Angiologistas e cirurgiões vasculares ameaçam greve por reajuste

26/11/2010 às 0:11 | Publicado em Movimento médico | 2 Comentários
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A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) entra na guerra contra os planos de saúde e lança hoje uma campanha para reivindicar melhor remuneração. Será dado prazo de 60 dias, a contar de 1.º de dezembro, para negociação. Os médicos ameaçam entrar em greve caso um acordo não seja alcançado. Iniciativas similares foram realizadas por cardiologistas, pediatras, anestesistas e ginecologistas.

O presidente da SBACV, Guilherme Pitta, explica que o objetivo da campanha é cobrar das operadoras de saúde a implantação da 5.ª edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) – tabela da Associação Médica Brasileira (AMB) que representa o parâmetro mínimo de remuneração médica.

Segundo Pitta, o valor médio pago por uma consulta no País é menor que R$ 40. Segundo a CBHPM, a consulta deveria valer, no mínimo, R$ 52. “Agora nosso foco são os convênios. Depois pretendemos lutar também por melhor remuneração no Sistema Único de Saúde”, conta.

Para José Luiz Gomes do Amaral, da AMB, é fundamental que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passe a arbitrar a relação entre médicos e planos de saúde. A FenaSaúde, representante das operadoras, diz apoiar a revisão da remuneração de modo a contemplar as necessidades dos agentes e incentivar o uso racional dos recursos.

Leia mais: SBACV EXIGE DE OPERADORAS ADOÇÃO DA CBHPM DA 5ª edição

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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2 Comentários »

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  1. Waldir:

    Que tal uma luta pela volta do antigo tipo 7 de credenciamento no SUS, junto com um reajuste dos honorarios pagos pelo sistema?
    Nao sei porque esse tipo foi extinto…pressao dos empregadores ?
    Do jeito q esta os profissionais ficam dependentes dos hospitais e prefeituras conveniados, que recebem, como intermediarios,nossos honorarios, ja aviltados, e pagam quando querem, como querem, muitos ainda inventando taxas, impostos e outras deducoes.

    • Venturieri,

      O pagamento por Tipo 7 ainda existe. Depende da luta dos médicos no município. A pressão para acabar com esta modalidade veio do Governo Federal. Medo do vínculo. E também para ampliar a arrecadação do INSS. Abs.


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