Homem morre na rua e SINDMEPA se posiciona

3 11 2009

Homem morre na rua e reforça o caos na saúde pública de Belém
Há bastante tempo o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) denuncia o descaso dos governos com a área da saúde, fato que vem está se agravando a cada dia no Estado e principalmente em Belém. Péssimas condições de trabalho, falta de médicos, equipamentos, medicamentos, higiene, sobrecarga de trabalho e salários baixos diminuem a possibilidade do exercício da boa medicina nos Prontos Socorros Municipais da capital do Pará.
No feriado de finados (02/11), mais um usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) foi vítima desse descaso. Antônio Augusto de Moraes Silva, morador do distrito Icoaraci, localizado na Região Metropolitana de Belém, teve um desmaio quando brincava com o filho e, após percorrer cinco Unidades de Saúde, morreu por falta de atendimento.
Leia o texto completo: Homem morre na rua e reforça o caos na saúde pública de Belém





Pasquale Cipro Neto e Belém

19 10 2009

Pasquale passou por Belém creio que no ano passado, 2008. Escreveu este texto e publicou em sua coluna na revista Veja (segundo a Wirna). Ela me mandou e eu publico para registro. Oxalá continuemos nos esforçando para falar o bom português, apesar da invasão do gerundismo, inclusive na universidade.

Texto do Pasquale Cipro Neto
Estive em Belém, capital do Pará para proferir duas conferências. Tudo ótimo, do pessoal que organizou o evento às inúmeras pessoas que compareceram e assistiram às palestras. É claro que nessas ocasiões presto muita atenção no que ouço. Nada de procurar erros, pelo amor de Deus! O que me fascina é descobrir as particularidades da linguagem de cada comunidade, de cada grupo social. E a linguagem dos paraenses – mais especificamente a dos belenenses – é particularmente interessante.
“Queres água?”, perguntava educadamente uma das pessoas que participaram da equipe de apoio. O pronome “tu”, da segunda pessoa do singular, é comum na fala dos habitantes de Belém. Com um detalhe: o verbo conjugado de acordo com o que prega a gramática normativa, ou, se você preferir, exatamente como se verifica na linguagem oral em Portugal.
Continua: Texto do Pasquale Cipro Neto sobre Belém





SESMA usa de sofisma para explicar a crise

25 03 2009

A mais renitente justificativa dada pelos gestores de plantão na Secretaria Municipal de Saúde de Belém para tentar explicar as endêmicas crises no atendimento de emergência na capital é a pletora de pacientes oriundos do interior do estado. Uma rápida consulta ao Sistema de Informações Hospitalares – SIH do Ministério da Saúde/DATASUS mostra o quão falaciosa é esta afirmação. O número de internações de residentes no interior no HPSM da 14 de março diminuiu de 4.515 no ano de 2005 para 3.588 em 2008, queda de 20,5%, equivalente a 927 internações. Na verdade, o número total de internações naquele hospital também caiu de 8.323 no ano de 2005 para 7.301 em 2008, redução de 12,3 % em termos relativos e 1.022 internações em números absolutos. Em 2008 o percentual de internações de pacientes residentes no interior foi de 49,1% , percentual ainda alto denotando que os hospitais regionais ainda precisam melhorar e as secretarias municipais de saúde abandonar a prática da “ambulancioterapia”.
Na verdade, as causas da crise da saúde em Belém estão longe do HPSM, embora o hospital padeça de graves deficiências. As causas da crise poderão ser encontradas na falta de prioridade real do município em investir na atenção básica. Facilitando o acesso dos pacientes ao sistema através da ampliação da Estratégia Saúde da Família muitas e muitas complicações graves – e consequentemente internações – seriam evitadas. A contratação de leitos de retaguarda em hospitais privados vai ajudar – mas não resolver – o problema da atenção à saúde em Belém. Precisamos inverter o modelo de atenção hospitalocêntrico e aprofundar a estratégia de atenção primária. Outro aspecto não menos importante é aplicar, adequadamente, e com transparência os milionários recursos que a prefeitura de Belém recebe do Ministério da Saúde. Some-se ao exposto a mais absoluta falta de controle social legal considerando que o Conselho Municipal de Saúde de Belém foi “eleito” em processo ilegal e totalmente controlado pela prefeitura resultando em um colegiado amorfo, inexpressivo e destituído da autonomia necessária para desempenhar condignamente suas funções legais.
O equívoco na política de saúde, a falta transparência administrativa e a inexistência de controle social embasam minha afirmação de que Belém vive uma grave crise de gestão no seu sistema de saúde.





Natimorta CPI da Saúde em Belém

19 03 2009

As Comissões Parlamentares de Inquérito são instrumentos das minorias. Para serem instaladas independem do plenário. Ora, se independem do plenário, não podem depender da vontade do Presidente da casa legislativa. É de uma obviedade ofuscante. No Pará e, particularmente, em Belém é diferente. Os poderes constituídos estão carcomidos pela mediocridade e leniência. Este descaso não é prerrogativa do parlamento municipal. A crise da saúde é grave e o Ministério Público está absolutamente omisso. É como se os Promotores de Justiça estivessem morando em outra cidade, em outro estado, em outro país ou em outro planeta. Não é com eles! Incrível, não agem de ofício. Tem que ser provocados. E quando provocados nada fazem. Não seria necessário, mas quero lembrar que o Ministério Público é uma instituição que defende (ou deveria…) a cidadania, a ordem jurídica, o regime democrático, os interesses sociais e individuais indisponíveis. Bonito não? E o executivo estadual. Vive alardeando uma fantasiosa “terra de direitos”. Que direitos? A SESPA mantém-se silente, falando apenas quando provocada pela secretária municipal de saúde que, em seu desvario, só consegue acusar o governo estadual de não governar Belém.
A crise é grave, transformou-se em doença crônica com períodos de agudização como o que vivemos agora. Tudo o que está acontecendo já foi exaustivamente denunciado pelo Sindicato dos Médicos. Ao Ministério Público Estadual e Federal, à SESPA, à governadora, ao prefeito e à Câmara Municipal. Só faltou denunciar ao Bispo.
Finalmente, os vereadores resolveram tomar uma posição. A minoria, fique claro. Bem, antes tarde do que nunca. Parabéns aos vereadores que se sensibilizaram com a agonizante saúde de Belém. Mas, como eu dizia, CPI em Belém é diferente. O instituto da CPI em Belém não funciona. Como não funcionam os poderes constituídos para o que foram constituídos: servir ao cidadão. A CPI não foi instalada porque a sociedade não é respeitada, parece estar em estado de catatonia. Ocorrem alguns espasmos de reação, e logo todos voltam ao seu dia a dia, ao seu cotidiano, a cuidar de seus interesses pessoais. Parece que perdemos a capacidade de nos indignar. De reagir.
No dia 07 de abril comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Data Vênia (como dizem nossos causídicos), nada temos a comemorar. Mas podemos protestar. E vamos fazer um protesto. No domingo, dia 05, vamos para a Praça da República, nosso palco municipal de atividades. Vamos fazer uma agitação. Com uma bike som e panfletos. Todos estão convidados. Vamos manifestar nossa indignação. Participe. Basta sua presença. Vamos dar um recado para as autoridades de saúde. Divulgue em suas listas da internet. Avise os amigos. Nos ajude a ajudar a saúde de Belém.





SAÚDE PÚBLICA: Não coma na lanchonete Subway

18 02 2009

O título da nota é o mesmo da mensagem encaminhada pela jornalista Anamelia Araújo que mora nas proximidades da lanchonete Subway, localizada na Doca de Souza Franco esquina da Senador Lemos. Ela denuncia que a lanchonete vive infestada de ratos dentro do depósito de alimentos e que, inclusive, invadem as casas próximas. Afirma que o acondicionamento de lixo é inadequado e que a situação coloca em risco a saúde de todos os usuários da lanchonete. Conversei com ela que me disse que a Vigilância Sanitária assegurou que irá até o local realizar uma vistoria e que a gerência da loja se comprometeu a sanar o problema definitivamente. Depois de enviar o e-mail para alguns amigos recebeu vários telefonemas de apoio e pelo menos um com ameaças veladas.

Viva a Anamelia! É assim que todos nós devemos proceder. Isto é cidadania. Reproduzo abaixo, na íntegra, o e-mail:

“NÃO É MENSAGEM ANÔNIMA, SOU EU QUEM DENUNCIA E É VERDADE.
UM CASO DE SAÚDE PÚBLICA
Vigilância Sanitária

Eu, Anamélia Martins de Araújo, jornalista, moradora da Avenida
Visconde de Souza Franco, 435, entre Senador Lemos e Municipalidade,
venho denunciar a lanchonete Subway, localizada na Avenida Visconde de
Souza Franco, esquina da Senador Lemos, pois a mesma está infestada de
ratos e já estive com a gerente da loja há uma semana e mostrei os
ratos entrando pela porta dos fundos da lanchonete (depósito de
alimentos) e nenhuma providência foi tomada, embora ela tenha dito que
iria falar com o dono e resolver a limpeza no local. Ora, essa
lanchonete vive lotada de jovens e ninguém toma providências e os
ratos invadem minha casa a as casas de meus vizinhos colocando em risco
a saúde de todos, pois sabemos que doença de rato (leptospirose e
outras que nem sei o nome) é coisa séria e quero que a saúde
pública tome imediatas providências nesse grave caso da Subway. Acho
ainda que diante da gravidade do caso, a Subway deveria se
responsabilizar por uma desratização em todas as casas ameaçadas
pelo problema. Quem quiser constatar o fato é só chegar no local,
olhar sacos pretos de lixo e mexer neles: ratos saem correndo para
dentro da Subway, isso qualquer hora do dia que o lixo esteja em frente
a porta do depósito da lanchonete que dá para a Doca.

Em 9 de fevereiro de 2009-02-08
Anamélia Araújo”





Apresentação do blog

28 04 2008