CAP se posiciona contrária a internação compulsória sem critérios técnicos

28/04/2013 às 19:22 | Publicado em Movimento médico, Waldir Cardoso | Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , ,

Prestando contas 4

Esta semana, participei da reunião da Comissão de Assuntos Políticos das entidades médicas nacionais, realizada na sede da Associação Médica de Brasília. A Comissão analisa e emite parecer sobre projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional.

 Desta reunião destaco a análise do  PL 4911/2012, da lavra do Deputado Onofre Santo Agostini, que prevê a internação compulsória de pessoas usuárias de drogas. A Câmara Técnica de Psiquiatria do CFM entende que este instituto já está previsto na lei, mais especificamente na Lei 10.216/2001 (art. 6º). Deliberamos que as entidades médicas são contrárias. O PL foi então considerado relevante e vai para agenda de saúde responsável.

 Por extensão decidimos manifestar a mesma posição sobre o PL 7663/2010, do Deputado Osmar Terra, que autoriza a internação compulsória de dependentes químicos (Leia mais). Os médicos entendem que existem casos clínicos que indicam a necessidade de internação compulsória, mas estão contemplados com a forma já prevista no já referido art. 6º da Lei 10.216/2001. Ou seja,  prevê a indicação por um médico e tem a  interveniência do judiciário (Juiz e Ministério Público).

 O PL 7663/2010 está na pauta para votação na Câmara dos Deputados e é grande preocupação dos movimentos sociais. Consideramos a internação compulsória ampliada uma afronta aos direitos humanos. E não resolve o problema do consumo de drogas. O Conselho Nacional de Saúde já se posicionou contrário ao projeto e, juntos, vamos trabalhar pela sua rejeição (leia mais).

Anúncios

Aprovada pelo CFM Medicina de Emergência como Especialidade Médica

20/04/2013 às 12:39 | Publicado em Waldir Cardoso | 1 Comentário
Tags: , , , , , , ,

plenaria_emergenciaEsta semana participei da Plenária Ordinária do Conselho Federal de Medicina. Um dos temas discutidos foi a Urgência e Emergência como especialidade médica.

O Plenário, por unanimidade, aprovou a proposta da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do próprio CFM para que seja criada a especialidade de Medicina de Emergência.

 O assunto é antigo. Há mais de dez anos o movimento médico debate a matéria do ponto de vista técnico e político. Noâmbito dos Conselhos de Medicina é assunto constante nos Fóruns Estaduais, Regionais e Nacional organizados pelas Câmaras Técnicas dos Conselhos Regionais e Federal, Plenos Nacionais e Encontros Nacionais de Conselhos de Medicina.

 Recebemos no plenário os membros da Câmara Técnica de Urgência e Emergência Jefferson Piva, Luis Alexandre Borges, Marcio Rodrigues e Nadine Clausell que trouxeram sua experiência e acúmulo de discussão sobre o assunto.

 O grupo propôs a criação da Especialidade Medicina de Emergência e Residências Médicas em Medicina de Emergência, com entrada direta. A Terapia intensiva foi usada como parâmetro para contradizer que os Emergencistas poderiam tirar mercado de trabalho ou ocupar espaço de competência de outras especialidades.

 A Tragédia de Santa Maria também foi apresentada como exemplo da necessidade de qualificar a formação em Emergência e reconhecer a Medicina de Emergência como especialidade médica. O nome Medicina de Emergência é defendido por ser um nome já consagrado internacionalmente.

 Após o final das exposições e esclarecimentos o grupo expositores retirou-se e o assunto foi colocado em discussão entre os Conselheiros Federais. Após os debates a criação da especialidade de Medicina de Emergência foi aprovada por unanimidade. Leia mais AQUI

O próximo passo é discutir a proposta no âmbito da Associação Médica Brasileira e, posteriormente, na Comissão Nacional de Residência Médica. Só pelo consenso destas três instâncias é que a Medicina de Emergência tornar-se-á a 54ª especialidade médica brasileira.

25 de abril: Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

08/04/2013 às 20:45 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , , , , ,

Em 25 de abril, os médicos de todo o País participarão do Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde. Trata-se de mais uma etapa na estratégia de luta contra os abusos antiéticos praticados pelos empresários que têm penalizado profissionais e pacientes.

A manifestação é referendada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam), assim como por suas filiadas e federadas. Portanto, todas as entidades médicas do Brasil são corresponsáveis pelo sucesso do protesto, fator que aumenta nossa responsabilidade e exige empenho máximo de cada um.

Da pauta de reivindicações já encaminhada às operadoras e divulgada às autoridades e à sociedade constam:

1-         Reajuste das consultas, a partir de critérios a serem definidos em cada Estado, tendo como referência a CBHPM em vigor (2012);

2-         Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM em vigor (2012);

3-         “Por uma nova contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais”;

4-         Rehierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM;

5-         Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

Os cinco itens exprimem o histórico de lutas das entidades médicas por melhorias no setor. Além do reajuste adequado dos valores das consultas e procedimentos, intenta-se adotar um contrato universal entre operadoras e prestadores, de acordo com as proposições que apresentamos à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No que diz respeito à rehierarquização, entendemos ser necessário dar início a estudos para implementação de nova Hierarquização dos Procedimentos médicos constantes da CBHPM, sob a supervisão  das entidades médicas e controle da AMB.

Para que o 25 de abril seja bem sucedido, as Comissões Estaduais (compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades) marcarão assembleias da categoria para definir encaminhamentos sobre o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde, com especial atenção à divulgação do ato de convocação e dos atos aprovados.

O formato do protesto em cada Estado será definido nestas reuniões organizadas pelas entidades médicas locais, que ficaram encarregadas de organizar as atividades previstas para garantir a adesão da categoria ao Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde.

Entre as possibilidades de mobilização estão a realização de atos públicos, audiência públicas, plenárias de médicos e coletivas de imprensa tendo como foco os problemas na saúde suplementar e as reivindicações dos profissionais.

Todos os encaminhamentos serão divulgados pelos veículos de comunicação institucionais (jornais, revistas, sites, portais, newsletter, redes sociais e outros) e por meio da imprensa em geral.

Lembramos que o sucesso da mobilização no dia 25 de abril é fundamental para fortalecer a luta em prol das reinvindicações dos médicos e da melhora do atendimento.

 Associação Médica Brasileira        Conselho Federal de Medicina      Federação Nacional dos Médicos

 

Sugestões dos médicos à Presidente Dilma Rouseff

06/04/2013 às 18:17 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

OFÍCIO CFM Nº 2966 /2013                                       Brasília-DF, 4 de abril de 2013.

A Sua Excelência a Senhora
Dilma Rousseff
Presidenta da República
Presidência da República – Palácio do Planalto, 3º Andar
Brasília – DF
CEP: 70150-900

Excelentíssima Senhora Presidenta da República,

O compromisso dos médicos com o país dialoga com Vosso engajamento histórico na defesa da democracia, do interesse público, da prática da boa medicina, da oferta de serviços de saúde de qualidade e da defesa do aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Por meio de suas entidades representativas, os 400 mil médicos brasileiros têm manifestado seu firme e incondicional apoio às tentativas de universalizar o acesso da população à Saúde, direito previsto na Constituição de 1988.
Demonstração deste esforço contínuo aparece na participação ativa dos médicos nos debates sobre o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), na busca pela qualificação da formação médica e pela melhor distribuição dos médicos pelo território nacional.
Assim, ressaltamos mais uma vez nossa preocupação com a oferta de condições efetivas para o exercício da Medicina em benefício da sociedade, o que implica no desenvolvimento de proposta concreta que viabilize a presença de médicos em todas as áreas
consideradas de difícil provimento, inclusive nas periferias de grandes centros urbanos, e o aperfeiçoamento do ensino médico brasileiro.
Ressaltamos a disposição dos médicos brasileiros, por meio de suas entidades representativas, de contribuir e participar deste processo, cujos desdobramentos poderão ter efeitos duradouros e assegurar a extensão das conquistas anunciadas na esfera econômica ao campo das políticas sociais.

SUGESTÕES DOS MÉDICOS BRASILEIROS

Os itens a seguir sintetizam o entendimento dos médicos sobre soluções possíveis para assegurar a interiorização da Medicina e do Médico; a qualificação da formação de futuros profissionais (em todas as suas etapas); e o aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento, gestão e controle. Nosso objetivo é contribuir para a melhora do acesso à assistência em saúde com qualidade.
Essas contribuições resultam: de debates que têm sido empreendidos em todas as esferas do movimento médico; da experiência acumulada pelos profissionais e lideranças médicas que atuam diretamente nas unidades assistenciais; do intercâmbio de informações a respeito do funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) efetuadas pelos médicos junto aos pacientes e gestores públicos; e das conclusões dos dois volumes do estudo Demografia Médica, recentemente lançados.

As sugestões estão agrupadas em três grandes blocos:

1) Interiorização da medicina e trabalho médico

a) A criação de uma carreira de Estado – sob responsabilidade da União – para os médicos que atuarão na rede pública (SUS) nos locais de difícil acesso e provimento com o objetivo de estimular a migração e a fixação dos médicos. Tal proposta deve se ater a aspectos como:
– a instalação de infraestruturas física e de equipamentos adequadas nos municípios como forma de garantir a oferta de assistência em saúde dentro de padrões de qualidade, que possibilitem a materialização dos princípios do SUS;
– a formação de uma rede eficaz e eficiente de referência e contra referência, fundamental para a realização de diagnósticos e a prescrição de tratamentos;
– a definição de um programa de educação continuada (presencial e à distância), permitindo aos profissionais ingressados na carreira a atualização de conhecimentos, o que oferecerá ao usuário do SUS acesso a profissionais qualificados;
– a elaboração de um plano de progressão e promoção funcional para os ingressos, nos moldes dos empregados atualmente pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, o que seria fator de estímulo à adesão em médio e longo prazos;
– a oferta de remuneração compatível com a formação, a responsabilidade e o compromisso exigidos dos profissionais.
b) A implantação de Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) para todos os médicos que atuam na rede pública;
c) A fixação de valor mínimo de remuneração para o médico em atividade no SUS, tendo como parâmetro o piso nacional da categoria;
d) O fortalecimento do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) como forma de acesso de médicos estrangeiros e de brasileiros portadores de diplomas de Medicina obtidos no exterior ao mercado brasileiro, garantindo, assim, ao
país um instrumento justo, idôneo e transparente para mensuração do conhecimento e da competência desses profissionais.

2) Aperfeiçoamento do processo de formação médica

a) A qualificação do ensino médico a partir da observação dos seguintes aspectos:
– a oferta de grade curricular adequada, com a inclusão de disciplinas que valorizem a formação técnica, clínica e deontológica, além de fortalecimento do compromisso social dos futuros médicos com o modelo assistencial brasileiro;
– a presença de corpo docente exclusivo, preparado para o desafio do ensino médico e comprometido com a formação dos futuros profissionais;
– a existência de hospital-escola e campo de atuação na área de atenção básica (ambos exclusivos), que são instrumentos fundamentais para a formação prática dos médicos;
– a realização de avaliações pelo Ministério da Educação para aferir a excelência do ensino e dos egressos das escolas, com o fechamento daquelas unidades (ou de parte de suas vagas) caso não atendam aos critérios exigidos;
– a não abertura de novas escolas e nem ampliação no número de vagas nas já existentes.
b) – A garantia pelo Ministério da Educação da oferta de vagas em programas de residência médica (com infraestrutura e preceptoria adequadas) de forma a atender o total de egressos/ano das escolas médicas e a demanda identificada a partir de diagnósticos das necessidades regionais e nacionais.

3) Aperfeiçoamento dos instrumentos de financiamento, gestão e controle

a) O aumento real da participação do Estado no financiamento da Saúde, com a destinação de um mínimo de 10% da Receita Bruta da União para o setor.
b) O apoio à tramitação e votação do PLS nº 174/2011, que institui a Lei de Responsabilidade Sanitária (LRS) no Brasil, oferecendo aos gestores e à sociedade mecanismos para assegurar a transparência na execução e fiscalização das políticas públicas de saúde, inclusive com a fixação de metas e a possibilidade de punição de gestores que não as cumpram;
c) A criação de uma escola especializada na formação e na qualificação de gestores em Saúde Pública (para atuação no âmbito do SUS em suas três esferas) que os tornem aptos a:
– exercer o efetivo gerenciamento do uso dos recursos disponíveis, evitando desperdícios, o mau uso do recurso público e a possibilidade de fraudes ou casos de corrupção;
– compreender a estreita relação entre os indicadores epidemiológicos e a necessidade de planejamento para enfrentar a demanda existente;
– gerenciar cenários de crise, assegurando a tranquilidade necessária ao seu enfrentamento e oferecendo à sociedade respostas efetivas para os problemas registrados;

Em nome dos médicos brasileiros, por meio de suas entidades representativas, ressaltamos o interesse da classe em contribuir para o aperfeiçoamento da assistência no País, tornando efetivas as diretrizes do SUS.

Carlos Vital Correia Lima, Presidente em exercício Conselho Federal de Medicina; Geraldo Ferreira Filho, Presidente da Federação Nacional dos Médicos e Jorge Carlos Machado Curi Presidente em Exercício Associação Médica Brasileira

25 de abril é o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

05/03/2013 às 17:01 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

comsuEm reunião convocada pela Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU), mais de 100 representantes de entidades médicas – dentre associações, conselhos, sindicatos e sociedades de especialidades – aprovaram o dia 25 de abril como o Dia Nacional de Alerta aos planos de saúde.

Nesta data, a critério das entidades médicas locais, serão realizados atos públicos, como audiências nas Câmaras Legislativas, com a presença do Judiciário estadual, órgãos de defesa do consumidor, Ordem dos Advogados do Brasil e outras representações. Também ocorrerão, conforme deliberação em assembleia estadual, manifestações de rua e, se necessária, suspensão do atendimento de consultas e procedimentos eletivos, mantendo sempre a assistência nos casos de urgência e emergência. 

Desde 2010, o movimento se consolida, ganha visibilidade na mídia, desperta a atenção de parlamentares e tem apoio da opinião pública. Já é grande a adesão e movimentação dos médicos, desde a deliberação da manifestação, em plenária ampliada da COMSU, que aconteceu na sede da APM, no dia 1º de março. O encontro (foto) contou com a presença de lideranças médicas de todo o país.

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES

1) Reajuste das consultas, a partir de critérios a serem defi nidos em cada Estado;

2) Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM em vigor (2012);

3) Por uma nova contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais;

4) Rehierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM;

5) Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

Leia mais informações do movimento médico na Saúde Suplementar no Boletim nº 20 da COMSU.

 

1º Encontro Nacional de Mulheres das Entidades Médicas

10/12/2010 às 0:05 | Publicado em Movimento médico | 4 Comentários
Tags: , , , , , , , ,

Carta do Recife

O I Encontro Nacional de Mulheres das Entidades Médicas, com a participação de lideranças femininas no movimento médico brasileiro, foi realizado em Recife, no dia 10/09/2010 na sede da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), com o fim de debater questões específicas do gênero no exercício da profissão e, também, a inserção nas lutas da categoria dentro da política médica e nacional.

Foram discutidos temas como vulnerabilidade e discriminação de gênero, salário e condições de trabalho, violência, legislação e direitos da mulher e a imperiosidade da ação política.

As análises relevaram a importância dos seguintes fatos:

– A presença expressiva de mulheres médicas na sociedade brasileira;

– O número crescente de mulheres nas escolas de medicina nos anos mais recentes;

– As peculiaridades do mercado de trabalho para a mulher médica, suas dificuldades de progressão nos estudos de pós-graduação, por ter mais incumbências em outras esferas;

– O desrespeito às características da condição feminina em vários serviços que não oferecem acomodações e/ou sanitários diferenciados;

– A necessária participação feminina nas entidades médicas como garantia de equidade e equilíbrio nas lutas da categoria;

– A sub-representação de mulheres nas entidades médicas, notadamente em funções decisórias ou de maior visibilidade política;

– O reconhecimento governamental da baixa representatividade de mulheres nas eleições gerais, mediante a promulgação da lei de número 9.504- 30/09/1997, para assegurar um número mínimo de 30% de candidaturas femininas, por partido político;

– A essencialidade da discussão livre e democrática sobre a realidade das mulheres médicas para a efetivação de mudanças deste cenário restritivo.

Diante desta realidade, as médicas reunidas no plenário decidiram constituir e defender uma pauta de reivindicações e comunicá-la às diretorias de todas as Entidades Médicas Nacionais (CFM, FENAM, AMB), bem como suas filiadas regionais e Sociedades de Especialidades, expressa a seguir:

– Realização de Fóruns de Discussão organizados pelas entidades médicas sobre discriminação de gênero, assim como espaço permanente para esta temática nas diversas publicações institucionais;

– Fiscalização sistemática e efetiva dos locais de trabalho para assegurar o cumprimento das leis trabalhistas e dos direitos consagrados da mulher, além das condições de segurança, conforto e higiene necessários para o desempenho das funções;

– Formulação, pelas entidades nacionais, de programas de esclarecimento e estímulo à plena qualificação profissional da mulher médica nos processos de educação continuada, especialização e pós-graduação;

– Estabelecimento da obrigatoriedade de cota mínima de 30% de mulheres na composição das diretorias de todas as entidades médicas;

– Discussão, nas respectivas entidades, das necessárias modificações estatutárias para assegurar a participação de cota mínima de mulheres em suas diretorias;

– Definição e ampla divulgação de cronograma de revisão estatutária pelas respectivas entidades, objetivando o estabelecimento da cota mínima de 30% de mulheres na composição das diretorias;

– Revisão do estatuto da FENAM para assegurar a representação democrática de todos os estados da federação em sua diretoria;

– Suporte técnico e financeiro das entidades médicas, para a realização do II Encontro Nacional de Mulheres nas Entidades Médicas, a ser realizado em março de 2011 no Rio Grande do Sul,   em reconhecimento da importância presente e futura da atuação feminina na medicina.

Reiteramos nossos princípios na defesa intransigente de mudanças que alicerçarão relações éticas entre médicos e a ampliação da cidadania brasileira, na perspectiva da equidade de gênero.

Recife, 10 de setembro de 2010.

 

Assinam esta carta mulheres participantes das entidades médicas abaixo:

 

Associação Médica Brasileira, Associação Brasileira de Mulheres Médicas, Associação Paulista de Mulheres Médicas, Associação Médica de Pernambuco, Conselho Federal de Medicina, Conselho Regional de Medicina da Bahia, Conselho Regional de Medicina de Brasília, Conselho Regional de Medicina Pernambuco, Conselho Regional de Medicina de Sergipe, Federação Nacional dos Médicos, Sindicato dos Médicos de Alagoas, Sindicato dos Médicos da Bahia, Sindicato dos Médicos de Brasília, Sindicato dos Médicos de Pernambuco, Sindicato dos Médicos do Piauí, Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul, Sindicato dos Médicos de São Paulo, Sindicato dos Médicos de Sergipe, Sindicato dos Médicos do Tocantins.

 

Presentes: Áurea Inez M. Meireles – SINDMED – BA, Carla Cristine Bezerra – SIMEPE – PE, Cláudia Beatriz Silva –  SIMEPE – PE, Cristiane S. de Oliveira – SINDMED – BA, Débora Angeli – CREMEB/SINDMED – BA, Edilma de A. Lins Barbosa – SIND. MÉDICOS – AL, Glória Tereza L. B. Lopes – SINDMED – SE, Helena M. Carneiro Leão – CRM – PE, Jane M. C. Lemos – Associação Médica de Pernambuco/AMPE, Janice Painkow – SIMED – TO, Josélia Nunes – CRM – DF, Lúcia Arbex – CRM – BA, Lúcia M. S. A. dos Santos – SIMEPI – PI, Marilene Rezende de Melo – Associação Brasileira de Mulheres Médicas e Associação Paulista de Mulheres Médicas, Maria das Graças Santos – SIMESP – SP, Maria de Lourdes C. David (Malu David) – SIMEPE – PE, Maria Gorete M. G. de Araújo – SIND. MÉDICOS – AL, Maria Rita de Assis Brasil – SIMERS – RS, Raquel Carvalho de Almeida – SINDMÉDICO – DF, Renê Patriota – ADUSEPS – PE, Rita Virgínia M. Ribeiro – CRM – BA, Stela Maris Grespan – SIMESP – SP, Sumaia Boaventura André – CRM – BA, Tilma Belfort de Moura – SIMEPE – PE, Verônica G. F. Cisneiros – SIMEPE – PE. Convidada: Gabrielle B. Sales – Faculdade Christus – CE (advogada, doutoranda em bioética).

Fonte: Glória Tereza L. B. Lopes – SINDMED – SE

Comissão de Saúde Suplementar lança Boletim 07

06/12/2010 às 18:23 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , ,

A Comissão nacional de Saúde Suplementar, coordenada pelo Conselheiro Aloísio Tibiriça e integrada por representantes da FENAM, CFM e AMB lança mais uma edição de seu Boletim Informativo eletrônico. Os Boletins tem por objetivo manter a categoria informada das atividades da Comissão, das lutas e posições defendidas pelas entidades médicas no que tange à saúde Suplementar.

Desejamos boa leitura e aguardamos críticas e sugestões: Boletim COMSU 7

 

 

Em nota, FENAM expressa preocupação com escolha de diretores da ANS

29/11/2010 às 0:05 | Publicado em Movimento médico | Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , , , ,

As entidades médicas nacionais – Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – divulgaram, nesta quinta-feira (25), nota na qual expressam preocupação com a escolha dos futuros diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para as entidades, as indicações “devem se pautar por perfis de profissionais detentores de conhecimento técnico, reputação ilibada e reconhecida idoneidade moral e ética, garantindo a independência nas decisões do órgão”.

O documento ainda assinala que os futuros diretores não devem estar implicados em possíveis conflitos de interesses e que, na escolha, deve prevalecer “o interesse público nas ações da ANS de normatização, controle e fiscalização das atividades dos planos e seguros de saúde privados”. A nota será encaminhada à presidente eleita, Dilma Rousseff; ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão; e a parlamentares e outras autoridades.

A nota, que foi discutida no âmbito da Comissão de Saúde Suplementar (Comsu), decorre da preocupação da entidade quanto à recomposição da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tendo em vista o término dos mandatos do Diretor de Gestão e do Diretor de Desenvolvimento Setorial.

“As principais decisões da ANS são tomadas de forma colegiada. A presença de diretores comprometidos com o sistema de saúde brasileiro, com o interesse público e desvinculados de interesses privados, é imprescindível para assegurar a necessária isenção na tomada de decisões que afetam a saúde e a vida de milhões de brasileiros”, alertam as entidades.

A ANS tem por finalidade institucional promover a defesa do interesse da sociedade na assistência suplementar, setor que atualmente envolve cerca de 43 milhões de pessoas assistidas pelos planos e seguros de saúde vinculados a 1.195 operadoras de planos privados de assistência médica. Em 2009, o setor suplementar realizou 4,7 milhões de internações e mais de 223 milhões de consultas.

Leia a íntegra da nota: AQUI

Fonte: CFM

CFM e AMB lançam Programa de Atualização Baseado em Diretrizes

18/11/2010 às 8:57 | Publicado em Movimento médico | 4 Comentários
Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

A Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceira com a Artmed Panamericana Editora, por meio do SEMCAD (Sistema de Educação Médica Continuada a Distância), lançam o PRODIRETRIZES, Programa de Atualização Baseado em Diretrizes.

De acordo com os revisores do Programa Diretrizes Nathalia C. Andrada e Ricardo Simões, todas as diretrizes foram processadas pedagogicamente, de acordo com a dinâmica dos programas do SEMCAD, criando um texto atraente, com vários lembretes das partes mais relevantes e um caso clínico real para ser discutido sobre o assunto, com a intenção de reforçar a aplicabilidade do texto.

Segundo Nathalia, a seleção de cada Ciclo busca a diversificação das áreas da medicina. Outro grande diferencial, conforme ressalta Dr. Ricardo, está no foco das diretrizes que está voltado para o paciente, com suas características individuais, inclusive contemplando as minorias.

Como funciona o PRODIRETRIZES

O ingresso no primeiro Ciclo do PRODIRETRIZES pode ocorrer em qualquer momento ao longo de 12 meses e de qualquer lugar do país, pois os módulos são entregues em casa. A Associação Médica Brasileira (AMB) outorgará certificado de 80 horas/aula aos aprovados na avaliação final de cada ciclo do Programa de Atualização Baseado em Diretrizes da AMB para contabilizar pontos para a carreira profissional.

Os inscritos no PRODIRETRIZES têm acesso ao e-learning, um ambiente virtual de aprendizagem. Nele é possível encontrar o Clipping Medicina, com informações especializadas em cada área de atuação: entrevistas com especialistas, matérias e notícias científicas e eventos relevantes, e o Dynamed, um dos três bancos de dados da área médica mais completos do mundo, com acesso irrestrito a mais de 3 mil tópicos clinicamente organizados. E, mais uma vantagem, é o desconto de 15% na compra de livros do catálogo do Grupo A, que inclui Artmed e Artes Médicas.

Programas do PRODIRETRIZES existentes:

• Programa de Atualização em Neonatologia (PRORN)

• Programa de Atualização em Medicina Intensiva (PROAMI)

• Programa de Atualização em Clínica Médica (PROCLIM)

• Programa de Atualização em Medicina de Urgência (PROURG EN)

• Programa de Atualização em Ginecologia e Obstetrícia (PROAG O)

• Programa de Atualização em Cirurgia (PROACI)

• Programa de Atualização em Otorrinolaringologia (PRO-ORL )

• Programa de Atualização em Traumatologia e Ortopedia (PROAT O)

• Programa de Atualização em Cardiologia (PROCARDIOL)

• Programa de Atualização em Medicina de Família e Comunidade (PROMEF)

• Programa de Atualização em Terapia Intensiva Pediátrica (PROTIPED)

• Programa de Atualização em Endocrinologia e Metabologia (PROENDÓCRINO)

O PRODIRETRIZES tem a coordenação do diretor científico da AMB,Edmund Chada Baracat e do coordenadordo Programa Diretrizes, Wanderley Marques Bernardo e a direção acadêmica de Nathalia C. Andrada e Ricardo Simões.

VEJA COMO ADQUIRIR O PRODIRETRIZES

Fonte: AMB

Reunião Pró-SUS aborda salário do médico e carreira especial do SUS

17/11/2010 às 16:24 | Publicado em Movimento médico, Waldir Cardoso | 3 Comentários
Tags: , , , , , , , ,

A Comissão Pró-SUS, formada por integrantes da Federação Nacional dos Médicos, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira se reuniu no dia 17 de novembro para discutir ações relevantes para o movimento médico.

Um dos assuntos abordados foi o Projeto de Lei 3.734/08, que estabelece o salário mínimo dos médicos e cirurgiões-dentistas do setor privado em R$ 7.000,00. O relator do projeto, deputado José Guimarães (PT/CE), foi convidado para a reunião, mas não pode comparecer devido a compromissos na Câmara.

O assessor parlamentar da Comissão, Napoleão Puentes, que também participou da reunião, fez um breve parecer sobre as perspectivas das ações da Frente Parlamentar da Saúde da Câmara dos Deputados. Uma reunião com o presidente da Frente, deputado Darcísio Perondi (PMDB/RS), será agendada pelos membros da Pró-SUS ainda este ano.

Durante o encontro, também foram apresentadas as informações preliminares da Comissão Especial do Ministério da Saúde para criação da Carreira Especial para Fixação de Profissionais de Saúde em áreas de difícil provimento e/ou acesso. A princípio, a carreira terá como prioridade a fixação de médicos, cirurgiões-dentistas e enfermeiros na atenção básica e em áreas de difícil acesso e provimento no âmbito do Sistema Único de Saúde.

As estratégias, estipuladas durante a reunião, serão apresentadas à diretoria das entidades médicas para que sejam efetivamente aprovadas. A Comissão definiu ainda que voltará a organizar os Fóruns Regionais Pró-SUS, propondo realizar um por semestre em cada região.

Fonte: FENAM (Taciana Geisel) e CFM.

Próxima Página »

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.