Morrer em casa provoca menos traumas em parentes e amigos

22/09/2010 às 0:05 | Publicado em Cidadania, Saúde | 1 Comentário
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Familiares de quem morre em hospital correm mais riscos de sofrer distúrbios psiquiátricos As pessoas que cuidam de pacientes terminais que morrem na UTI dos hospitais têm cinco vezes mais chances de desenvolver estresse pós-traumático do que aquelas que acompanham os últimos dias desses pacientes em casa.

Este é o resultado de uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto de Câncer Dana-Farber, dos Estados Unidos. O estudo mostrou que esses pacientes que morrem em hospitais não somente têm pior qualidade de vida em seus últimos dias, como também provocam mais danos físicos e psicológicos nos parentes e amigos que os acompanham até a morte.

Segundo Alexi Wright, oncologista do instituto, em casa os pacientes recebem os cuidados paliativos, que aliviam e confortam, permitindo uma morte mais pacífica.

– Se os pacientes estão conscientes de que um tratamento mais agressivo afeta não só sua qualidade de vida, mas, também, prejudica as pessoas que ele ama após a sua morte, esses pacientes deverão fazer escolhas diferentes.

“Testamento vital”

Wright afirma que o estudo surge no momento em que se discutem formas mais humanas de cuidar de pacientes terminais (aqueles sem chances de cura).

No Brasil, no final de agosto, médicos especialistas em bioética, juízes e outros profissionais de direito e saúde se reuniram em São Paulo para discutir a implantação no país do “testamento vital”. O documento, que já existe em países como Espanha, Holanda, Estados Unidos e Uruguai, permite a pacientes que sofrem de uma doença incurável decidirem qual o limite do tratamento que querem receber.

Com o “testamento vital”, um paciente que não queira ser mantido vivo com a ajuda de aparelhos, nem receber “tratamento desproporcional” (ser submetido a procedimentos invasivos ou dolorosos), tem a chance de escolher um tipo de tratamento que alivia as dores e diminui o sofrimento. São os chamados cuidados paliativos.

No entanto, mesmo que um brasileiro prepare um documento como esse, não há garantia nenhuma de que suas vontades serão respeitadas. Por isso, diversas entidades, como o CFM (Conselho Federal de Medicina) estão discutindo meios para que esse documento se torne uma lei no país.

O estudo

Segundo o levantamento americano, apesar de a maioria dos pacientes preferir passar seus últimos dias de vida em casa, quase a metade (44%) acaba morrendo em um hospital. Além disso, 8% das mortes ocorrem na UTI, onde os pacientes são submetidos aos chamados procedimentos desproporcionais.

Durante seis anos os pesquisadores acompanharam 342 pacientes e algum amigo ou familiar que o acompanhava. Desse total, 19 morreram em UTI e 137 em casa. Após realizar entrevistas antes, durante e depois da morte, os pesquisadores notaram que 21% dos familiares daqueles que morreram na UTI desenvolveram estresse pós-traumático. Por outro lado, esse distúrbio foi notado em apenas 4,4% dos familiares dos pacientes que morreram em casa.

Fonte: R7

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1 Comentário »

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  1. É, companheiro, esses estudos comprovam que as formas tradicionais de viver e morrer são as mais adequadas para todos nós.
    Um abraço,
    Otino.


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