Origem e destinos -Dora Kramer

13 11 2009

Reproduzo extrato da coluna de Dora Kramer do dia 06/11/2009. Indisfarçável simpatia pela candidatura de Marina. Coisas do coração.

Origem e destinos
Do que fala Caetano Veloso – que, aliás, será apontado como preconceituoso por isso – quando diz que Marina Silva não é “analfabeta” como o Lula?
Fala sobre o esforço da senadora em se aprimorar e aproveitar as oportunidades dadas pela vida. Fala da recusa da senadora em fazer da adversidade de origem um proveitoso destino.
Fala de uma mulher nascida nos seringais da Amazônia, alfabetizada aos 14 anos de idade e que tem hoje na expressão do idioma de seu País um de seus melhores atributos.
Marina não precisa da grosseria para se identificar com seu povo. Ao contrário: oferece-se a ele como prova de que o aperfeiçoamento – de palavras, pensamentos e comportamentos – vale a pena.
Marina não nivela o Brasil por baixo, mostra o valor do esforço e não celebra a indulgência.

Fonte: O Estado de São Paulo





Ô Dilma, cadê você? O apagão não era só do FHC?

11 11 2009

Por Mauricio Huertas – Jornalista

O PT, que nunca teve muito escrúpulo na oposição, responsabilizava a gestão FHC pelo apagão que houve lá pelos idos de 1999. De fato, concluiu-se que houve falha gerencial, mas a pouca água nos reservatórios parecia mais “culpa” de São Pedro do que de D. Fernando. Mesmo assim, o PT detonou os tucanos e faturou eleitoralmente. Dessa vez, o apagão ocorre sob os auspícios do governo Lula, em pleno esforço quase sobrenatural para fazer de Dilma Roussef, ex-ministra das Minas e Energia e atual “mãe do PAC”, uma candidata palatável, simpática e boa gestora. Ruiu o discurso. Continua: Ô Dilma, cadê você – apagão não era só do FHC

 





O PT à sombra de Dilma – Luis Carlos Azedo

7 11 2009

DEU NO CORREIO BRAZILIENSE

O PT à sombra de Dilma

Há muito de pragmatismo na forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressiona o PT para que apoie os candidatos do PMDB e de outros partidos aliados na maioria dos estados. Na verdade, à sombra do Palácio do Planalto, os petistas não construíram alternativas de poder na maioria dos estados, a começar pelo berço da legenda, São Paulo. Os candidatos mais competitivos do partido são os governadores que concorrem à reeleição, como Jaques Wagner, na Bahia; Ana Júlia Carepa, no Pará; e Marcelo Déda, em Sergipe. Completam o grupo o ministro da Justiça, Tarso Genro, no Rio Grande do Sul; a senadora Ideli Salvati, em Santa Catarina; o ex-governador Zeca do PT, em Mato Grosso do Sul, e o senador Tião Viana, no Acre. É só.
Nesse cenário, não restou ao presidente Lula outra alternativa para alavancar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) senão fechar uma coligação formal com o PMDB. A legenda abduziu os petistas no Congresso e ficaria perigosamente à deriva se a prioridade da política de alianças de Lula fosse outra. Ainda mais porque o PT tem contradições antagônicas (aquelas na qual um tem que derrotar o outro) com os peemedebistas em estados importantes para o resultado do processo sucessório, como Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul, sem falar no Rio de Janeiro.
A equação sucessória não se completa, porém, sem um acordo do PT com o PSB, principalmente em Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
Fonte: Blog do Gilvan





O pré-sal e a pressa eleitoral – Ferreira Gullar

2 10 2009

EU, COMO os demais brasileiros, alegrei-me com a descoberta dos campos de petróleo e gás no pré-sal, que poderão triplicar as atuais reservas do país. Maravilha!
O azar, porém, é que isso veio ocorrer logo no governo Lula, que, imediatamente, tratou de tirar vantagem política da descoberta. De saída, atribuiu-a a si, uma vez que, conforme dá a entender, foi ele quem criou a Petrobras e descobriu o Brasil. Dizem que quem o descobriu foi Pedro Álvares Cabral, mas isso é mais uma invencionice dos brancos de olhos azuis.
Por ter criado a Petrobras e descoberto os campos do pré-sal, Lula quer usá-los como trunfos na campanha pela eleição de Dilma e, sem perder tempo, logo tomou providências, ou seja, enviou ao Congresso projetos de lei para fazer crer que a exploração do pré-sal começa amanhã. Embora esses projetos tenham sido discutidos durante mais de um ano no âmbito do Executivo, impôs ao Congresso apreciá-los em urgência urgentíssima, o que implica terem a Câmara e o Senado apenas 45 dias, cada um, para discuti-los e votá-los. Mas por que essa pressa toda se se trata de um assunto de enorme complexidade e se o início da exploração daquelas reservas não se dará, segundo os entendidos, antes de 20 anos? A resposta é simples: as eleições para a Presidência da República serão em 2010 e Lula quer se valer de mais essa carta para tentar ganhar o jogo.
Continua: O pré-sal e a pressa eleitoral

Fonte: Folha de São Paulo / Ilustrada





Um recurso mal empregado

25 04 2009

André Fialho é engenheiro especialista em transporte público, membro da Associação Nacional de Transporte Público e membro do PPS de Curitiba. Ele escreveu interessante artigo abordando as recentes iniciativas do governo Lula desonerando a fabricação de automóveis e motos. Reflete sobre as consequências do ato. Às suas reflexões eu acrescento que já vivemos em plena epidemia de violência no trânsito. Os dados epidemiológicos comprovam. E tendem a piorar com o incentivo financeiro para que tenhamos mais motos e carros nas ruas. Bem, confiram o artigo do André em transporte-publico-andre-fialho-pps-parana