Sindmepa relata condições da saúde no Pará à diretoria do CFM

05/08/2010 às 22:01 | Publicado em Movimento médico, Saúde, sindmepa, Waldir Cardoso | 13 Comentários
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Condições dignas de salário e de trabalho, falta de um plano para carreira médica e ampliação do programa Estratégia da Família no estado. Estas foram algumas das preocupações colocadas pelos diretores do Sindmepa João Gouveia, Paulo Bronze e Waldir Cardoso ao presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Ávila, no Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM), em reunião proposta pelo Sindmepa, que aconteceu no último dia 3 de agosto, na sede do CRM, em Belém.

‘A expansão do plano Estratégia da Família no estado do Pará está muito baixa, tem em média 23% de implantação. Belém que deveria dar o exemplo tem apenas 17% da estratégia implantada’, expôs João Gouveia à Roberto d’Ávila.

Outro ponto colocado por Gouveia ao presidente do CFM foi o problema da concentração de médicos na capital paraense e as terceirizações nos hospitais do Pará. Na avaliação de João Gouveia, a reunião com a diretoria do CFM foi positiva. ‘Mas, o ideal seria que as entidades médicas pudessem fazer sempre essas visitas itinerantes. Até para se estimular o debate sobre a saúde pública na região.

De acordo com Roberto d’Ávila muitos dos assuntos que foram expostos pelo Sindmepa já foram definidos no Enem Nacional, e que, portanto, serão levados às três instituições médicas nacionais (AMB, CFM, Fenam).

A visita da diretoria do CFM no Pará faz parte de uma série de encontros itinerantes que a entidade pretende fazer ao longo do ano em todos os CRM do país. A ideia e poder ouvir sugestões e saber como andam a saúde e a categoria médica em todo o Brasil.

Participaram ainda da reunião, a presidente do CRM/PA, Fátima Couceiro e sua diretoria; David Bichara, da AMB-PA, José Luis Carvalho, da SMCP, além da diretoria do CFM, composta pelos médicos Roberto d’Ávila (presidente), José Vinagre (corregedor), Henrique Silva (secretário-geral), Frederico Henrique de Melo (2º tesoureiro), José Gallo (tesoureiro) e José Albertino Souza (vice-corregedor)

Fonte : SINDMEPA e FENAM

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13 Comentários »

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  1. Waldir, tudo o que esta se vendo, nao so na Saude, e consequencia da corrupcao.Nao conheco nem conheci nenhum prefeito que nao tenha “metido a mao” nas verbas da Saude, usado para fins politicos, para contratar pessoas nao qualificadas , etc, etc.
    Entao…talvez para meus netos.

    • Venturieri,
      Tens razão. A corrupção é geral.
      Para que nossos netos possam viver em outra realidade, saneada, temos que começar já!
      Forte abraço.
      Waldir Cardoso

      • E o Dudu, Valdir?

      • Bem, agora está “nadando” na grana. A saúde ele colocou um engenheiro para tomar conta. Esta semana ele afirmou no MP que a SESMA nunca teve Regulação…

      • Coisas da “politica”.
        Agora, aliado da Governadora….Haja corrupcao. federal, estadual, municipal.
        E nossa carreira de Estado? vai sair?ainda daria para mim, com 34 de formado e quase tudo no servico publico?
        E nossa aposentadoria especial?
        Por falar em aposentadoria, sabes onde estou trabalhando agora, ate Janeiro?

      • Onde estás trabalhando?

  2. Valdir, esse caso do falso medico, no RIO, nao e um fato isolado.
    A contratacao de estudantes de Medicina para assumir funcoes de medico, principalmente plantoes, e uma coisa comum, principalmente no interior do estado.
    Isso nao e iniciativa somente dos gestores, a maioria sem a menor nocao do que estao fazendo, em muitos casos tem a participacao de “colegas”.
    No PSM, em Belem, e comum os plantonistas titulares entregarem o carimbo para os estudantes enquanto vao dormir.Isso nao aconteceu em Breves porque eu nao deixei, mas acontece em muitos lugares por ai.Altamira ficou famosa entre os sextanistas da Uepa porque la eles ganhavam muito dinheiro, assumindo as clinicas da cidade. E por ai vai.Nada disso e novidade para ninguem.
    Infelizmente.
    abs

    • Venturieri,

      O desafio é alguém assumir a denuncia. Vc tem razão.

      • Estou em Kandahar, Afganistao, fico aqui ate o final de Janeiro.
        Vim para treinar os cirurgioes daqui.
        Sou um dos integrantes do pool de cirurgioes de guerra da Cruz Vermelha Internacional, sediada em Geneve, Suica.
        Ja e minha quarta missao, sou Senior Surgeon.Somos em torno de quinze.
        Muita coisa pra ver, aprender, ensinar.Pouca coisa pra comentar…
        A gente assina um termo de confidencialidade.Mas vai dar pra contar algumas coisas sobre esta guerra.E so tu marcares q a gente conversa na volta.
        E e inevitavel fazer as comparacoes, a gente ve e sente melhor o nosso Brasil quando esta longe.
        Por que aqui o soro antiofidico e liofilizado, nao precisa de geladeira, e em Breves nao e?Por que aqui eu tenho tudo o q preciso em termos de instrumental, material e madicamentos, e nao tenho no PSM?
        Nosso pais e muito rico, poderiamos ja ter uma medicina de primeiro mundo, capacidade nos temos, mas….sei la…as vezes da vontade de nem sei o q….

      • Maravilha! Na volta conversamos. Me ligue.

  3. Do blog do Noblat, hoje, 29/08/2010, como te falei no post anterior.

    Se no sul e assim, imagina aqui no interior do Para.
    Sao nossos colegas q aliciam e cedem o carimbo.

    Polícia investiga aliciamento de estudantes de medicina
    Vera Araújo, O Globo

    O drama da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, suspeita de maus-tratos, atendida por um falso médico, expôs uma ferida que traz sério risco à saúde pública do estado: o recrutamento de estudantes de medicina para atuarem como médicos.

    O GLOBO revela que, ainda nos primeiros períodos da faculdade de medicina, universitários são contratados por médicos, cooperativas e hospitais, para trabalharem em plantões, pelos quais recebem, em média, R$ 200, quando um profissional formado ganha mil reais.

    A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública (DRCCSP) investiga essa rede de médicos e cooperativas que recrutam os estudantes para a prática ilegal da medicina.

    A cooptação de estudantes, sem a supervisão de médicos, fora dos estágios regulamentados por lei, é comum, principalmente, na Zona Oeste, na Baixada Fluminense e em municípios do interior.

    Universitários ouvidos pelo GLOBO contam que, muitas vezes, os primeiros contatos para atrair a mão de obra deles surgem nos corredores das universidades ou em hospitais e clínicas.

    Também é bastante comum um estudante indicar outro colega, quando ele próprio fica sobrecarregado de “serviços”.

    Leia mais em Polícia investiga aliciamento de estudantes, por médicos, para atender pacientes

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  4. Mais um caso. Se o dono da clinica nao fosse conivente e cumplice, nao ocorreria.
    A razao :::$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
    A consequencia : ilegalidade, ma qualidade da assistencia e desemprego, no lugar desse estudante deveria estar um profissional qualificado.
    Repito: Sao os proprios medicos que contratam os estudantes.
    Cade o CRM?
    E os sindicatos?

    Enviado por Ricardo Noblat – 6.9.2010 | 4h11m
    DEU EM O GLOBO
    Plantão de alto risco
    Polícia prende estudante de Medicina atendendo pacientes em hospital da Baixada

    Vera Araújo e Mariana Belmont

    Uma equipe da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública (DRCCSP) prendeu, na manhã de ontem, Silvino da Silva Magalhães, estudante do 9 período de Medicina da Universidade de Nova Iguaçu (Unig), atuando ilegalmente como médico.

    Ele foi flagrado dando consultas como ginecologista no Hospital das Clínicas de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O estudante, de 41 anos, atendeu quatro mulheres pela manhã — a última delas foi uma policial que se passava por paciente e que o prendeu em flagrante.

    Segundo o delegado titular da DRCCSP, Fábio Cardoso, Silvino usava um carimbo com o próprio nome e o número de registro no Conselho Regional de Medicina (Cremerj) de um outro profissional. Além disso, ele tinha, na maleta, o carimbo do dono da clínica, o médico Deodalto José Ferreira.

    O estudante Silvino afirmou que atendia há dois anos na clínica como acadêmico, auxiliando os médicos. Segundo ele, o profissional de plantão ontem foi fazer uma cirurgia e, por isso, ele teria feito um pré-atendimento a algumas pacientes. Ao ser perguntado se já havia prescrito receitas, ele se calou.

    No último domingo, O GLOBO denunciou que hospitais, médicos e cooperativas contratavam estudantes de Medicina para atuarem como profissionais, principalmente para fugir dos plantões de fim de semana. Os alunos receberiam de R$ 200 a R$ 1 mil.

    O caso veio à tona depois da morte, no mês passado, da menina Joanna Marcenal, de 5 anos, atendida por um estudante do 4 período de Medicina. O falso médico Alex Sandro Cunha chegou a prescrever remédios controlados para Joanna.

    Segundo o delegado, desde a reportagem do GLOBO, o número de denúncias recebidas pelo telefone do Disque-Denúncia (2253-1177) e encaminhadas à delegacia cresceu sete vezes:

    — Recebíamos uma média de cinco denúncias por semana. Na semana passada, foram 35, a maioria na Baixada Fluminense e na Zona Oeste.

    Leia mais em O Globo

  5. DEU EM O GLOBO
    Mortes nas mãos de falso médico
    Polícia investiga óbito de três bebês e uma gestante em partos feitos por estudante

    Luiz Ernesto Magalhães e Vera Araújo

    Depois da divulgação, pelo GLOBO, da foto do falso médico Silvino da Silva Magalhães, de 40 anos, que atuava como obstetra e ginecologista no Hospital das Clínicas de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, proliferaram as denúncias de pessoas que foram atendidas por ele.

    Pelo menos três bebês e uma gestante morreram, somente este ano, segundo o delegado-adjunto da 54 DP (Belford Roxo), Antônio Silvino Teixeira, durante os partos feitos por Silvino, estudante do 9 período de Medicina da Universidade de Nova Iguaçu (Unig).

    Em dois dias, sete vítimas do médico procuraram a delegacia. Todos os casos estão sendo investigados.

    — Com certeza, houve negligência médica. As famílias confirmaram que foram atendidas pelo falso médico, que fez os partos no hospital. Quando os bebês morriam, quem comunicava o óbito era um dos donos da clínica, o doutor Deodalto (o médico José Ferreira Deodalto). Era ele quem assinava os atestados, uma forma de preservar o estudante. Isso já demonstra a cumplicidade entre os dois — avaliou o delegado.

    Segundo o delegado de Belford Roxo, entre os casos que chegaram à delegacia, um dos mais graves foi o de Lucimar de Paula Dias, de 33 anos, que morreu durante o parto, em 9 de maio deste ano. A criança também não sobreviveu.

    Ao ver a foto do falso médico, o marido dela, o vigia André Souza Carvalho entrou em choque. Segundo o depoimento de André, o falso médico teria dito que a mulher dele morreu vítima de eclâmpsia, embora ela nunca tivesse tido problemas de pressão alta.

    Leia mais em O Globo

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