Situação da Gripe H1N1 no Brasil

6 10 2009

A Federação Nacional dos Médicos reuniu em São Paulo, em setembro último, com especialistas médicos que estão lidando diretamente com a Gripe H1N1 para conhecer a situação da pandemia no momento e conhecer as perspectivas futuras para a doença. Uma das expositoras foi a Drª. Heloisa Helena S. Marques, médica do Instituto da Criança, Unidade de Infectologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. A médica fez um relato histórico da pandemia, a situação no mundo e, com detalhes, no Brasil. Mostrou como se caracterizam os vírus da influenza humana e o mecanismo de formação dos novos vírus e sua forma de propagação. Mostrou dados das pandemias anteriores desde 1889, analisando particularmente a gripe espanhola de 1918/1919. Abordou aspectos como manifestações clínicas, período de contagiosidade, complicações, investigação laboratorial e tratamento, inclusive em recem nascidos, mostrando sua experiência no HC de São Paulo. Uma aula de Gripe A.
Vale a pena conhecer sua apresentação: Palestra completa Drª HELOISA MARQUES





Como está a Gripe A no Pará

16 09 2009

Na terça feira , 15, aconteceu a reunião ordinária do Conselho Estadual de Saúde do Pará. Por proposição do Sindicato dos Médicos do Pará – SINDMEPA aquele colegiado discutiu a situação da Gripe A no Pará. A Coordenadora da Vigilância à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública – SESPA, Ana Helfer, apresentou a situação atual da pandemia entre nós e as medidas que estão sendo tomadas para o enfrentamento. Veja a situação até o dia 09 de setembro de 2009:
• confirmados Influenza A H1N1 = 164
• confirmados por vínc. Epidem.= 84
• negativos = 443
• Influenza Sazonal = 13
• aguardando resultado = 143
• Óbitos = 02
Manifestei a preocupação da nossa entidade e afirmei que consideramos que as medidas ainda são insuficientes. Os dirigentes da SESPA não concordam com nossa avaliação, mas votaram favoráveis às seguintes propostas que apresentei, em nome do SINDMEPA:
1. Realizar intensiva e extensiva capacitação dos trabalhadores de saúde, particularmente dos médicos e equipe de enfermagem, principalmente em Belém e nas cidades pólo: Ananindeua, Castanhal, Tucurui, Marabá, Santarém, Redenção e Altamira;
2. Elaborar plano de contingência contemplando eventual aumento do número de casos graves que necessitem de leitos de terapia intensiva;
3. Implementar maciça campanha de esclarecimento à população sobre as medidas e atitudes para proteção individual e coletiva, inclusive utilizando rádio e televisão em horário nobre.

Veja cópia da apresentação feita pela SESPA: SESPA – H1N1 set 2009





INFLUENZA A (H1N1) Orientações à população

6 09 2009

Na pandemia da Influenza A o que mais me preocupa é a falta de informações à população. Em geral as pessoas estão completamente desorientadas ou achando que há exagero das autoridades e da imprensa. Pior é que com a chegadas das chuvas em nosso Estado o natural confinamento pode aumentar exponencialmente o número de casos dadoença e, consequentemente, do número de casos graves. Claro que é uma possibilidade pois não sabemos como a Influenza A vai se comportar na nossa região. Vamos continuar o esforço de divulgação das medidas preventivas orientadas pelo Ministério da Saúde. Leia e divulgue:

Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus A. Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas, o Ministério da Saúde traz um série de recomendações.

Orientações domiciliares para pacientes contaminados e contatos
Para pessoas com suspeita de contaminação
• Higienizar as mãos com água e sabonete (ou se possível álcool gel 70%) após tossir, espirrar, usar o banheiro e antes das refeições.
• Não compartilhar objetos de uso pessoal e alimentos;
• Permanecer sempre que possível em sua residência;
• Ficar em repouso, utilizar alimentação balanceada e aumentar a ingestão de líquidos;
Para familiares e cuidadores
• Evitar aglomerações e ambientes fechados (manter os ambientes ventilados);
• Higienizar as mãos frequentemente;
• Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas;
Para população em geral
• Não há necessidade de usar máscara;
• Evitar aglomerações e ambientes fechados (manter os ambientes ventilados).

Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:
• Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas.
Substituir as máscaras sempre que necessário.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes
e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.

Aos viajantes procedentes de áreas afetadas:
Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (H1N1)
em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse
e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
Para informações adicionais sobre medidas preventivas estabelecidas pelas autoridades de saúde das áreas afetadas, acesse:

INFLUENZA A (H1N1)
Outras informações:
Organização Pan-americana de Saúde (em espanhol)

http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es

Organização Mundial da Saúde (em inglês)

http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html