Intolerância no PT

06/10/2009 às 0:05 | Publicado em Política | Deixe um comentário
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Reproduzo abaixo post do Blog do jornalista Ricardo Noblat publicado no dia 28/09. Noticia a decisão da direção nacional do Partido dos Trabalhadores que utilizou de instrumento próprio das ditaduras para censurar um parlamentar da legenda e puni-lo por defender suas convicções ideológicas. Lamentável, mas não surpreendente. Esta é a democracia praticada no PT.

Deu no Blog do Noblat:
Enquadrado, petista vai ao STF tentar enquadrar PT

O deputado Federal Luiz Bassuma (PT-BA) perdeu no último dia 17, pelo período de um ano, todos os seus direitos partidários.
Não pode mais exercer seu mandato de forma plena, não pode participar de comissões da Câmara ou se pronunciar em nome do PT. Não pode sequer votar ou ser votado nas instâncias partidárias, o que inviabiliza sua participação nas eleições de 2010.
A decisão foi tomada pelo Diretório Nacional do PT, que não aceitou o engajamento de Bassuma na luta contra o aborto.
Desde 2007 o PT apoia a interrupção da gravidez. Bassuma fez da luta contra o aborto sua bandeira e disse que não se renderia ao partido.
Punido, garantiu que não vai deixar o PT para disputar a reeleição em outra sigla. Vai ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão e evitar que o PT “perca sua alma”.
“Vou ganhar no STF e manter minhas convicções pessoais. Acho que o julgamento vai ser bom não só para mim, mas para todos que não abrem mão de questões de foro íntimo, nem mesmo pelo seu partido”, disse.

Por que e como o PT suspendeu seus direitos partidários por um ano?
Estou há 15 anos no PT e sempre lutei contra o aborto. Essa é uma de minhas principais bandeiras. Só que em 2007 o PT mudou. Passou a defender o aborto. Eu, naquela hora, disse que não poderia defender isso. Em 2008 colhi assinaturas e apresentei a CPI do aborto, que só não é instalada porque o PT se recusa a nomear seus representantes. Então uma grupo de mulheres do PT me denunciou no Conselho de Ética e acabei punido.

Não tentaram expulsar o senhor?
Sim, mas são precisos 38 votos no Diretório para expulsar. Faltaram três. Por isso sugeriram a suspensão de um ano – e com 54 votos favoráveis ela foi aceita. Soube que o presidente do partido, Ricardo Berzoini, achou melhor assim. Não queriam me transformar no mártir da luta pela vida.

Sem poder ser candidato, não vai mudar de partido para a reeleição?
Quando me puniram acharam que eu iria sair correndo para outro partido. Pediriam então meu mandato na Justiça. Mas não vou fazer isso. Vou ficar no PT e vou no Supremo Tribunal Federal (STF) tentar reverter a decisão do Diretório que considero autoritária. A Constituição diz que ninguém será privado de direitos por defender questões filosóficas, religiosas ou políticas. Vou ganhar no STF e manter minhas convicções pessoais. Acho que o julgamento vai ser bom não só para mim, mas para todos que não abrem mão de questões de foro íntimo, nem mesmo pelo seu partido.

E como vai ser sua atuação de deputado daqui para frente?
Me tiraram de todas as comissões, não sei se vou poder sequer falar na tribuna. Mas estou andando com uma bandana escrito “censurado”, que se nem falar eu puder vai ser o meu protesto.

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