUA: VAMOS ERRAR DE NOVO – Ferreira Gullar.

Temporão institui Comissão Especial para elaboração de PCCV no SUS

31/08/2010 às 0:10 | Publicado em Movimento médico, Saúde | Deixe um comentário
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Minstro da Saúde institui portaria em que cria Comissão Especial para estudo e elaboração de proposta de Carreira para o SUS abrangendo, inicialmente, os médicos, os cirurgiões-dentistas e os enfermeiros. A portaria é uma vitória das entidades médicas, particularmente da FENAM, que, desde 2004, vem insistindo junto ao Ministério da Saúde a necessidade da criação de carreira médica no SUS. A presente portaria visa criar a carreira para médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas para regiões de difícil provimento destes profissionais. A FENAM e o CFM são as entidades médicas que integram a Comissão.

Conheça a portaria na íntegra: Portaria 2.169 MS proposta de carreira para o SUS

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