Posição da FENAM sobre as Organizações Sociais no SUS

10 11 2009

O Sistema Único de Saúde atravessa importante crise de gestão, particularmente na área hospitalar. Fruto de corrupção, de licitações viciadas, da ausência de burocracia estável, de governantes irresponsáveis que desmontam equipes, do aparelhamento político da maquina burocrática, da ausência de política de recursos humanos, do patrimonialismo, da privatização do público. Tudo isto contribui direta ou indiretamente para desqualificar o setor público.

Partindo do pressuposto da falência da gestão pública, governos, bem ou mal intencionados, formulam alternativas. Sempre de viés privatista. Muitos são os modelos tentados pelos neoliberais assumidos, enrustidos ou recém convertidos. Dentre eles estão as chamadas Organizações Sociais.

Continua: Posição da FENAM sobre OS´s

Fonte: FENAM





Organizações Sociais barradas em Pernambuco.

9 10 2009

Pelo menos em Pernambuco a gestão de serviços de saúde pelas famigeradas Organizações Sociais estão recebendo a resistência dos órgão da justiça. Aqui no Pará a força do governo foi maior que das entidades da sociedade civil. Fomos derrotados e o projeto passou na Assembléia Legislativa, iniciativa do governo tucano de Simão Jatene, dando continuidade àquela feita por Almir Gabriel em 2000. Ao custo de R$ 300.000.000,00 (trezentos milões de reais) foram construídos 5 hospitais regionais que funcionam sem dar respostas esperadas em termos de atendimento, honrosa excessão ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. O novo governo de Ana Julia, lamentavelmente, manteve o modelo vigente contrariando as expectativas do movimento de saúde. Em Pernambuco os movimentos sociais podem comemorar esta vitória, mesmo que parcial, afinal é uma decisão liminar.
Reproduzo matéria do Jornal do Commercio, de Pernambuco, de ontem, 08/10/2009:

Liminar suspendeu o edital de escolha de organização social em Pernambuco. O governo do estado sofreu ontem, a primeira derrota na tentativa de implementar o modelo polêmico de Organização Social (OS) para agenciar o hospital Metropolitano Miguel Arraes de Alencar, em Paulista no Grande Recife e as unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Olinda e Igarassu, na mesma região, e também em Paulista. A pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a justiça decidiu suspender o edital de licitação para seleção da entidade privada responsável pela gestão das unidades de saúde. O processo seria aberto na próxima terça feira. O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Edvaldo José Palmeira, fixou multa diária de R$ 1 mil (um mil reais) para a hipótese de descumprimento da decisão. A penalidade é extensiva ao presidente da Comissão de Licitação. Na decisão liminar, o magistrado alega que “a autorização legislativa para a prestação do serviço de saúde à população pelas entidades privadas tem de ser feita de forma complementar à atuação do Poder Público, isso de forma delegada, pois é dever do Estado, e não das entidades privadas, a prestação desse serviço” Na sentença, o juiz diz que o governo extrapolou a legislação. “No caso em apreciação, parece que o réu excedeu-se aos estritos limites da referida legislação, pois pretende entregar a entidades privadas o patrimônio público, e para a prestação de um serviço público, mas com a gestão integral a ser realizada por entidades privadas, o que parece caracterizar, não uma ação complementar, como autorizada pela legislação aqui referida, mas sim uma autêntica substituição do poder público.” Na manhã de quarta-feira o Ministério Público Federal também ingressou com uma ação civil pública por entender que a transferência da gestão das unidades de saúde para uma entidade privada fere a constituição. A Justiça Federal ainda não apreciou a ação. O Vice-Presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, Silvio Rodrigues, comemorou a decisão. “É uma vitória não do movimento médico, mas do movimento pela saúde pública de qualidade e da sociedade pernambucana.”

Fonte: Jornal do Commercio e Sindicato dos Médicos de Pernambuco





José Serra veta cobrança em hospital público

21 09 2009

O Governador José Serra sancionou projeto de lei que permite que todos os hospitais estaduais sejam dirigidos por organizações sociais (OSs). Vetou o artigo que permitia que estes hospitais atendessem pacientes particulares e convênios. Uma manobra espertíssima, do tipo “colocar um burro na sala”. Ameaçando, literalmente, privatizar os hopsitais públicos, Serra aparentemente recuou e vetou o artigo. O que ficou? Ora, as famigeradas organizações Sociais que estão se espalhando pelo Brasil. No Pará elas gerenciam os Hospitais Regionais. Estas entidades podem comprar sem licitação, contratar funcionários (“colaboradores”) sem concurso público e demitir sem processo administrativo. Uma festa para aqueles que se acostumaram a sugar (ou sangrar ou mamar…) o dinheiro publico.

Leia a matéria completa: Serra veta cobrança em hospital público