Situação da Gripe A no Pará – Outubro 2009

12 11 2009

INFLUENZA

A SESPA divulgou o boletim epidemiológico da Situação epidemiológica da Influenza Pandêmica (H1N1), no Pará, semanas epidemiológicas 1 a 43 de 2009. A data final é 31 de outubro. Na avaliação mensal das notificações os meses de agosto e setembro apresentaram maior número de casos e incidência, havendo redução de notificação de SRAG a partir do mês de outubro (gráfico acima). Dos 231 casos confirmados, 7 (3%) evoluíram para óbito entre 11 de agosto e 03 de outubro. Do total de óbitos confirmados, 86% apresentaram pelo menos uma comorbidade. Entre elas, as doenças crônicas respiratórias e metabólicas foram as mais freqüentes. Na análise de risco por faixa etária destaca-se as de 15 a 24 anos, seguida por 5 a 14 anos. Na avaliação mensal das notificações os meses de agosto e setembro apresentaram maior número de casos e incidência, havendo redução de notificação de SRAG a partir do mês de outubro (veja o gráfico acima).

Tivemos um boa redução no mês de outubro. Vamos aguardar o mês de novembro para ver se as preocupações com o Círio de Nazaré foram exageradas. Ou se o esforço da SESPA e da diretoria da festa em orientar os romeiros surtiu efeito. Se novembo mantiver baixo o número de casos terá sido uma vitória.

Insisto que temos que nos preocupar com a “segunda onda” que já começou nos estados Unidos.

Veja o boletim completo: SITUAÇÃO H1N1 out 2009





Situação da Gripe H1N1 no Brasil

6 10 2009

A Federação Nacional dos Médicos reuniu em São Paulo, em setembro último, com especialistas médicos que estão lidando diretamente com a Gripe H1N1 para conhecer a situação da pandemia no momento e conhecer as perspectivas futuras para a doença. Uma das expositoras foi a Drª. Heloisa Helena S. Marques, médica do Instituto da Criança, Unidade de Infectologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. A médica fez um relato histórico da pandemia, a situação no mundo e, com detalhes, no Brasil. Mostrou como se caracterizam os vírus da influenza humana e o mecanismo de formação dos novos vírus e sua forma de propagação. Mostrou dados das pandemias anteriores desde 1889, analisando particularmente a gripe espanhola de 1918/1919. Abordou aspectos como manifestações clínicas, período de contagiosidade, complicações, investigação laboratorial e tratamento, inclusive em recem nascidos, mostrando sua experiência no HC de São Paulo. Uma aula de Gripe A.
Vale a pena conhecer sua apresentação: Palestra completa Drª HELOISA MARQUES





Como está a Gripe A no Pará

16 09 2009

Na terça feira , 15, aconteceu a reunião ordinária do Conselho Estadual de Saúde do Pará. Por proposição do Sindicato dos Médicos do Pará – SINDMEPA aquele colegiado discutiu a situação da Gripe A no Pará. A Coordenadora da Vigilância à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública – SESPA, Ana Helfer, apresentou a situação atual da pandemia entre nós e as medidas que estão sendo tomadas para o enfrentamento. Veja a situação até o dia 09 de setembro de 2009:
• confirmados Influenza A H1N1 = 164
• confirmados por vínc. Epidem.= 84
• negativos = 443
• Influenza Sazonal = 13
• aguardando resultado = 143
• Óbitos = 02
Manifestei a preocupação da nossa entidade e afirmei que consideramos que as medidas ainda são insuficientes. Os dirigentes da SESPA não concordam com nossa avaliação, mas votaram favoráveis às seguintes propostas que apresentei, em nome do SINDMEPA:
1. Realizar intensiva e extensiva capacitação dos trabalhadores de saúde, particularmente dos médicos e equipe de enfermagem, principalmente em Belém e nas cidades pólo: Ananindeua, Castanhal, Tucurui, Marabá, Santarém, Redenção e Altamira;
2. Elaborar plano de contingência contemplando eventual aumento do número de casos graves que necessitem de leitos de terapia intensiva;
3. Implementar maciça campanha de esclarecimento à população sobre as medidas e atitudes para proteção individual e coletiva, inclusive utilizando rádio e televisão em horário nobre.

Veja cópia da apresentação feita pela SESPA: SESPA – H1N1 set 2009





INFLUENZA A (H1N1) Orientações à população

6 09 2009

Na pandemia da Influenza A o que mais me preocupa é a falta de informações à população. Em geral as pessoas estão completamente desorientadas ou achando que há exagero das autoridades e da imprensa. Pior é que com a chegadas das chuvas em nosso Estado o natural confinamento pode aumentar exponencialmente o número de casos dadoença e, consequentemente, do número de casos graves. Claro que é uma possibilidade pois não sabemos como a Influenza A vai se comportar na nossa região. Vamos continuar o esforço de divulgação das medidas preventivas orientadas pelo Ministério da Saúde. Leia e divulgue:

Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus A. Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas, o Ministério da Saúde traz um série de recomendações.

Orientações domiciliares para pacientes contaminados e contatos
Para pessoas com suspeita de contaminação
• Higienizar as mãos com água e sabonete (ou se possível álcool gel 70%) após tossir, espirrar, usar o banheiro e antes das refeições.
• Não compartilhar objetos de uso pessoal e alimentos;
• Permanecer sempre que possível em sua residência;
• Ficar em repouso, utilizar alimentação balanceada e aumentar a ingestão de líquidos;
Para familiares e cuidadores
• Evitar aglomerações e ambientes fechados (manter os ambientes ventilados);
• Higienizar as mãos frequentemente;
• Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas;
Para população em geral
• Não há necessidade de usar máscara;
• Evitar aglomerações e ambientes fechados (manter os ambientes ventilados).

Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:
• Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas.
Substituir as máscaras sempre que necessário.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes
e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.

Aos viajantes procedentes de áreas afetadas:
Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (H1N1)
em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse
e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
Para informações adicionais sobre medidas preventivas estabelecidas pelas autoridades de saúde das áreas afetadas, acesse:

INFLUENZA A (H1N1)
Outras informações:
Organização Pan-americana de Saúde (em espanhol)

http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es

Organização Mundial da Saúde (em inglês)

http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html





Protocolo de manejo da H1N1

6 09 2009

Penso que devemos fazer um esforço de divulgação das medidas técnicas determinadas pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento da Gripe A. A versão abaixo é a terceira. As mudanças são necessárias para adaptar as medidas ao momento e conhecimento da epidemiologia da doença na nossa realidade.
Infelizmente, salvo honrosas excessões, as orientações que os médicos tem recebido é um cartaz nas unidades de saúde. Muito mais tem que ser feito não só orientações e treinamento para médicos mas para toda a equipe de saúde. Vejam o protocolo de 05-08-2009: H1N1 – Protocolo 05-08-2009





Gripe A1N1

2 09 2009

A pandemia de Gripe A1N1 continua a desafiar as autoridades de saúde no mundo todo. Entre nós, particularmente em Belém, parece que nada está acontecendo. Visite uma unidade básica de saúde de Belém e constate a falta de condições para enfrentar a doença. Não precisa ser profissional de saúde para constatar isso. Na Unidade Básica de Saúde da Sacramenta, por exemplo, existem consultórios médicos sem pia para lavar as mãos… Sim. Sem pia para lavar as mãos. Alcool gel?
Bem, o Sindicato dos Médicos lançou hoje um alerta as autoridades e à população. Acatando orientação da Federação Nacional dos Médicos reuniu médicos especialistas e autoridades de saúde. O tema foi debatido exaustivamente. Autoridades de saúde apresentaram as medidas que estão sendo implementadas. Depois de uma semana de maturação, o documento foi concluído. Confira: Gripe H1N1 – Alerta SINDMEPA