Ô Dilma, cadê você? O apagão não era só do FHC?

11 11 2009

Por Mauricio Huertas – Jornalista

O PT, que nunca teve muito escrúpulo na oposição, responsabilizava a gestão FHC pelo apagão que houve lá pelos idos de 1999. De fato, concluiu-se que houve falha gerencial, mas a pouca água nos reservatórios parecia mais “culpa” de São Pedro do que de D. Fernando. Mesmo assim, o PT detonou os tucanos e faturou eleitoralmente. Dessa vez, o apagão ocorre sob os auspícios do governo Lula, em pleno esforço quase sobrenatural para fazer de Dilma Roussef, ex-ministra das Minas e Energia e atual “mãe do PAC”, uma candidata palatável, simpática e boa gestora. Ruiu o discurso. Continua: Ô Dilma, cadê você – apagão não era só do FHC

 





”Mudança virá com Serra ou Dilma” – entrevista

10 10 2009

Daniel Bramatti
EM O ESTADO DE S. PAULO de 04/10/2009

Discurso nacionalista dos dois pré-candidatos pode diferenciar futuro governo, diz pesquisador de universidade dos EUA

Peter Kingstone, diretor do Centro de Estudos sobre América Latina e Caribe da Universidade de Connecticut, está com a agenda cheia. Tem recebido uma série de convites para dar palestras sobre o Brasil, tema de estudo há cerca de duas décadas.
“Quando comecei com isso, ninguém se importava com o Brasil. Agora é um tema popular em círculos acadêmicos, financeiros, governamentais. Recebo convites a toda hora.”

Em entrevista por telefone, na sexta-feira, horas antes de o Rio ser escolhido como sede das Olimpíadas de 2016, o cientista político, autor e editor de livros sobre o País, avaliou o governo Lula e o cenário eleitoral para 2010.

Para muitos analistas, o PT ficou parecido com o PSDB nos últimos anos. O senhor concorda?
Não vejo grandes diferenças entre os dois partidos. Antes de Lula vencer, em 2002, o partido defendia a transparência, a justiça social, o modo petista de governar. O PT se moveu de forma abrupta para o centro, perdeu tudo o que fazia diferente. Os militantes que não apoiaram o movimento para a direita se foram. E muitas pessoas se filiaram apenas porque o partido está no poder.

De que maneira o senhor compara os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso?

Continua: Mudança virá com Serra ou Dilma – Entrevista





Ciro Gomes – candidato a boca de aluguel

9 10 2009

Do Blog do NOBLAT de 07/10/2009

Que triste fim escolheu o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para sua própria carreira política.
Duas vezes candidato a presidente da República, ele gostaria de tentar mais uma vez.
Animou-se com recentes pesquisas de intenção de voto que o puseram poucos pontos à frente da ministra Dilma Rousseff, candidata do PT a presidente por imposição de Lula.
Faltou-lhe coragem, porém, para desmanchar o compromisso que assumira com Lula há algum tempo: o de transferir seu título de eleitor do Ceará para São Paulo.
Inventou que a transferência teve a ver com a possibilidade de sua candidatura a presidente ser impugnada já que seu irmão, governador do Ceará, será candidato à reeleição.
Conversa mole.
Lula quer que Ciro concorra à vaga do governador José Serra (PSDB).
Para ganhar?
Não, Lula sabe que Ciro não venceria. E que dificilmente um candidato do PT vencerá.
Quer Ciro candidato só para infernizar a vida de Serra. Ciro e Serra são desafetos pessoais.
Lula aposta que Ciro poderá subtrair em São Paulo votos de Serra para presidente.
No que depender de Lula, portanto, Ciro será a mais estridente boca de aluguel da próxima eleição.
Ciro sabe disso.
Não quer ser uma boca de aluguel – quer disputar a presidência da República.
Mas acabará cedendo à vontade de Lula.
Assim como o PT paulista, que rejeita Ciro, acabará cedendo também.
Quem dentro do PT tem peito para se opor a Lula?
A cumprir-se o desejo de Lula, Ciro ficará sem mandato a partir de 2011. Sem emprego não ficará caso Dilma se eleja.





Estados “mínimos” e “máximos” – Merval Pereira

8 10 2009

A discussão sobre o papel do Estado no desenvolvimento do país — ressuscitada pelo governo Lula como maneira de rebater as críticas ao gasto público crescente e à tendência estatizante do governo, exacerbada neste segundo mandato — é na verdade uma tentativa de impor uma linha ao debate político, e levar a oposição ao córner na campanha eleitoral.
O governo se coloca como “nacionalista” e “patriota”, e os que são contra a maneira como está enfrentando a crise seriam genericamente “entreguistas” defensores do “estado mínimo” e contra os pobres.
Com supostas medidas anticíclicas, o governo fortaleceu o mercado interno e possibilitou que os pobres ajudassem o país a sair da crise econômica internacional mais rapidamente, na definição do próprio presidente Lula.
Para a ministra Dilma Rousseff, candidata oficial à sucessão presidencial, a tese do “estado mínimo” é própria de “tupiniquins”e está “falida”.
Os que acusam o governo de estar colocando em risco o equilíbrio fiscal com seus gastos crescentes, segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, estariam pura e simplesmente fazendo “terrorismo”, com o objetivo de forçar uma subida de juros.
O fato concreto é que o mercado financeiro já está aumentando os juros futuros por conta do desarranjo fiscal que está sendo montado pelo governo, e o próprio Banco Central já fez advertências sobre os riscos do desequilíbrio das contas públicas.
Continua: Estados “mínimos” e “máximos” – Merval Pereira

Fonte: Jornal O Globo de 04/10/2009





Intolerância no PT

6 10 2009

Reproduzo abaixo post do Blog do jornalista Ricardo Noblat publicado no dia 28/09. Noticia a decisão da direção nacional do Partido dos Trabalhadores que utilizou de instrumento próprio das ditaduras para censurar um parlamentar da legenda e puni-lo por defender suas convicções ideológicas. Lamentável, mas não surpreendente. Esta é a democracia praticada no PT.

Deu no Blog do Noblat:
Enquadrado, petista vai ao STF tentar enquadrar PT

O deputado Federal Luiz Bassuma (PT-BA) perdeu no último dia 17, pelo período de um ano, todos os seus direitos partidários.
Não pode mais exercer seu mandato de forma plena, não pode participar de comissões da Câmara ou se pronunciar em nome do PT. Não pode sequer votar ou ser votado nas instâncias partidárias, o que inviabiliza sua participação nas eleições de 2010.
A decisão foi tomada pelo Diretório Nacional do PT, que não aceitou o engajamento de Bassuma na luta contra o aborto.
Desde 2007 o PT apoia a interrupção da gravidez. Bassuma fez da luta contra o aborto sua bandeira e disse que não se renderia ao partido.
Punido, garantiu que não vai deixar o PT para disputar a reeleição em outra sigla. Vai ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão e evitar que o PT “perca sua alma”.
“Vou ganhar no STF e manter minhas convicções pessoais. Acho que o julgamento vai ser bom não só para mim, mas para todos que não abrem mão de questões de foro íntimo, nem mesmo pelo seu partido”, disse.

Por que e como o PT suspendeu seus direitos partidários por um ano?
Estou há 15 anos no PT e sempre lutei contra o aborto. Essa é uma de minhas principais bandeiras. Só que em 2007 o PT mudou. Passou a defender o aborto. Eu, naquela hora, disse que não poderia defender isso. Em 2008 colhi assinaturas e apresentei a CPI do aborto, que só não é instalada porque o PT se recusa a nomear seus representantes. Então uma grupo de mulheres do PT me denunciou no Conselho de Ética e acabei punido.

Não tentaram expulsar o senhor?
Sim, mas são precisos 38 votos no Diretório para expulsar. Faltaram três. Por isso sugeriram a suspensão de um ano – e com 54 votos favoráveis ela foi aceita. Soube que o presidente do partido, Ricardo Berzoini, achou melhor assim. Não queriam me transformar no mártir da luta pela vida.

Sem poder ser candidato, não vai mudar de partido para a reeleição?
Quando me puniram acharam que eu iria sair correndo para outro partido. Pediriam então meu mandato na Justiça. Mas não vou fazer isso. Vou ficar no PT e vou no Supremo Tribunal Federal (STF) tentar reverter a decisão do Diretório que considero autoritária. A Constituição diz que ninguém será privado de direitos por defender questões filosóficas, religiosas ou políticas. Vou ganhar no STF e manter minhas convicções pessoais. Acho que o julgamento vai ser bom não só para mim, mas para todos que não abrem mão de questões de foro íntimo, nem mesmo pelo seu partido.

E como vai ser sua atuação de deputado daqui para frente?
Me tiraram de todas as comissões, não sei se vou poder sequer falar na tribuna. Mas estou andando com uma bandana escrito “censurado”, que se nem falar eu puder vai ser o meu protesto.





Dirceu responde a Montenegro

28 08 2009

Recentemente, Carlos Augusto Montenegro, presidente do IBOPE, afirmou (ou decretou) o fim do PT devido sua posição de defender Sarney a qualquer custo. Causou polêmica. No momento está insulflando o PMDB a lançar candidatura própria, nos informa Noblat. Do Blog deste jornalista “chupei” o artigo de José Dirceu para Montenegro. Vale a pena ler e conhecer a avaliação de Dirceu sobre o seu partido: Dirceu reponde a Montenegro