Saúde é o ponto fraco de Lula

26 12 2009

da Folha Online, artigo de Gilberto Dimenstein

Dados ainda inéditos da pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (20), mostra que a saúde é a área mais vulnerável da gestão Lula –o que abre uma brecha para o pré-candidato José Serra (PSDB), bem avaliado como ministro da Saúde.

Para 24% dos entrevistados, a saúde, considerado o mais grave problema brasileiro, é a pior atuação do governo Lula. Em segundo e terceiros lugares, com larga distância, estão violência (15%) e combate à corrupção.

Uma novidade, segundo a pesquisa, é que Lula, cuja baixa escolaridade sempre foi motivo de debate no país, tem na educação a sua melhor pontuação (13%), empatado com os programas sociais e, em seguida, economia (12%).

A julgar pela pesquisa, já é possível delinear onde estará o marketing dos candidatos, a partir da preocupação dos brasileiros. Depois da saúde, os mais importantes problemas são, pela ordem, violência, desemprego, corrupção e educação.





Origem e destinos -Dora Kramer

13 11 2009

Reproduzo extrato da coluna de Dora Kramer do dia 06/11/2009. Indisfarçável simpatia pela candidatura de Marina. Coisas do coração.

Origem e destinos
Do que fala Caetano Veloso – que, aliás, será apontado como preconceituoso por isso – quando diz que Marina Silva não é “analfabeta” como o Lula?
Fala sobre o esforço da senadora em se aprimorar e aproveitar as oportunidades dadas pela vida. Fala da recusa da senadora em fazer da adversidade de origem um proveitoso destino.
Fala de uma mulher nascida nos seringais da Amazônia, alfabetizada aos 14 anos de idade e que tem hoje na expressão do idioma de seu País um de seus melhores atributos.
Marina não precisa da grosseria para se identificar com seu povo. Ao contrário: oferece-se a ele como prova de que o aperfeiçoamento – de palavras, pensamentos e comportamentos – vale a pena.
Marina não nivela o Brasil por baixo, mostra o valor do esforço e não celebra a indulgência.

Fonte: O Estado de São Paulo





O PT à sombra de Dilma – Luis Carlos Azedo

7 11 2009

DEU NO CORREIO BRAZILIENSE

O PT à sombra de Dilma

Há muito de pragmatismo na forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressiona o PT para que apoie os candidatos do PMDB e de outros partidos aliados na maioria dos estados. Na verdade, à sombra do Palácio do Planalto, os petistas não construíram alternativas de poder na maioria dos estados, a começar pelo berço da legenda, São Paulo. Os candidatos mais competitivos do partido são os governadores que concorrem à reeleição, como Jaques Wagner, na Bahia; Ana Júlia Carepa, no Pará; e Marcelo Déda, em Sergipe. Completam o grupo o ministro da Justiça, Tarso Genro, no Rio Grande do Sul; a senadora Ideli Salvati, em Santa Catarina; o ex-governador Zeca do PT, em Mato Grosso do Sul, e o senador Tião Viana, no Acre. É só.
Nesse cenário, não restou ao presidente Lula outra alternativa para alavancar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) senão fechar uma coligação formal com o PMDB. A legenda abduziu os petistas no Congresso e ficaria perigosamente à deriva se a prioridade da política de alianças de Lula fosse outra. Ainda mais porque o PT tem contradições antagônicas (aquelas na qual um tem que derrotar o outro) com os peemedebistas em estados importantes para o resultado do processo sucessório, como Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul, sem falar no Rio de Janeiro.
A equação sucessória não se completa, porém, sem um acordo do PT com o PSB, principalmente em Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
Fonte: Blog do Gilvan





”Mudança virá com Serra ou Dilma” – entrevista

10 10 2009

Daniel Bramatti
EM O ESTADO DE S. PAULO de 04/10/2009

Discurso nacionalista dos dois pré-candidatos pode diferenciar futuro governo, diz pesquisador de universidade dos EUA

Peter Kingstone, diretor do Centro de Estudos sobre América Latina e Caribe da Universidade de Connecticut, está com a agenda cheia. Tem recebido uma série de convites para dar palestras sobre o Brasil, tema de estudo há cerca de duas décadas.
“Quando comecei com isso, ninguém se importava com o Brasil. Agora é um tema popular em círculos acadêmicos, financeiros, governamentais. Recebo convites a toda hora.”

Em entrevista por telefone, na sexta-feira, horas antes de o Rio ser escolhido como sede das Olimpíadas de 2016, o cientista político, autor e editor de livros sobre o País, avaliou o governo Lula e o cenário eleitoral para 2010.

Para muitos analistas, o PT ficou parecido com o PSDB nos últimos anos. O senhor concorda?
Não vejo grandes diferenças entre os dois partidos. Antes de Lula vencer, em 2002, o partido defendia a transparência, a justiça social, o modo petista de governar. O PT se moveu de forma abrupta para o centro, perdeu tudo o que fazia diferente. Os militantes que não apoiaram o movimento para a direita se foram. E muitas pessoas se filiaram apenas porque o partido está no poder.

De que maneira o senhor compara os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso?

Continua: Mudança virá com Serra ou Dilma – Entrevista