Curiosidades na votação do Ato Médico

27/10/2009 às 0:22 | Publicado em Uncategorized | 27 Comentários

Tive acesso à lista oficial de votantes da sessão que deliberou sobre o PL do Ato Médico. Mais precisamente do DVS (Destaque para Votação em Separado), solicitado pelo PSDB e que tratava do artigo que definia a Citopatologia como ato privativo do médico. A lista de votantes é apresentada por Estado. Ontem mostrei a votação por partido. Hoje elenco algumas curiosidades da votação:
1 – Os seis Deputados da bancada de Roraima presentes votaram SIM;
2 – Dos 14 Deputados paraenses presentes a votação apenas Paulo Rocha (PT) votou NÃO;
3 – Dos 4 Deputados do Acre presentes 3 votaram SIM e um, Nilson Mourão (PT), se absteve;
4 – Tocantins votou SIM 100%, com 4 Deputados presentes;
5 – Dos 9 Deputados paraibanos presentes apenas um, Luis Couto (PT), votou NÃO;
6 – 100% dos 8 Deputados das Alagoas presentes votaram SIM;
7 – Dos 7 deputados sergipanos presentes apenas um, Iran Barbosa (PT) votou NÃO;
8 – Dos 6 Deputados matogrossenses presentes apenas Valtnir Pereira (PSB) votou NÃO;
9 – O Distrito Federal compareceu com 6 Deputados e o único que votou NÃO foi Rodrigo Rollemberg;
10 – A bancada de Goiás fez bonito. Dos 13 presentes, apenas Sandes Junior (PP) votou NÃO;
11 – Mato Grosso do Sul compareceu com 8 Deputados. Apenas Antonio Carlos Biffi (PT) votou NÃO;
12 – 100% da bancada do PC do B presente (8 Deputados) votou NÃO;
13 – A maioria dos Deputados do PT votou NÃO (29 NÃO a 23 SIM);
13 – A maioria dos Deputados do PV votou NÃO ( 7 NÃO a 4 SIM);
14 – 100% dos Deputados do PDT presentes (15) votou SIM;
15 – A esmagadora maioria das bancadas do PMDB, Democratas, PP, PR e PSC votou SIM;
16 – PMDB, Democratas, PP, PR, PSC, PDT e PTB deram, juntos, 184 votos SIM ao nosso projeto. 100% dos votos necessáros à vitória;
17 – 100% da bancada do PT da Bahia presente (3 deputados) votou SIM;
18 – 100% da bancada do PMDB do Paraná presentes (4 Deputados) votou NÃO;
19 – 100% da bancada do PMDB gaúcho presente (3 deputados) votou SIM;
20 – No PV Sarney Filho votou NÃO e Fernando Gabeira votou SIM;
21 – No PT Mauricio Rands, Vicentinho, Genoino e Paulo Rocha votaram NÃO;
22 – Ainda no PT Cândido Vaccarezza, José Eduardo Cardozo, Antonio C. Biscaia e Pepe Vargas votaram SIM;
23 – Ciro Gomes (PSB) e Rita Camata (PMDB) votaram NÃO;
24 – Chico D´Angelo (PT-RJ) estava ausente do Plenário e não votou.

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  1. Gostei de saber que os deputados de RR votam sim,
    espero que esta votação expressiva se repita no senado.
    Parabens! especialmente a vc Waldir grande guerreiro.

    Magnolia Rocha. RR

    • Parabéns às lideranças de Roraima. Vamos repetir a dose no Senado. Forte abraço. Waldir Cardoso.

    • Que absurdo votarem sim, e vcs ainda aprovam???
      Tem muito médico que vem tirar dúvidas conosco Fisioterapeutas.
      O Importante é ter uma equipe interdisciplinar , e não um monopólio, já que o foco é a saúde do paciente.
      É lamentável, saber que tem gente que aprova o ato médico.
      Débora
      Fisioterapeuta.

    • Não voto, em quem votou SIM, para o ato médico!!!!!!!!

      • Debora, querida. Juntos somos fortes. Desunidos, os patrões nos dominam e nos exploram. Vamos juntar nossas forças. Equipe interdisciplinar sim. Cada um de nós dando o melhor do seu conhecimento em benefício do paciente. Nós não queremos exercer atividades privativas dos colegas fisioterapeutas. E queremos reciprocidade na atitude. Só isso. Ser contra oato médico é o mesmo de ser contra o ato fisioterapeutico, o ato farmacêutico, o ato de enfermagem, o ato nutricional (desculpe os neologismos). Nós somos a favor do exercício digno de todas as profissões. E as respeitamos. Esta no projeto de lei. Forte abraço.

  2. Gostaria de saber como votou o AM
    M. Vianna

  3. É interessante saber sobre a votação do DVS – Destaque de Votação em Separado.

    Mas não há como saber o resultado da votação do Projeto de Lei, não há como saber quem foi favorável ou contrário porque a votação foi simbólica.

    O DVS foi apresentado para a retirada da expressão “Citopatólogicos” do parágrafo que determina que o diagnóstico deve ser dado pelo médico, diante da cotroversia que ocorreu sobre se cabe diagnóstico em um método de rastreamento (exame citopatologico) ou somente o laudo (que é feito por bioquímicos, farmaceuticos).

    Portanto, não se popde considerar esta votação como relativa ao Projeto do ato Médico porque muitos do que votaram NÃO à manutenção da expressão “citopatológicos” no parágrafo, votaram SIM à íntegra do Projeto na votação geral, que não foi nominal.

    Os deputados Ciro Gomes, Rita Camata e a bancada do PC do B, por exemplo, votaram favoravelmente ao Projeto, quem acompanhou a votação ao vivo, sabe disso.

    Então é um equívoco afirmar por exemplo, que “PMDB, Democratas, PP, PR, PSC, PDT e PTB deram, juntos, 184 votos SIM ao nosso projeto. 100% dos votos necessáros à vitória”.
    Essa votação não corrresponde aos votos necessários à vitória do Projeto. Não foi a votação do PL.

    É errado divulgar somente a votação de 1 DVS como sendo a votação do Projeto do Ato Médico, cometendo injustiça para com muitos parlamentares.

    • Catia, você tem razão no mérito. No outro post sobre o mesmo assunto fiz essa observação.

  4. TENS em si tem um
    efeito placebo significativo. Uma série de estudos comparados
    a eficácia da TENS para outros tratamentos, incluindo
    modalidades, exercícios e farmacológicos diversos
    tratamentos. Embora TENS não pode ser mais eficaz
    que estes tratamentos, pode ser igualmente eficazes. Estimulação
    parâmetros, ou seja, freqüência, intensidade e pulso
    duração, normalmente não são especificados ou não mantida constante
    entre os pacientes dentro de um determinado estudo. Colocação de
    eletrodos varia consideravelmente entre os estudos de tal forma que
    alguns estudos eletrodos lugar no local da lesão, alguns
    no dermátomo, e outro próximo ao local de
    ferimento. Além disso, populações de pacientes variam entre
    estudos e no contexto dos estudos, tornando-o difícil de interpretar
    a população de pacientes que poderiam se beneficiar disso
    do tratamento de TENS. Por último, uma variedade de resultados diferentes
    medidas são usadas para avaliar a eficácia da
    TENS incluindo escalas de dor subjetivo de avaliação, a função da articulação,
    consumo de analgésicos, hiperalgesia primária (aumento
    capacidade de resposta a estímulos nociceptivos no local da lesão),
    secundário hiperalgesia (aumento da capacidade de resposta às
    estímulos nociceptivos fora do local da lesão), e vários
    resultados de medidas de questionário. É perfeitamente possível
    que a TENS é eficaz em algumas medidas de dor ou de função
    e ineficaz para outros. Para superar muitos dos
    estas deficiências no projeto de pesquisa clínica, animal
    modelos de dor têm sido utilizados para avaliar os efeitos de diferentes
    parâmetros e medidas de resultados diferentes. Animal
    modelos de minimizar o efeito placebo, controlar a extensão
    e tipo de lesão, e manter a aplicação da TENS
    constante entre os sujeitos. Além disso, os modelos animais de
    dor permitir uma para avaliar os mecanismos neurobiológicos
    pelo qual a TENS produz uma redução de comportamentos de dor.
    TENS em modelos animais
    Vários modelos animais de dor existe, são usados para medir
    eficácia dos produtos farmacêuticos, e imitam
    condições clínicas.

    • Ops, mensagem errada!!!

  5. Desculpe, a mensagem correta é esta:
    Resposta de um fisioterapeuta ao ATO MÉDICO!

    “Caros senhores favoráveis ao Ato Médico,
    Se o grande problema é “prescrever”, por favor, preciso que me prescrevam um tratamento fisioterapêutico para um paciente de 45 anos com uma tendinopatia crônica do tendão do músculo supra-espinhoso, apresentando calcificação no tendão. Ele apresenta história ocupacional de trabalho com elevação dos >membros superiores acima do nível da cabeça (é vendedor de loja de roupas).

    Como é ex-jogador de voleibol, desenvolveu lesão do nervo supra-escapular, >que culminou numa atrofia do músculo infra-espinhoso. Devido a distúrbios hormonais, desenvolveu osteoporose. Na avaliação, apresentou restrição da mobilidade da cápsula posterior do ombro, fraqueza dos músculos rotadores internos do úmero (grau 3), além de fraqueza de serrátil anterior e trapézio
    fibras inferiores (graus 4 para os dois músculos). A articulação esterno-clavicular também tem sua mobilidade diminuída.

    O que devo fazer, Dr.? Como posso fazer para restaurar a mobilidade da articulação? O que é mais indicado: mobilização articular ou alongamento? No caso de ser mobilização, que grau devo utilizar? No caso de ser alongamento, é preferível o alongamento ser estático ou balístico? Ou seria melhor utilizar de contração-relaxamento? Qual o tempo adequado de manutenção do
    alongamento? Ou será que é tudo contra-inidcado, devido à osteoporose?

    Com relação ao fortalecimento dos rotadores internos do úmero, qual exercício seria mais indicado para fortalecer o músculo sub-escapular, importante na estabilização dinâmica da articulação gleno-umeral? Devo usar thera-band, halteres, resistência manual ou simplesmente realizar exercícios ativos livres?
    Com relação ao serrátil anterior qual exercício seria mais indicado?
    Push-ups? Protração resistida? Exercícios ativos apenas, simulando atividades funcionais e procurando evitar movimentos escapulares anormais?
    Tudo isso? Nada disso? E se ele utilizar de compensações para a realização dos exercícios, como devo proceder?

    Com relação ao trapézio inferior, é melhor fazer o exercício contra ou a favor da gravidade? Devo ou não utilizar de movimentos ativo-assistidos?
    Qual o melhor exercício? Existe tal exercício?
    No caso da restrição da articulação esterno-clavicular, é necessário corrigir essa alteração de mobilidade? Se for, é possível corrigí-la? Como proceder. Tem contra-indicações ou precauções?

    Não podemos esquecer de tratar também o tecido lesado (tendão do supra-espinhoso). Ele apresenta dor moderada ao elevar o membro superior D acima de 90 graus, que diminui a praticamente zero ao abaixar o braço. É necessára analgesia? Se for, que forma TENS? Qual a modulação (frequência, comprimento de onda, duração e intensidade)? Ou será que crioterapia é melhor? Em qual forma de aplicação? Por quanto tempo? Ou será que nenhuma analgesia é necessária?
    O que posso fazer para estimular o reparo do tendão? US q(uantos MHz? Quantos W/cm2? Por quanto tempo? Onde aplicar?), Laser (qual a intensidade? duração? tem contra-indicações?), exercícios (excêntricos, concêntricos, isométricos, resisitidos, livres? quantas séries e repetições? Qual o intervalo entre séries? Quantos RM? Devo fazer todos os dias ou não? É
    contra-indicado exercício?).
    Como posso fazer um exercício para supra-espinhoso?
    Por favor, repassem essa mensagem com urgência para todos os médicos com competência para me ajudar, pois estou com o paciente afastado do trabalho por invalidez e continuo aguardando a “prescrição médica da fisioterapia”, já que sem a “prescrição médica”, segundo o ato médico, não posso fazer nada $e nós todos os brasileiros, inclusive os médicos estamos pagando para ele não trabalhar. Não deixemos esse afastametno virar aposentadoria!
    Concluindo: Sim ao ato médico, desde que os médicos estudem na faculdade todo o conteúdo que outras 13 profissões da área de saúde têm em seu currículo.

    Marco Tulio Saldanha dos Anjos
    Fisioterapeuta
    CREFITO-4 51246-F

    • Sugiro que primeiro o senhor LEIA a lei referente ao ato médico.
      Caso ainda permaneçam dúvidas , volte a comentar sem distorcer o que lá está claro e em bom português:

      “Não se incluem, aqui, os diagnósticos fisiológicos (funcionais) e os psicológicos, que são compartilhados com outros profissionais da área de saúde, como os fisioterapeutas e os psicólogos”.

      • Tiago, não entendi. O que foi que eu distorci. Este texto que vc apresenta me parece que é explícito em garantir o limite até onde o médico pode ir.
        Dos médicos, só os Fisiatras sabem realizar, com segurança e perícia, diagnóstico funcional. Estamos fora do campo da psicologia. Tratamos as doenças psicológicas com farmacos, muitas vezes. O que não é possível é aceitar (escrevendo com franqueza, mas respeito) que fisioterapeutas e psicólogos receitem medicamentos. Abs.

  6. Gostaria de parabenizar a todos os deputados que votararam não ao ato médico,isso é um exemplo de demacracia, respeito aos proficionais da área da saúde. No decorrer de Quatro a cinco anos que o Fisioterapeuta, o proficional de Educação física e os demais proficionais da saúde que estão mobilizados contra o ato médico passaram estudando, é para ter competência em suas respectivas áreas de atuação,e isso é mostrado na prática! Diante das circunstancia aparecem esses que se dizem Médicos, achando que sabem de tudo, querendo monopólio atrvéz do trabalho dos outros;será mesmo que em seis anos de estudo são suficiente para o médico ter o conhecimento de seu curso especifico e de todos os outros da saúde? Os “médicos” não estão sendo proficionais, porque o vedadeiro proficional não é aquele que sabe de tudo,e sim aquele que reconhece os seus limites de sua capacitação! será mesmo que um médico tem competência para entra em uma academia e precrever execício físico para um hipertenso, ou para uma pessoa que está abaixo do peso, para um obeso, um trabalho de fortalecimento muscular para um atleta que acaba de se recuperar de uma lesão? Dos equipamentos de uma academia o médico só conhece o que é uma esteira, e sabe porque? Todos os alunos que entram na academia, só sabem dizer que o médico pediu para fazer uma caminhadinha e não pegar peso! Com base em que estudo ciêntifico eles dizem isso? É regra para todos uma caminhadinha e não pegar peso? Por que que eles não mandam o paciente com a prescrição de exercícios? porque eles não sabem. Qual exercício deve ser feito para fortalecer um grupamento muscular especifico em um hipertenso? E como faz para saber a intensidade do mesmo? Isso não é nem a introdução do que é a Educação física, mais gostaria que os deputados que votaram a favor do ato médico mim respondece. Isso porque é ano de eleições, e os três milhões de proficionais que estão defendendo suas profições irão fazer muitas perguntas, e dentre elas todos gostariam de saber as justificativas dos Srs. votarem a favor do ato médico! Muito obrigado.

    • Rodrigo, os médicos não desejam ocupar o espaço de competência das demais categorias. Queremos garantir aos pacientes o acesso à medicina. Infelizmente, gestores irresponáveis estão oferecendo unidades de saúde sem médicos. Porm outro lado, temos que preservar nossas competências específicas: diagnóstico das doenças e a prescição terapêutica. Todos nós, profissionais de saúde, colaboramos para a recuperação da saúde de nosso pacientes. Agindo em equipe. Os Fisioterapeutas tem a sua lei. Os médicos merecem ter a sua. Obrigado pelo comentário.

      • Waldir Cardoso:
        Responda por favor ,porque um medico não pode ter um psicólogo,um administrador como chefe???Só médico pode chefiar outro médico?Porém,médico pode chefiar quem quiser…que bonitinho isso!

      • Angela,
        Um médico pode ser administrativamente chefiado por qualquer outro profissional. Veja quantos secretários de saúde municipais nem nível superior tem.
        A chefia que o projeto prevê é a chefia técnica. Tecnicamente só um médico pode chefiar outro.
        Da mesma forma que, tecnicamente, só um psicólogo pode chefiar o serviço de psicologia.
        Assim como todos os serviços de enfermagem são chefiados por enfermeiros.
        Creio ter sido claro na sua dúvida.
        Angela, o cerne do conflito é o Diagnóstico da DOENÇAS e a prescrição de MEDICAMENTOS.
        Nós entendemos que estas duas prerrogativas são o âmago da nossa profissão. Todo o resto são mal entendidos.
        Forte abraço.

  7. Waldir:
    Tecnicamente os médicos já tem o que querem amigo,é a classe mais CORPORATIVISTA que conheço,e é fato que coordenam os enfermeiros(as).E quanto a prescrição e diagnóstico já são os próprios que os fazem.Não consigo ver o porquê…todas as prerrogativas só tornam a lei mais egoísta e antipática.
    Parabéns pela sua diplomacia de sua resposta!
    Grata! E um Forte abraço também!

    • Angela,
      Estamos fazendo o debate de idéias. Isto é muito bom.
      O médico é tão corporativista quanto as demais categorias de trabalhadores. Veja o trabalho contra a Lei do Ato Médico feito pelos psicólogos e farmacêuticos, principalmente. Um movimento absolutamente legítimo feito em defesa dos interesses destas corporações. Parabéns a suas lideranças. Nós também defendemos nossos interesses.
      Nós médicos, não coordenamos as colegas enfermeiras. Num hospital pode até parecer que isso aconteça (o que não éverdade). Pensa um médico e uma enfermeira numa Unidade do Saúde da Família. Que beleza o trabalho conjunto em prol do paciente e comunidade. Cada um na sua competência específica e – mais importante – os dois juntos qualificando a atenção à saúde.
      Bem, a lei – insisto – defende, claramente, a nossa prerrogativa privativa de diagnosticar as DOENÇAS e prescrever os tratamento para elas. Não queremos interferir no trabalho e nas competências específicas dos demais companheiros da equipe de saúde. Angela, entendo que o Projeto de Lei é antipático para as pessoas que não o leram e para aqueles que defendem que Diagn´stico de doenças e seu tratamento sejam atos compartilhados.
      Obrigado por proporcionar a oportunidade do debate.
      Abs.

      • Caro Waldir:

        Prescrição médica é prescrição médica, prescrição fisioterapêutica é outra coisa, e isto não está sendo respeitado nesse PL. Diagnóstico de doenças e prescrição de tratamento para elas, já é feito pela classe médica, no que diz respeito as suas competências. O fisioterapeuta, por exemplo, faz seu diagnóstico cinesiológico funcional e prescreve seu tratamento específico.
        Existem médicos com tamanha arrogância, capazes de tentar interferir no tratamento dos outros profissionais, encaminhando “receitas de bolo” para serem “cumpridas” por estes. Eu como fisioterapeuta, sigo meu plano de tratamento que varia a cada paciente, e educadamente converso com eles, explicando as diferenças. No meu consultório, eu mando no meu tratamento fisioterapêutico. Não aceito ordens, de nenhum outro profissional que seja. Da mesma maneira que não interfiro no tratamento medicamentoso, ou odontológico, nutricional e assim por diante, pois isto não me compete. Acredito no respeito. O atendimento deve ser multiprofissional, no que diz respeito ao bem estar dos pacientes, pois ele é um todo. Mais cada um nas suas competências, com sua especificidade. Fiz minha graduação, me especializei, fiz capacitações… Graças a Deus, conheço muitos médicos coerentes, que conseguem notar a disparidade deste PL, e que também respeitam todas as classes acadêmicas. Com estes o trabalho é maravilhoso, e só que tem a ganhar é o paciente. Garantir o acesso à medicina não implica em tirar a autonomia dos outros profissionais da saúde. Por isso meu pensamento é: se querem garantir seus direitos, que a população tenha mais acesso à medicina, consigam isso de forma honrosa, sem se julgarem superiores, pois quanto mais alto, maior a queda.
        Todas as classes lutam por seus direitos, mais isto já beirou o absurdo…
        Não estou sendo direta a ninguem, não conheço suas atitudes. Estou falando a realidade de muitos lugares.
        Se querem garantir seus direitos, primeiro reformulem seu PL, pois ele está muito dúbio.

        Abraço

      • Paula, obrigado pelo diálogo de alto nível e no interesse do paciente.
        Se vc ler o projeto com cuidado verá que ele tem a duas preocupações precípuas: resguardar o diagnóstico e tratamento da DOENÇAS e respeitar o exercício das demais profissões.
        Para nós isto está claro e cristalino no texto do PL. Infelizmente, muitos colegas de outras categorias não vêem assim.
        Trabalhamos anos para que o texto ficasse claro e discutimos, exaustivamente, com representações das demais profissões. Percebo que não tivemos pleno sucesso.
        Você poderia nos ajudar oferecendo alguma sugestão?
        Quanto aos médicos arrogantes, só tenho que lamentar. Infelizmente existem profissionais médicos que assim procedem. Deixemos estes de lado na sua pequenez. Vamos trabalhar juntos em prol da saúde dos nosso pacientes. Abs, Waldir Cardoso

  8. Caro Waldir:

    Temos sugestões sim para mudanças no PL. Inclusive estas estão sendo enviadas ao Senado.

    Como são muitas, peço que leia a CARTA ABERTA AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES SENADORES DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, na página principal do site:

    http://www.atomediconao.com.br/

    Abraço

    • Obrigado, Paula. Lrei com atenção e vou passar para as lideranças médicas. Forte abraço.

  9. Muito bom essas informações dos deputados que votaram pelo ato .Acho que os CRM’s e Ass. Médicas deveriam mandar mala direta aos médicos com essas informações.

  10. Se pelo menos os médicos soubessem diagnosticar as doenças das pessoas valeria quererem fazer tudo sozinhos, mas lhes falta competência até para diagnosticar uma simples ovulação feminina, quanto mais as mais variadas causas e doenças existentes nas pessoas, esse projeto não passa de necessidade extrema de se auto afirmarem e quererem não perder mercado para pessoas muito mais experientes e competentes.

    Sou contra esta idiotice e vou fazer a maior campanha contra na internet e nos maiores meios de comunicação social disponíveis a toda a população.

    Abraços de um paciente que já passou pelos piores MÉDICOS que existem.

    • Paulo, resta atentar para a pergunta que não quer calar: quem seriam as ” pessoas muito mais experientes e competentes”?

  11. Caro Sr. Waldir Cardoso, é espetacular a forma como o sr. engrandece este projeto, dando ênfase ao “real motivo” dos médicos quererem tanto que o ato médico seja aprovado. Eu concordo plenamente quando é dito que este projeto trará benefícios as classes da saúde, como a própria medicina. Em países com maior estrutura política e econômica, nós vemos esta realidade, a especificação das atividades de cada profissão, isso é bom, tendo em vista que algumas atividades de algumas áreas invadem o setor de outra área da saúde. Mas vamos ser coerentes aqui. Quantos políticos médicos o sr conhece? Quantos o senhor julga ter uma “boa intensão” com este projeto? Temos que pensar na quantidade gigantesca que temos de injustiças políticas aqui no Brasil e é isso que preocupa. Além do mais, está complicado para todo mundo, até mesmo os próprios médicos estão a mercê destes políticos que dizem “governar” o país, quem foi que inventou o PROVAB por exemplo? É um descaso um médico interno ou residente ir trabalhar em um local sem o mínimo de estrutura porque é obrigado a ir. Enfim, o que tento frisar aqui é o forte fator político que está envolvido o PL, será que alguém esclareceu e perguntou ao povo (o maior interessado) se eles desejam a aprovação dessa lei? Será que o SUS será melhor e mais eficiente? São estas questões que devem ser feitas por todos, exatamente para evitar que uma “perseguição” ocorra entre os profissionais e que o povo não seja ofendido com tudo isso. Vamos ser realistas, estamos em um país onde a corrupção tem prevalência maior, onde o que importa é quem tem mais dinheiro e não a qualidade de vida das pessoas. SE não fosse assim, eu concordaria em número, gênero e grau com este projeto que é maravilhoso, porém aqui não tem como funcionar, não do jeito que está. Um abraço!


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